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Aree d’intervento - O que é necessário sabe para se tratar com a homeopatia

O que é necessário sabe para se tratar com a homeopatia

Em função dos seus conhecimentos, dos seus hábitos da homeopatia, utilizará esta parte prática com uma facilidade mais ou menos grande:

  •  Se está familiarizado com a homeopatia, sabe observar, reconhece rapidamente os sinais importantes. A navegação far-se-á facilmente neste livro.
  • Se está a descobrir a homeopatia, a navegação necessitará talvez de um período de aprendizagem, até mesmo de arfagem, e da ajuda de uma bússola. Aconselho o leitor a ir consultar um médico homeopata que o ajudará a adquirir este estado de espírito necessário a uma prática inteligente da homeopatia.
  • Em função da sua cultura médica, os conselhos de prudência permitir-lhe-ão evitar eventuais obstáculos.

Em todo o caso, se se perder, se o nevoeiro for muito denso, ou se tiver a mínima dúvida, se não conseguir orientar-se. não hesite em lançar um “SOS” ao capitão da sua saúde: o seu médico homeopata.

Originally posted 2014-03-26 10:43:32.

1dandelion3 - Os complexistas

Os complexistas

Os complexistas têm um procedimento oposto ao dos pluralistas e dos unicistas. Prescrevem um grande numero de medicamentos sob a forma de preparação magistral.

Afastam-se das bases da homeopatia ao prescreverem estas preparações que não sofreram qualquer um dos processos de desenvolvimento do medicamento homeopático, ou seja, a experimentação no homem são e a cura no homem doente.

Para além disso, esta técnica, embora simplifique a prática da homeopatia, reduzindo provavelmente o campo de aplicação: não atua em profundidade sobre o indivíduo, no máximo alivia-o temporária e superficialmente.

Esta prática é mais útil enquanto “automedicação de espera”, vendida por vezes pelo farmacêutico sob a forma de especialidades ditas “homeopáticas”.

É utilizada pontualmente pelos médicos pluralistas com um número reduzido de medicamentos (quatro ou cinco no máximo) em fracas diluições, e visa então mais o sintoma do que a doença. Ainda é utilizada por alguns para “drenar”, ou seja, para “limpar o organismo”, o que é, atualmente, uma noção no mínimo abstrata e no máximo ultrapassada.

Originally posted 2014-03-26 10:38:44.

herbs larger pic - Certo/Errado sobre os grânulos e outros medicamentos

Certo/Errado sobre os grânulos e outros medicamentos

“Posso tomar os grânulos com os oligo-elementos?”

Errado. É melhor espaçar os medicamentos de pelo menos cinco minutos, o tempo que os grânulos sejam completamente absorvidos. Também podemos tomar os oligo-elementos depois das refeições.

“Podemos associar um tratamento homeopático a um tratamento alopático?”

Claro aconselhamo-lo apenas a começar pelos medicamentos homeopáticos

“Podemos associar um tratamento homeopático a uma outra forma de -medicina suave”?”

Claro; também aqui aconselho o leitor a começar sempre pelos grânulos homeopáticos.

A homeopatia e os falsos interditos

Coloca-se aqui a grande questão: ‘Começo a homeopatia, portanto já não posso fumar, já não posso beber, tenho de me privar de café e de chá de menta.
” De facto, tal como já vimos estes interditos vêm da confusão entre as regras de higiene alimentar aconselhadas numa doença e o tratamento médico propriamente dito, homeopático ou não.

Mas também é verdade que os médicos homeopatas foram uns dos primeiros a tomar em consideração esta visão da terapêutica. Isto talvez explique aquilo.

Originally posted 2014-03-26 11:58:08.

National Doctors Day 2011 freecomputerdesktopwallpaper 1280 - Terreno ou "Resultado de Consulta"

Terreno ou “Resultado de Consulta”

A formação inicial é a mesma para todos os médicos: o estudo da ciências fundamentais, da semiologia, do diagnóstico e da terapêutica.

A investigação e a descoberta dos sinais clínicos são
um dos objetivos primeiros da consulta médica.
Estes últimos, para o médico generalista, servem para evocar a doença, para orientar o diagnostico, para prescrever eventuais exames complementares e receitar uma terapêutica; para o médico homeopata, estes sinais, bem estudados e completados, são também necessários para encontrar o medicamento.

O objetivo do generalista tal como do homeopata é portanto o mesmo, mais o interesse terapêutico.
Os exames complementares, embora muitas vezes evidenciados pelos doentes e por alguns clínicos, dependem do procedimento do medico, da conduta do exame clínico, ou seja, do interrogatório e do exame físico do doente.

Quanto mais rigoroso for este último, mais os exames complementares serão precisos e orientados e, expecto nos casos difíceis de medicina interna, o diagnóstico efetuar-se-á relativamente depressa.

O fosso que separa a medicina de cidade da mediana hospitalar é antes de mais caracterizado pelas poucas doenças que entram em quadros nosológicos precisos, ou seja, definidas pela presença de caracteres distintivos que permitem individualizá-las. É por isso que atualmente os médicos generalistas preferem falar de “resultado de consulta” em vez de diagnóstico.

Porque o generalista, homeopata ou não, raramente chega a uma doença que pode corresponder a um quadro nosológico preciso, a uma situação médica característica, a um “conjunto conhecido”. Na maioria das vezes, faz um diagnóstico sintomático, que traduz uma queixa funcional que não pode sobrepor-se num “conjunto conhecido”.

Salientamos já que não se trata de incompetência – pelo contrario, visto que o generalista é tomado numa ótica de medicina hospitalo-universitária, reputada pela precisão dos seus diagnósticos nosológicos -, mas da realidade do doente, porque os pacientes que vão à consulta na cidade têm patologias (doenças) imprecisas.

No hospital, “uma dor de barriga’ é muitas vezes reveladora de um conjunto conhecido, como um cancro ou uma apendicite, ao passo que o mesmo sintoma, na cidade, reflete na maioria das vezes uma indigestão ou um inchaço passageiro que será um “resultado de consulta”.

Isso é lógico porque o médico generalista só enviará o doente para o hospital se apresentar sintomas que possam entrar num “conjunto conhecido”. Para além disso, essa doença orgânica ou que entra num quadro nosológico preciso tem um trunfo formidável é cientifica, e a mediana, de arte toma-se ciência.

Nas anginas, a presença de um germe revelado pelo antibiograma permite receitar o antibiótico adaptado: é a ciência do médico; enquanto que a colite espasmódica pode ser tratada de diversas maneiras é a arte do médico. Mas arte e ciência são indissociáveis.

Este “resultado de consulta” – que não corresponde a nenhuma doença conhecida, mas que já
rio é um simples smtoma – é o exercício habitual do médico generalista que. ao criar esta noção sente intuitivamente a necessidade de alargar o sintoma ao homem.

Todavia, a raridade – na prática quotidiana – de doenças orgânicas ou que entram num quadro nosológico preciso também não deve lazer pretender que o generalista só trata doenças funcionais, e desconhece as outras.

Seria esquecer a sua formação e não se lembrar de que a história mostrou que as doenças funcionais atuais são as afeções orgânicas de amanhã.

Tal é, assim, o principal campo de ação do generalista, homeopata ou não. É uma situação de facto sem relação com os limites da homeopatia, mas ligada à ausência de médicos homeopatas nos hospitais – devido a uma resistência passiva dos nossos colegas alopatas e de um curso universitario que não o permite -, dai um conhecimento limitado da eficácia dos tratamentos homeopáticos nas patologias hospitalares uma avaliação clínica da homeopatia quase impossível.

Para os clássicos, “a queixa que não pode sobrepor-se num conjunto conhecido” é o primeiro passo na direção da noção de terreno homeopático. Porque, justamente, esta queixa decalca-s perfeitamente sobre os conhecimentos especiais dos terrenos, que os médicos homeopatas adquiriram graças à observação especial dos doentes e à experiência clínica.

Assim, a homeopatia dá, no tempo e no espaço, uma visão longitudinal do doente e da sua doença e não uma visão transversal, pontual, restritiva. A sua sorte é integrar este procedimento no seu concerto e na sua terapêutica.

Originally posted 2014-03-25 15:09:59.

banner2 - A Origem da Homeopatia

A Origem da Homeopatia

A referência de Hahnemann o fundador da homeopatia foi o célebre médico grego Hipócrates. Hipócrates, filho de uma família aristocrática, contemporâneo de Sócrates e de Platão, era descendente de uma longa linhagem de médicos, detentora de um saber médico transmitido oralmente de pai para filho. Nascido em 460 a. C., Estabeleceu-se na ilha de Cos.

 

A sua originalidade e a sua notoriedade atravessaram os séculos porque foi o primeiro a abordar metodicamente a doença, recusando qualquer intervenção mágica, divina ou demoníaca. Numa época em que os médicos passavam pelas piores dificuldades para reconhecerem e para avaliarem a evolução das doenças, Hipócrates propôs-lhes abordar os problemas da doença com coerência e indicou-lhes um método rigoroso e racional de observação.

 

A sua reputação está principalmente ligada à sua prática médica e à sua pedagogia. A obra que iniciou, o Corpus hippocraticum, a Colecção hipocrática, influenciou o pensamento médico durante maia dos vinte séculos. Com umas sessenta obras, os autores, desembaraçando-se de qualquer pensamento religioso ou mágico, tentaram elaborar uma medicina racional que permitisse determinar a causa, a natureza e o prognóstico das doenças.

 

Para além disso, editaram as primeiras regras éticas da medicina, sob a forma do célebre juramento de Hipócrates, que todos os médicos ainda hoje fazem antes da obtenção do seu doutoramento. O pensamento de Hipócrates repousa sobre uma preocupação permanente de observação da doença, do doente a da tudo o que o rodeia, por tudo o que é possível experimentar através dos sentidos.

 

A sua obra aborda todas as áreas que dizem respeito a este sujeito. Assim, estuda o estado de saúdo, a doença, os estados intermédios, a fisiognomonia, o estado mental, e até mesmo a nosologia Toma em consideração os factores climáticos locais, a geografia do local, o modo alimentar, a dietética. Distingue especificamente as doenças das mulheres, reflecte sobre a prática médica da sua época e sobre a ética que daí resulta.

O pragmatismo de Hipócrates

  • O médico deve ter lido e aprendido, deve ter sido formado por mestres.
  • O médico deve conhecer o corpo humano, a sua anatomia, a sua fisiologia
  •  O interrogatório e o exame do doente são fundamentais.
  •  O tratamento deve ser adaptado a cada doente em função da sua doença, da sua
    idade, da sua constituição, do momento do ano e do clima.
  •  Conforme a natureza da doença, pode ser tratado pelos contrários {o quente pelo trio),
    ou por fenómenos similares (o quente pelo quente).
  • Condena os ignorantes que, ao pretenderem tratar, são mais perigosos do que eficazes; erige em princípio fundamental: “NÂO PREJUDICAR O DOENTE”.
  • O exame do doente, os conhecimentos e a experiência do médico são os únicos elementos que devem guiar a decisão deste último.

 

Ensina ao clínico a examinar o doente, a notar o que mudou em relação ao seu estado habitual,
a hierarquizar a sintomatologia, e prática, por preocupação de notoriedade, a arte divinatória, tentando predizer a evolução e o prognóstico da doença. Tudo isto é resumido de uma maneira muito clara no Livro I das Epidemias. “É necessário dizer os antecedentes da doença, conhecer o estado presente, predizer os acontecimentos futuros, exercer-se sobre estes objectos; ter, nos doentes, duas coisas em vista: ser útil ou pelo menos não prejudicar. A arte decompõe-se em três termos: a doença, o doente, o médico. 0 Médico é o cura (o servo) da arte; é necessário que o doente ajude o médico a combater a doença.

 

Esta notável capacidade de observação dos doentes e das doenças permitiu numa época em
que se ignorava quase tudo da anatomia, da fisiologia, a descoberta da epilepsia, da enxaqueca
oftálmica, da tuberculose vertebral, dos abcessos, do centro das perturbações paralíticas dos membros, etc., descobertas espantosas e excepcionais para a época Hipócrates ensina ao terapeuta que cada doente reage de uma maneira individual à doença.

 

É a razão pela qual a sua obra tem sido uma referência constante não só na Antiguidade, como também até ao final do século XVIII. Numerosos médicos célebres referiram-se a ela. Laennec, por exemplo, no momento da descoberta da auscultação, assinalava que, sob uma outra forma, esta última já era praticada pelos médicos hipocráticos.

Também foi a referência de Hahnemann o qual lhe rendeu muitas vezes homenagem nos seus escritos, para ele. “Nunca estivemos tão próximos de descobrir a arte de curar como na época de Hipócrates, […]” e “Nunca mais nenhum médico ultrapassou o seu talento para a observação pura”.

Originally posted 2014-03-20 15:22:07.