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mesoterapia 1 - Anginas Parte I

Anginas Parte I

A angina, ou a faringite, é uma inflamação aguda das amígdalas e da faringe que aparece principalmente entre os dois e os quarenta anos.

É provocada por uma infeção viral em 60 a 80% dos casos e por uma bactéria nos 20 a 40% restantes. A regra em França – embora a origem viral seja mais frequente – é tratar sistematicamente as anginas com antibióticos.

Nos Estados Unidos, a conduta é oposta visto que os antibióticos só são utilizados quando um exame médico à garganta provou a origem bacteriana da angina. Esta atitude parece ser a atitude do futuro, visto que os peritos franceses reconhecem a sua conformidade desde que os poderes públicos exigiram economias.

Segundo as mesmas fontes, o custo destas prescrições (pelo menos cinco milhões) inúteis de antibióticos é de aproximadamente quinhentos milhões de francos.

Diagnóstico

  • A angina traduz-se por uma dor na garganta, dificuldades para engolir, muitas vezes febre, por vezes arrepios e cefaleias.
  • Sem que seja a regra, no geral admitimos que a angina virai está normalmente associada a uma síndroma gripal ou a um ataque difuso do aparelho respiratório.
  • Por seu lado, a angina bacteriana é normalmente mais dolorosa e associada a volumosos gangliões no pescoço.
  • No entanto, estes critérios não são suficientes para afirmar a origem virai ou bacteriana, que só poderia ser confirmada com um exame médico na garganta.

Principais complicações

São provocadas pelo estreptococo beta-hemolítico, que é o germe mais frequentemente responsável pelas anginas bacterianas. É a causa de reumatismo articular agudo, ele próprio na origem de complicações renais e cardíacas.

As complicações da angina dizem essencialmente respeito às pessoas com menos de vinte e cinco anos e justificam um tratamento de antibióticos (penicilina) nas anginas bacterianas. Para alem desta idade, já não há risco de reumatismo articular agudo.

Tratamento

Sistematicamente ao princípio

  • Mercurius solubilis 5CH: medicamento da verdadeira angina, com as amígdalas vermelhas ou cobertas de pontos brancos. A dor ao engolir (a disfagia) é intensa, mau hálito, salivação abundante. A febre elevada é acompanhada por uma grande sede, arrepios e suores noturnos que não aliviam o doente.
  • Belladonna 5CH, quando a garganta e as amígdalas estão vermelhas. A língua e de um vermelho cor de framboesa, a disfagia é intensa A temperatura elevada é acompanhada por uma grande sede, afrontamentos, vermelhidão no rosto, uma transpiração abundante e um profundo desalento.

Posologia: ao princípio de qualquer dor de garganta, tomará estes medicamentos de 2 em 2 horas, durante 2 dias; depois a escolha entre estes últimos e os seguintes será em função da evolução.

Depois conforme o aspeto das amígdalas

Nas anginas “vermelhas”

As amígdalas estão vermelhas, tome:

  • Apis mellifica 5CH, se as amígdalas pálidas estiverem inchadas, se a úvula estiver “pendurada corno um saco cheio de água”. As dores ao engolir, ardentes e como se fossem picadas, melhoram com bebidas geladas. A temperatura é elevada, não há sede, expecto durante os adeptos, a pele seca e vermelha é entre-cortada de transpiração.

Acrescentará à Belladonna e ao Mercurius solubilis:

  • Phytolacca 5CH, ao contrário, se as amígdalas estiverem vermelho-escuro, mas sobretudo se a angina aparecer num contexto gripal (dores no corpo, tosse, rinofaringites). A garganta está seca, as dores ao engolir vão até aos ouvidos e pioram com bebidas quentes.

Substituirá Belladonna por:

  • Stramonium 7CH, se a garganta estiver vermelha, mas indolor. Para este medicamento, a temperatura elevada, a sede viva, o rosto vermelho, acompanham suores abundantes que não aliviam o doente.

Posologia (para todos estes medicamentos): 2 grânulos 5 vezes por dia durante 2 dias depois, 3 vezes por dia durante 6 dias.

Nas anginas “brancas”

Nas anginas “brancas”, as amígdalas tem pontos brancos, acrescentará à Belladonna e ao
Mercurius solubilis:

  • Mercurius cyanatus 5CH nas anginas brancas com febre moderada, gangliões volumosos no pescoço e mau estado geral Antes do aparecimento dos antibióticos, era o medicamento das anginas diftéricas; aliás, mantém-se interessante, nesta indicação em complemento dos tratamentos clássicos

Posologia 2 grânulos 5 vezes por dia durante 2 dias. depois 3 vezes por dia durante 6 ti ias.

Originally posted 2014-03-27 12:20:09.

Conheca a terapia floral2 - Tratamento de Cistite

Tratamento de Cistite

Tratamento das crises

  • Cantharis vesicatora 5CH é o medicamento das cistites com ardores urinários que aparecem antes, durante e a seguir a cada micção.
  • Equisetum hiemale 5CH, quando a dor na bexiga não melhora urinando e os ardores urinários aparecem em fim de micção e logo a seguir.
  • Formica rufa 5CH, quando as urinas são turvas, abundantes, mal cheirosas e têm tendência para sangrarem.
  • Mercurius corrosivus 5CH, nas cistites extremamente dolorosas com presença de sangue nas urinas, espasmos da bexiga e vontades prementes e urgentes de urinar.
  • Mercurius solubilis 5CH, se a micção, muito dolorosa, for acompanhada por uma sensação de ardor, de falsas vontades de urinar e de espasmos da bexiga.
  • Staphysagria 5CH é indicado nas cistites em que os ardores que se fazem sentir entre as micções desaparecem com estas últimas. Este medicamento convém às “cistalgias com urinas claras”, ou seja, aos ardores urinários sem infeção, às “cistites dos jovens casais” que aparecem a seguir às primeiras relações sexuais, ou às cistites que aparecem a seguir ao coito.
  • Terebinthina 5CH convém às mulheres que têm ardores urinários, espasmos da bexiga, vontades urgentes de urinar, muitas vezes só algumas gotas, e que têm por vezes sangue nas urinas.
  • Pareira brava 5CH, nas cistites com vontades constantes e ineficazes de urinar, e necessidade de fazer esforços para esvaziar a bexiga.
  • Populus tremula 5CH, nas infecções urinárias das mulheres grávidas desencadeadas por uma sondagem urinária (pela colocação de uma sonda urinária).
  • Senecio aureus 5CH, nas mulheres com ardores urinários (cistalgias) antes da menstruação, quando esta última está em atraso.
  • Soro anticolibacilar 6DH é um tratamento de complemento interessante que completa utilmente os medicamentos mais indicados.

Posologia (para lodos estes medicamentos): 2 grânulos 5 vezes por dia, até mesmo mas vezes se necessário, durante 2 dias, depois 3 vezes por dia durante 6 dias.

Na ausência de melhoras rápidas (vinte e quatro ou quarenta e oito horas), consulte o seu médico que lhe dará um tratamento apropriado e verá se é útil ou não fazer um exame citobateriológico das urinas.

Tratamento de terreno

É inútil expecto no caso de infecções urinárias a repetição.
Os principais medicamentos são: Equisetum hiemale, Sepia, Soro anticolibacilar, Silicea Staphysagria.

Os tratamentos termais são por vezes benéficos nesta indicação Aulus-les-Bains, Capvern-les-Bains. Châtelguyon, Contrexéville, Eugénie-les-Bains, Évian-les-Bains, La Preste-les-Bains, Saint-Nectaire, Thonon-les-Bains, Vittel.

Originally posted 2014-03-28 14:54:07.