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Aree d’intervento - Podemos ser vacinados por homeopatia ou emagrecer com ela?

Podemos ser vacinados por homeopatia ou emagrecer com ela?

“Podemos ser vacinados por homeopatia”

Não, não podemos ser vacinados por homeopatia. A vacinação, no sentido pasteurizado do termo, supõe a produção de anticorpos depois da injeção de antígeno. Em contrapartida, existem tratamentos homeopáticos preventivos que evitam certas doenças, tal como a gripe por exemplo.

“A Homeopatia poderá fazer emagrecer?”

Não. a homeopatia não faz emagrecer. Alguns médicos fazendo-se passar por homeopatas aproveitam-se da confiança natural dos pacientes para receitarem sob a forma de cápsulas, medicamentos – perigosos no individuo são,

Na maioria das vezes à base de hormonas tiroidanas de diuréticos e de anfetaminas, estas substâncias provocavam respetivamente uma perda da massa muscular, uma desidratação e uma carência mineral e, para os últimos, uma dependência psíquica com depressão física e mental e uma astenia muito importante.

Felizmente, uma legislação relativamente recente proibiu a utilização destas substâncias em preparação magistral (sob a forma de cápsulas receitadas pelo médico). Apenas uma dieta ou, mais exatamente, uma mudança de hábitos alimentares, e um acompanhamento médico seno permitem obter um resultado.

Um tratamento homeopático personalizado, tratando as perturbações coexistentes com a obesidade proporciona um melhor conforto ao paciente e tem um efeito benéfico sobre a redução ponderal.

Originally posted 2014-03-24 12:05:37.

wp12b6bea4 - Os falsos limites da homeopatia

Os falsos limites da homeopatia

Os opositores da homeopatia querem muitas vezes limitar esta última ao papel de terapêutica de complemento nas doenças ditas “funcionais” para as quais não descobrimos qualquer perturbação física.

Um doente é qualificado de “funcional” quando um sofrimento ou uma queixa desmentem os exames clínicos e complementares (radiografias, exames biológicos ou outros) normais quando o objectivo contradiz o subjectivo. Um doente cansado ou esgotado cerebralmente. Sofrendo das costas ou do estômago, uma mulher ansiosa ou deprimida, enquadrem-se neste caso.

Os médicos clássicos ficam desprevenidos face a este tipo de pacientes que, no entanto, representam uma grande parte dos doentes de cidade. Sobretudo não objecte que são “falsos” ou “pequenos” doentes: a definição do estado de saúde da Organização Mundial da Saúde é clara: a saúde é “um estado de completo bem-estar físico: mental e social e que não consiste apenas num ausência de doença ou de enfermidade”

Os médicos homeopatas, através da especificidade da sua terapêutica, têm uma resposta melhor adaptada do que a da medicina clássica. Para além disso, muitos doentes que entram nesse enquadramento “funcional” são tratados e curados por esta terapêutica.

Esta eficácia é ainda mais notável quando estas pessoas recorreram, sem êxito, à medicina clássica e a tratamentos arbitrários à base de magnésio ou de ansiolíticos. Mesmo que os êxitos da homeopatia se limitassem apenas a esta área, seria ainda muito útil e evitaria fenómenos secundários ou dependências ligadas a esta ultima classe de medicamentos.

Para além disso não nos devemos esquecer de que as doenças funcionais de hoje fazem o leito das doenças orgânicas de amanhã.

Originally posted 2014-03-24 15:07:28.

caderno especial homeo opt - Nascimento da Homeopatia

Nascimento da Homeopatia

Em 1789. Hahnemann, no Tratado das doenças venéreas, retoma as teorias do brilhante escocês, Hunter, sobre a irritabilidade nervosa. Estas últimas explicam que uma substancia terapêutica actua – graças à sua força de estimulo próprio – opondo-se á irritação geral provocada pela doença. Do mesmo modo, o desencadeamento artificial de uma febre combateria a febre da doença natural e teria as mesmas virtudes curativas.

No seguimento de Iodo este encaminhamento, aparece claramente uma noção essencial no
seu espírito: a ideia de um tratamento através de estímulo do organismo graças a uma substancia
capaz de produzir uma doença artificial a fim de curar a doença natural. Já é o esboço do fundamento da homeopatia: o principio de similitude, que Hahnemann enunciará definitivamente, em 1790, por ocasião da tradução do livro da Matéria Médica de Culten (1710-1790), aluno de Whytt.

Nessas substâncias, salientava que a quina curava no doente as febres intermitentes porque ocasionava – em doses bastante fortes – uma febre semelhante no sujeito são. É o primeiro enunciado do princípio de similitude, que será redefinido no Organon, e constituirá a base teórica da homeopatia.

Aos quarenta e seis anos, em 1796, Hahnemann estabelece os actos fundadores da homeopatia no Ensaio sobra um novo principio para descobrir as virtudes curativas das substância medicinais, seguido por algumas exposições sumárias sobre os princípios admitidos aia aos nossos dias. Em 1810, aos cinquenta e cinco anos, é publicada a sua obra de referência, o Organon da medicina racional, que se intitulará nas edições ulteriores, o Organon da arte de curar.

Baseando-se nas crenças populares e depois de mais de vinte anos de estudo, em 1790, Jennor, aluno de Hunter, descobre o princípio da vacinação que, naquela época, não era mais do que a demonstração experimental da protecção da doença através da inoculação da doença.

Provavelmente, Hahnemann não o ignorava, porque este princípio já estava em voga há muitos anos. Todos os elementos estavam reunidos para a elaboração da terapêutica homeopática:

 

  • A toxicidade e a ineficácia dos medicamentos, a «coerência dos tratamentos, a ausência de linhas directivas lógicas;
  • As suas ideias sobre a higiene e a hidroterapia (Viena foi um dos primeiros centros de
    tratamentos termais) de onde sobressai a eventualidade de tratamentos acessíveis a
    todos e sobretudo aos pobres, ideia à qual, enquanto franco-mação, era especialmente
    sensível;
  • As teorias de Hunter, a noção de terreno e de constituição nervosa de Whytt. o vitalismo
    do qual Hahnemann se reclamará no final da sua vida;
  • A classificação de Boissier de Sauvages a qual retomara por ocasião da elaboração de
    uma outra obra de referência sobre as doenças crónicas:
  • A experimentação de substancias tóxicas por Storck;
  • As ideias do método contra-irritante e da vacinação: tratar o mal pelo mal;
  • As ideias hipocráticas que serão exprimidas mais tarde nas suas obras.

Originally posted 2014-03-21 09:24:27.

banner2 - Limites da automedicaçao

Limites da automedicaçao

Aviso

Apesar da sua mediatização, o desconhecimento da homeopatia leva-nos a fixar logo os limites, ou seja, as barreiras que devemos impor quando utilizamos uma obra de automedicação. “Impor-se”, a palavra não é muito fraca, porque a automedicação só se torna perigosa quando fingimos ignorar ou subestimar os nosso próprios limites.

O objetivo desta obra consiste em levar-nos progressivamente a utilizar sozinhos e sem perigo a homeopatia nas afeções benignas. Nunca hesite em solicitar a opinião do seu médico.

Interrogue-o, eventualmente, vá consultá-lo togo que lhe surja a mais pequena dúvida ou a mais pequena inquietude. É sempre melhor muito cedo do que demasiado tarde.

A cultura médica que adquire, ou que jà tem, ficará mais rica com a leitura desta obra, com a experiência pessoal e com a troca de ideias com o seu médico homeopata.

É por isso que ao longo deste livro serão indicados, por um lado, os conselhos de bom senso para o ajudar a tomar a decisão certa e, por outro, os sinais que devem alerta-lo ao mais pequeno obstáculo e levá-lo a consultar um médico.

Também insistimos em salientar que este guia trata em prioridade as doenças benignas e informa-o das afeções da competência da homeopatia. Associa, em função das patologias, as regras de higiene, os conselhos alimentares ou outras informações que podem ajudá-lo a obter uma melhor qualidade de vida.

Seja mais vigilante do que de costume, se decidir tratar-se sozinho. O bom senso e um mínimo de cultura médica devem guiá-lo.

O que deve absolutamente saber

Na rubrica terapêutica, são indicados avisos específicos a cada doença; deve absolutamente respeitá-los e reconhecer bem esses sinais que devem levá-lo a consultar um médico.

Na ausência de melhoras rápidas, numa doença aguda ou se as perturbações não forem habituais, vá imediatamente consultar um médico.

Não continue um tratamento do qual não retira qualquer beneficio. Se sofre de uma doença grave ou crónica, deve consultar logo um médico homeopata, porque a preparação de um tratamento de terreno necessita de um conhecimento aprofundado da homeopatia. Sobretudo não pare o seu tratamento alopático sem conselho médico.

Originally posted 2014-03-26 12:19:20.

homeopatia e1395316408127 - Exemplos de Tratamentos

Exemplos de Tratamentos

Exemplo 1: Tem febre

Faça a si próprio perguntas simples, reflita, observe-se:
Qual é a origem deste aumento de temperatura?
Acabou de cortar o cabelo? Saiu pouco agasalhado? Esteve em contado com um doente?
Tem sede?
Ou seja, mais do que de costume. Se apresentar um biberão ao seu bebé, observe-o, recusa-o ou bebe-o com avidez?

Se tiver sede, e se transpirou, pense na Belladonna: se não tiver suores, oriente-se antes para Aconrtum napellus

Se não tiver sede e se não transpirar, pense em Apis mellifica se estiver mais ou menos em forma, e em Gelsemium sempervirens se estiver a tremer e completamente exausto no fundo da sua cama. Se tiver pouca sede e for invadido por transpiração e arrepios, pense em Pulsatilla.

Exemplo 2: dói-lhe a barriga

Porquê?
Talvez tenha festejado o seu aniversário; é desagradável, sobretudo se tem de recomeçar a mesma coisa no dia seguinte com amigos. A origem da dor de barriga vem do fado de ter comido muito.

Para Lembrar

  • Os sinais característicos da doença são os mesmos para todos os doentes.

Uma angina é uma inflamação aguda da faringe, secundária a uma infeção viral ou bacteriana. Os sinais, comuns a todos os doentes, são: dores na faringe ao engolir, irritação frequente nos ouvidos, amígdalas vermelhas ou com pontos brancos, a presença habitual de febre.

Estes sinais permitem-lhe saber que tem uma angina mas não lhe permitem tratar-se em homeopatia.
Para se tratar através da homeopatia, tem de tomar em consideração os seus sinais
pessoais de reação à doença.

Assim, poderá verificar se a sua angina se manifesta:

  •  pelo seu modo ou circunstâncias de aparecimento: brutal ou não, a seguir a ter apanhado frio ou uma corrente de ar por exemplo;
  •  pela natureza da dor: queimadura, picada, guinada;
  •  pela sua localização: lado direito, esquerdo ou os dois;
  •  pelas suas irradiações ou não na direção dos ouvidos por exemplo;
  •  pelo seu ritmo horário quotidiano;
  •  pelos seus sinais de acompanhamento, febre ou não;
  •  pelas suas modalidades que correspondem a variações, reações individuais em função de condições diversas e precisas. São primordiais para a descoberta do medicamento. Por exemplo, na angina:
  •  as melhoras ou a agravação da dor quando engole, ou quando bebe quente ou frio;
  • as características da febre que a acompanha: ausência de sede e de transpiração; o ardor e as picadas no fundo da garganta que melhoram com bebidas frias e pioram com bebidas quentes, vão fazer-lhe pensar em Apis mellifica.

Há dois medicamentos que são habituais: Nux vomica e Antimonium crudum

Como escolher?

É simples, observe a sua língua: está completamente branca? É Antimonium crudum. Apenas a parte de trás da língua está branca? É Nux vomica. Mais raramente, a sua língua está limpa e tem náuseas, então é Ipeca.

O meu conselho:

Nas doenças crónicas ou nas perturbações antigas, aconselho o leitor a consultar o seu médico.

Enquanto isso, pode ler neste livro a parte sobre as indicações clínicas que o informará sobre o interesse da homeopatia nas perturbações de que sofre e orientá-lo-á para alguns medicamentos que o aliviarão temporariamente enquanto não vai a uma consulta.

Compreendeu bem. através dos dois exemplos precedentes, que a escolha do medicamento homeopático depende simultaneamente:

  • dos sinais da doença.
  • e dos sinais pessoais de reação do doente à doença.

Tome nota de que aquilo que parece complicado em teoria é simples na prática. Agora que já selecionou o medicamento que lhe parece mais apropriado, tem de optar por doses ou por grânulos, assim como por uma diluição.

Originally posted 2014-03-26 11:03:13.