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medicomenu - Porque o terreno?

Porque o terreno?

Atualmente, a noção de terreno une o doente à sua doença, indica que a mesma doença pode exprimir-se de diferentes formas de um sujeito para o outro, e integra o individuo no seu ambiente.
Liga-se à noção de globalidade ou noção de doença alargada ao homem, à qual fizemos referência na definição da homeopatia.

A dimensão humana

No entanto, nos factos, a prática médica atual separa o doente da doença, e cria duas entidades distintas. A divisão exagerada da medicina é uma ilustração perfeita: o especialista trata a doença da sua competência, ignorando muitas vezes os outros problemas, que deixa para os colegas.

Fica satisfeito com o tratamento do órgão ou da função: o cardiologista trata o coração, o pneumologista os pulmões, etc. Assim, por exemplo, as consequências físicas ou psíquicas de uma intervenção só raramente interessam o cirurgião, que se acomoda apenas com o resultado do aspeto técnico da sua operação, entrincheirando-se por detrás do êxito desta última para não tomar em consideração as queixas do paciente.

É por isso que aquilo que sobressai atualmente é que “a doença é separada do homem concreto que sofre, e é estudada num corpo, ele próprio separado. Dupla abstração que faz da doença pessoalmente sofrida pelo homem concreto um facto secundário.

Tal é o calcanhar de Aquiles da medicina ocidental ao isolar o corpo e a doença, e fazer do homem que sofre o fantasma que vem perpetuamente assombrá-lo e lembrar-lhe as suas faltas”.

A homeopatia faz parte da medicina ocidental; a maioria dos médicos homeopatas são generalistas. Estes últimos ligam o corpo à doença e o homem que sofre aos dois e. assim, ocupam-se da dimensão humana da doença e dos seus diferentes aspetos.

Na época de Hahnemann, tomar em consideração os antecedentes do doente, do seu modo de vida. da sua alimentação, fazer um interrogatório aprofundado era verdadeiramente revolucionário.

Assim, podemos lembrar que, desde a origem, pareceu a Trousseau – no entanto mais hostil que a homeopatia dava “uma ideia nova do medicamento, um método novo de constituir a Matéria médica, uma Terapêutica geral de certas relações afirmadas entre a natureza do medicamento e a da natureza*: mais tarde, a abordagem inovadora do doente, a noção de terreno e de tipo sensível foram reconhecidas e retomadas pelos alopatas.

Nos nossos dias, o exame clínico habitual engloba estes elementos. A noção de terreno tomou-se vulgar: a aproximação atual do doente quer-se global, os antecedentes pessoais e familiares, a história da doença, a dieta alimentar, o modo de vida fazem parte disso. O terreno é descrito para encarar a singularidade desta ou daquela reação do indivíduo.

Falamos de um terreno atópico (para os sujeitos alérgicos), de um terreno atreito a enxaquecas; a abordagem clínica de um paciente que sofre de uma maneira crónica é simultaneamente somática e psicossocial.

Mas, nos factos, a medicina ocidental, pelas suas estruturas, o seu modo de funcionamento e
sobretudo a sua terapêutica inadaptada, não consegue fazer a ligação entre o homem que sofre e
a doença.

O procedimento atual dos médicos generalistas – que vamos detalhar no capitulo seguinte – é eloquente. Mostra o seu embaraço e a sua incapacidade para responder a esta imperiosa
necessidade que tanto eles como os seus pacientes sentem: tratar a doença assim como o homem que sofre. A terapêutica homeopática, por seu lado, responde a esta expectativa.

Originally posted 2014-03-25 14:41:04.

Homeopatia para adelgazar 2 - Urologia

Urologia

Adenoma da próstata

Só poderá fazer este tratamento se o diagnóstico for feito pelo seu médico. Em todos os casos, deve absolutamente ir a uma consulta.
Tome sistematicamente:

  • Baryta carbónica 7CH: 2 grânulos ao levantar e ao deitar.
  • Pereira brava 6DH, nos adenomas da próstata acompanhados por vontades constantes e ineficazes de urinar, e de uma necessidade de fazer esforços para esvaziar a bexiga
  • Sabal serrulata 6DH, quando acorda muitas vezes durante a noite e o jato urinário é fraco e aos saltos.

Posologia: estes dois últimos medicamentos podem ser tomados sob a forma de uma preparado à razão de 20 gotas de manhã e à noite.
Acrescente:

  • Squilla marítima 7CH, se urinar muito e muitas vezes.
  • Contai maculatum 7CH, se urinar em várias vezes.

Posologia (para todos estes medicamentos): 2 grânulos ao levantar e ao deitar.

  • Lycopodium clavatum 9CH, nos sujeitos que respondem bem e que sentem vontades frequentes de urinar.

Posologia: 2 grânulos ao levantar.

Incontinência urinária

Para além dos medicamentos (Causticum, Kalium carbonicum, Equisetum hiemal) descritos no capitulo sobre a incontinência urinária da pessoa de idade, há dois medicamentos muito interessantes:

  • outra vez. Causticum 9CH, nas incontinências urinárias que aparecem a seguir a um esforço moderado nos sujeitos que respondem bem;
  • e Ferrum metallicum 9CH, nas incontinências urinárias que aparecem a seguir à tosse, esforços, ou espirros nos outros sujeitos.

Posologia (para todos estes medicamentos): 2 grânulos ao levantar.

Em geriatria, a homeopatia e indicada em numerosas outras áreas, entre as quais as perturbações psiquiátricas, que não desenvolvemos, porque necessitam de uma prescrição especializada.

A homeopatia integra-se no conjunto dos meios terapêuticos permitindo uma melhor qual dado de vida da pessoa de idade e um conforto maior do doente senil ou não.

A sua atividade exerce-se em todos os níveis, tanto na área preventiva como curativa (sozinha ou em associação). Para terminar, vamos insistir sobre o interesse geral desta terapêutica: eficácia, inocuidade, complementaridade.

Originally posted 2014-03-28 12:34:16.