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1dandelion3 - Geriatria

Geriatria

O envelhecimento da população constitui, com toda a evidência, uma formidável parada de saúde pública visto que aproximadamente 20% dos franceses têm mais de sessenta anos (cerca de 11,5 milhões), 13% mais de sessenta e cinco anos e 10% de setenta e cinco a orientamos.

Os últimos números publicados mostram que a esperança de vida ao nascer vai até aos oitenta e dois anos nas mulheres francesas e aos setenta e quatro anos nos homens

Só estes números bastam para explicar a importância socioeconómica das pessoas de idade na área da saúde, as quais consomem em media duas vezes mais de tratamentos do que o resto da população.

No decorrer dos anos, a pessoa de idade vê muitas vezes aumentar o números dos sintomas dos quais sofre. Assim à hipertensão arterial podem acrescentar-se a diabetes, os reumatismos, depois uma diminuição da visão, do ouvido, perdas de memória.

Estas diferentes perturbações estão por vezes na origem de uma redução progressiva das suas atividades em sociedade, de um isolamento, e finalmente de uma dependência difícil de aceitar.

Assim, a prevenção tem sobretudo por objetivo, para além dos tratamentos das doenças propriamente ditas, evitar a dependência dos sujeitos de idade A prevenção da dependência situa-se em três níveis:

  •  evitar as grandes doenças responsáveis por mortes prematuras: doenças cardiovasculares, diabetes, cancros;
  •  tratar as perturbações que podem incomodar a vida social; perturbações urinárias, perturbações dos órgãos dos sentidos, dores nas costas e nas articulações;
  • preservar a vida de relação perda de memória. depressões demências

Os doentes com muita idade necessitam da intervenção de uma equipa pluridisciplinar coordenada pelo médico generalista. Esta colaboração engloba as especialidades e os profissionais paramédicos tais como as enfermeiras, os fisioterapeutas, os ergo-terapeutas.

A ajuda social, a tonta, os amigos, os vizinhos também fazem parte desta intervenção. Todo este ambiente ajuda o doente a sair do seu isolamento, retarda ao máximo a dependência e dá-lhe uma vida social indispensável para o seu equilíbrio mental e físico.

No entanto, o tratamento das diversas afeções também implica um crescimento em número e “em intensidade” dos medicamentos, com o seu lote inevitável de efeitos secundários. Ainda é mais surpreendente quando sabemos que é o sujeito mais sensível ás medicações e aos seus efeitos que consome mais.

A propósito disso, é interessante constatar que mais de 10% das pessoas com mais de oitenta anos são hospitalizados devido a um acidente iatrogénico, ou seja, provocado por medicamentos.

Prevenção

Começa cedo e não diz respeito só ao campo da homeopatia. Quase que não ousamos falar da menopausa e da osteoporose ao abordarmos este tema, porque estas últimas dizem respeito às mulheres jovens que ainda estão longe da terceira idade.

Mas é necessário saber que o capital ósseo (quantidade de ossos) é em parte determinado geneticamente e em parte adquirido através do consumo de cálcio na adolescência. Compreendemos então por que razão a prevenção deve ser precoce.

Concebemos assim o papel de educação das nossas avós numa época em que, à merenda, o copo de Coca-Cola é dado mais vezes aos nossos filhos do que o copo de leite.

Originally posted 2014-03-28 11:40:36.

placebo - O Exame Médico

O Exame Médico

O exame médico, orientado pelas informações fornecidas pelo doente, permite procurar os sinais patológicos e patognomónicos da doença, e o estudo dos sinais homeopáticos objetivos, com a intenção de confirmar a escolha do medicamento.

Uma vez estabelecido o diagnóstico da doença, o médico homeopata vai portanto explorar os sinais homeopáticos objetivos nesta ótica. O exame do doente é completo nas doenças crónicas, mais limitado nas doenças agudas.

Quanto à duração da consulta, depende mais dos problemas que se encontraram do que da procura do medicamento. A duração prolongada de uma consulta não é sinônimo de competência.

Em contrapartida, o procedimento correto de um interrogatório, de um exame clínico, a clareza de uma receita e dos resultados terapêuticos são-no.

Estes diferentes aspetos associados a outros, que já lhe foram dados, vão permitir-lhe escolher o seu terapeuta, sabendo manter-se paciente e tolerante, porque, como sabe, a medicina é uma arte inexata, difícil e cheia de estratagemas.

A análise dos exames complementares fornece por vezes outros elementos que ajudam a diagnosticar o medicamento. Isso é menos conhecido.

Originally posted 2014-03-26 09:54:17.

Samuel Hahnemann 3 - O Procedimento de Hanhemann

O Procedimento de Hanhemann

Estudos e reflexões

A seguir aos estudos de medicina efectuados em Leipzig. Hahnemann apresenta a sua tese de medicina em 1779 e instala-se em Hettstedt como medico, paralelamente às suas actividades de tradutor.

 

Poliglota, conhece o grego, o latim, o hebreu, o inglês, o francês, o húngaro, o romano, o russo: traduz numerosas obras médicas, científicas e literárias. Em 1777, com vinte a um anos, Hahnemann traduz uma obra de Nugent, Ensaio sobre hidrofobia descrevendo um método terapêutico contra-irritante que consiste em provocar espasmos violentos mas benignos com substâncias, a fim de curar os espasmos do doente.

 

Na sua tese de medicina intitulada Exame das causas e do tratamento das afecções espasmódicas ia começa a aparecer uma reflexão que conduzira Hahnemann, dezassete anos mais tarde, à terapêutica homeopática. Começa por mencionar o conceito de irritabilidade e de sensibilidade defendido por Haller.

 

Este último, vitalista, aluno de Boerhaave, coloca o problema da transmissão nervosa: distingue os nervos “irritáveis”, que se contraem sob a influência de um estímulo exterior, a os nervos sensíveis, não contrácteis, que transmitem as impressões da alma, as forças vitais.

Na sua tese, cita Whytt que sustém que a energia da arma e os nervos comandam todos os movimentos, voluntários e involuntários. Hahnemann ordena as afecções espasmódicas segundo a classificação de referência das doenças de Boissier de Sauvages que tenta ligar os sintomas a uma doença específica. Hahnemann propõe para além disso uma classificação nosológica de referência das doenças. Menciona Storck que experimenta substâncias tóxicas com um objectivo terapêutico.

 

Um médico diferente dos outros.

A seguir, Hahnemann assinala-se rapidamente no mundo médico pelo seu espírito contestatário, porque denuncia, no Método para tratar cuidadosamente as fendas antigas e as úlceras pútridas, a falta de rigor no procedimento de diagnóstico, a incoerência e o perigo dos tratamentos que são propostos.

Contrariamente à prática da sua época em que os tratamentos eram muito numerosos, apenas elogia a utilização de alguns medicamentos. Propõe este procedimento para tentar tomar a terapêutica mais coerente a evitar interacções medicamentosas desconhecidas.

Evidencia, sob a influência provável de Franck – fundador da higiene moderna -, a higiene de vida, o modo alimentar, o exercício físico e o ar puro. Também propõe a utilização de banhos frios com o objectivo terapêutico.

Este método é vivamente contestado pela corporação médica, porque Hahnemann recusa os tratamentos tóxicos da sua época. Avança ideias revolucionárias que são naquela altura a higiene, a hidroterapia da vis medicatrix naturae, a acção médica da natureza. Hahnemann já é um adepta da medicina experimental; ele; “A medicina não deve afastar-se de um passo da esfera das experiencias e das observações puras, se quiser evitar cair no nada e no charlatanismo.”

Originally posted 2014-03-20 16:53:38.

Hahnemann1 - As ideias medicas no século de Hahnemann

As ideias medicas no século de Hahnemann

Um século “charneira”

Até ao final do século XIX, a história da medicina, das ciências e da filosofia é comum. Hahnemann nasceu a meio do século das Luzes. É uma época “charneira” que marca a passagem da medicina de observação e do vitalismo – defendido por Stahl, Bordeu, Barthez, Dupuytren, Bichai – para o determinismo, fundamento da acção da medicina experimental, da qual Magendie foi o precursor, sendo depois o seu aluno Claude Bernard, o fundador.

 

No século XVIII, as ciências, cada vez mais baseadas na experimentação, escapam progressivamente à metafísica e fazem pouco a pouco com que a Igreja perca o seu poder. No entanto, o domínio desta última ainda está bastante presente, visto que as teorias mecanistas da época, que retiravam toda a natureza divina ao homem reduzindo-o a um objecto, são muito dificilmente admitidas.

 

No oposto, os animistas, dos quais Stahl era o chefe, pensavam que existia uma alma sensível que, sozinha, animava o corpo.

 

O vitalismo

Uma corrente, que constitui um meio-termo, é desenvolvida por Bordeu e Barthez da Escola de Montpellier: o vitalismo. Este último movimento sugeria que a vida não podia explicar-se nem através do animismo, que não tomava em consideração os fenómenos físicos e químicos, nem através do mecanismo puro, que fazia do homem uma máquina complexa. Bichat (1771-1802), porta-voz e apoio do vitalismo, pensava que a compreensão dos fenómenos vitais podia explorar-se, mas não podia explicar-se através da física e da química.

 

Do mesmo modo, os vitalistas não rejeitavam os conceitos médicos, mas acreditavam que os conhecimentos e as técnicas da sua época não lhes permitiam chegar lá.

As etapas marcantes da vida de Samuel Hahnemann

 

1750 – Casamento em segundas núpcias de Christian Gottfried Hahnemann, pintor de porcelana, e de Christiana Spiess.

1755 – Nascimento de Christian Friedrich Samuel Hahnemann a 10 de Abril em Meissen, na Saxónia, terceiro de uma fratria de quatro filhos.

1765 – Entrada para a escota principesca da Saint Afra, onde aprende numerosas línguas entre elas o inglês, o francês, o latim, o grego a o hebreu.

1775-1779 – Estudos da medicina em Leipzig. Tese de doutor em medicina Exame das
causas e do tratamento rui afecções espasmódicas. É iniciado em química por Leonhardi

1776 – Inicio da sua actividade de tradutor.

1777 – Estágio de seis meses na escola de medicina de Viena: ensino baseado na observação e o ensino clínico no leito do doente.

Tradução do Ensaio sobre hidrofobia da Nugent.
Entrou na franco-maçonaria.

1780 – Torna-se médico em Hettstedt onde exerce modestamente a medicina. Pratica a química em casa do seu futuro sogro, o farmacêutico Haeseler. Começa um trabalho importante de tradução e de numerosas publicações de química.

1782 – Casamento com a filha adoptiva de Haeseier, Henrtetie KueMet, com a qual terá onze filhos.

1784 – Publicação do Método para tratar cuidadosamente as feridas antigas e as úlceras
pútridas.

1786 – Publicação de Do envenenamento com arsénico, o seu tratamento e a sua demonstração em medicina legal.

1789 – Publicação da Instrução aos cirurgiões sobre as doenças venéreas, precedida por uma nova preparação de mercúrio.

1789 – Hahnemann renuncia a prática médica e vive das suas traduções e dos seus
trabalhos de química. Publica o Tratado das doenças venéreas.

1790 – Primeiro enunciado do princípio de similitude por ocasião da tradução da Mareia
medica de Cullen.

1791 – É distinguido pelos seus numerosos trabalhos de tradução e é eleito membro da
Academia das ciências do eleitorado de Mogúncia.

1792-1804 – Assaltado pelas preocupações muda-se quinze vezes em treze anos.

1796 – Nascimento oficial da homeopatia no Ensaio sobre um nove principio para descobrir as virtudes curativas das substâncias medicinais, seguido por algumas exposições sumárias sobre os princípios admitidos aia aos nossos dias.
A 14 de Maio: primeira vacinação antivariólica de Jenner.

1805 – Publicação de textos importantes da terapêutica homeopática.

  • Esculápio na balança;
  • Medicina da experiencia;
  • Fragmentos sobre os efeitos positivos dos medicamentos observados no homem são, que constitui a primeira matéria médica homeopática.

1810 – Publicação da primeira edição do Organon da medicina racional que instaura as bases da doutrina homeopática, que se intitulará a seguir o Organon da arte de curar, e passará por seis edições diferentes, entre as quais a última, póstuma, só seria editada em 1921.

1811-1821 – Instalação de Hahnemann em Leipzig, onde retomará com sucesso a sua prática médica.

Ensina a homeopática na faculdade de medicina de Leipzig e opõe-se à medicina da sua época.

Primeiva edição dos seis tomos da Matéria médica pura.

 

1814 – Adquire uma grande reputação graças aos seus sucessos obtidos na epidemia de tifo.

1821 – Deixa Leipzig a seguir a um processo com os farmacêuticos que o censuram por preparar sozinhos os seus medicamentos. Foi instalar-se em Kôthen.

1823-1827 – Segunda edição da Matéria médica pura reactualizada.

1828-1839 – Publicação das edições sobre As doenças crónicas, a sua natureza especial e o seu tratamento homeopático, nas quais Hahnemann explica as recidivas das doenças através dos miasmas.

1830 – Falecimento de sua mulher

1831 – Epidemia de cólera: resultados espectaculares da homeopatia, à qual os clássicos pedem ajuda.

1833 – Inauguração do primeiro hospital homeopático em Leipzig.
Difusão da homeopatia na Europa.

1835 – Novo casamento de Hahnemann aos setenta e nove anos com uma jovem francesa de trinta e quatro anos que tinha vindo consultá-lo, Mélanie d’Hervilly.
Viaja para Paris onde retoma a actividade médica.

1843 – A 2 de Julho, falecimento de Hahnemann aos oitenta e oito anos. Está sepultado
no cemitério do Père-Lachaise em Paris.

 

 

O vitalismo — do qual Hahnemann se reclamará — não põe em causa os fenómenos teológicos, mas recusa admitir que a vida só se reduza a esta única resposta. Concebe o ser vivo como sendo animado por uma consciência da vida. Esta percepção opõe-se à visão mecanista reducionista que sugere que a vida é o único resultado de uma soma de mecanismos.

 

O vitalismo coincide com a visão global do ser humano da Hahnemann. Corinne Coop-Phane, professor de epistemologia e de história da medicina, num artigo intitulado “Os médicos são vitalistas que se ignoram, conclui: “Os vitalistas mostraram como é que o Universo pouco a pouco foi conquistado e decifrado, com o devido respeito ao seu irredutível mistério.

 

Sem esta amplitude, este horizonte, não compreendemos a vida, mesmo se dedicarmos o nosso tempo a recortá-la. A escutá-la, a dividi-la em pedaços Nenhum científico do século XX ousa reclamar-se do vitalismo, visto que qualquer pensamento da matéria, principalmente do corpo humano, quando não cede ao reducionismo, está cheio de um vitalismo inconfessado.

 

”Mas: “Não poderíamos admitir nos seres vivos um principio vital livre, lutando contra a influência das condições físicas”, dizia Claude Bernard ao encontro das posições de Bichai. “Actualmente, não há muitos biologistas que recusem partilhar esta fé determinista, mesmo quando esta crença não é o suficiente para eles”. Vitalismo a determinismo ou mecanismo contribuíram sempre para aprofundar a questão da vida, mas esta ultima e muito diferente actualmente.

Originally posted 2014-03-20 16:30:56.

medicina - A formação dos médicos

A formação dos médicos

Em França, a homeopatia só pode ser exercida por doutores em medicina. Os médicos homeopatas, generalistas ou especialistas, seguem portanto o mesmo curso universitário que os seus colegas alopatas, ao qual é acrescentada uma formação em homeopatia de três anos suplementares. Um individuo não médico que pratique a homeopatia será perseguido por exercício ilegal de medicina.

No princípio do século, o ensino fazia-se principalmente de professor para aluno, depois estruturou-se com a criação, a partir de 1952, de escolas privadas. Em 1977, a faculdade de medicina de Besançon, sob a influência do Professor Grandmottet e do Dr. Belot, criou o primeiro diploma universitário de terapêutica homeopática.

Contrariamente aos diplomas de especialidades, os diplomas universitários não conferem um titulo. Qualquer médico, tendo ou não uma formação, pode por isso mesmo pretender-se homeopata. A partir de 1974, o Conselho nacional da ordem dos médicos autorizou a menção “Orientação homeopática” aos médicos que lhe fazem o pedido, sob reserva de informar o Conselho departamental da ordem dos médicos e de ter recebido uma formação apropriada.

As regras dos médicos homeopatas franceses:

1 A prática da homeopatia é efetuada por um médico homeopata.

2. O médico homeopata exerce a mediana após a obtenção do diploma de doutor em medicina, que confirma os seus estudos, feitos na faculdade.

3. Para além dos seus estudos, o médico homeopata é obrigado a seguir um ciclo de três anos de estudos especializados em homeopatia. Qualquer paciente tem o direito de exigir ao seu médico homeopata um diploma de fim de estudos.

4. A consulta do médico homeopata comporta uma conversa com o paciente, um exame geral, um diagnostico médico, depois uma investigação precisa das reações pessoais próprias ao doente.

5. Apenas o médico homeopata está habilitado a avaliar a terapia homeopática a aplicar, ou, se o caso o exigir, uma prescrição alopática.

6. O médico homeopata pode ser obrigado a pedir análises clínicas, uma consulta a um colega especialista, uma hospitalização…

7 Os medicamentos homeopáticos são fabricados por laboratórios farmacêuticos especializados, conforme normas muito estritas, fixadas pelo Ministério da Saúde.

8. Os medicamentos homeopáticos são vendidos nas farmácias, sob a responsabilidade do farmacêutico.

9. Os medicamentos homeopáticos são reembolsados pela Segurança Social.

10. O Sindicato nacional dos módicos homeopatas franceses reserva-se o direito de denunciar quaisquer práticas, quaisquer formas de vulgarização, de informação e de publicidade da homeopatia que possam constituir um atentado à saúde individual ou colectiva.

Originally posted 2014-03-24 16:14:34.