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Alergia solar

As alergias, ou lucites solares, estão ligadas à exposição ao sol.

Diagnóstico

  • Aparece muitas vezes na mulher jovem, depois de uma ou duas horas de exposição importante ao sol.
  •  Manifesta-se através de uma erupção de pápulas. ou borbulhas vermelhas, que causam comichão nas regiões mais expostas: mãos, pés, antebraços, decote. O rosto é poupado.
  • Desaparece espontaneamente no fim de duas ou três semanas de exposição solar, mas recomeça todos os anos espalhando-se progressivamente.

Prevenção

  • Cubra-se com roupas de algodão grosso que protegem a pele nos primeiros dias (mangas compridas, calças).
  • Evite a exposição solar entre 10 e 14 horas “hora solar” (12 às 16 horas no relógio), prote- ja-se com uma T-shirt mesmo quando o céu está enevoado, ou na água. Evite também o sol no princípio do mês de Julho onde a irradiação é mais intensa, em altitude, e na neve.
  • Evite as aplicações de perfumes ou de águas de toilette que contenham bergamota ou óleo de alcatrão assim como certas plantas (poa, salsa).
  • Alguns medicamentos aumentam a sua sensibilidade ao sol, fale disso com o seu médico.

Tratamento

Regra de bom senso

Fique à sombra um ou dois dias.

Tratamento preventivo

Muriaticum acidum 9CH, nos indivíduos que se queimaram nos anos anteriores e nos quais a mais pequena exposição ao sol desencadeia tumescencias cutâneas, vermelhas, ardentes, acompanhadas por comichão intensa. Medicamento típico das lucites solares.

Posologia: 2 grânulos ao levantar e ao deitar.

  • Histaminum 9 CH: comece o tratamento quinze dias antes de partir de férias e continue o tratamento durante a primeira semana.

Posotogia: uma dose por semana

Tratamento curativo

Logo ao princípio, desde o aparecimento da vermelhidão
Tome sistematicamente os três medicamentos seguintes:

  • Apismellifica 5CH.
  • Belladonna 5CH.
  • Poumon Histamine 7CH.

Posologia: 2 grânulos 5 vezes por dia durante 2 dias. depois 3 vezes por dia durante 6 dias.

Se a comichão começar
Acrescente imediatamente:

  • Urtica urens 5CH.

Posologia: 2 grânulos 5 vezes por dia durante 2 dias, depois 3 vezes por dia durante 6 dias

Tratamento de terreno

Há um medicamento que sobressai muitas vezes, o Natrum muriaticum mas será o seu médico homeopata quem decidirá ou não do seu interesse.

Originally posted 2014-03-26 14:46:33.

curare bambini omeopatia - As perguntas que o médico homeopata lhe vai fazer

As perguntas que o médico homeopata lhe vai fazer

O que é que provocou a sua doença?

Foram circunstâncias desencadeantes, como:

  • ficou doente depois de ter cortado o cabelo:
  •  a sua rinite alérgica desencadeou-se depois de ter estado ao vento
  • teve a diarreia depois de ter comido ostras

Como e que começou a sua doença?

Ou seja, o modo de moo da doença tal como:

  •  uma febre que apareceu de uma maneira brutal ou lenta;
  • uma dor de cabeça que começou de um lado ou do outro.
  • uma rinite alérgica que começou com espirros muito frequentes ou com o nariz entupido e uma tosse seca.

Tem um comportamento diferente?

Uma eventual modificação do psiquismo, embora rara nas doenças agudas, pode traduzir-se por uma mudança de comportamento. Esta última aparece claramente quando acontece durante as febres na criança.

  •  quando o seu filho tem febre, toma-se ansioso e agitado, ou tem delírios e alucinações ou está completamente abatido, obnubilidado a sonolento;
  • logo que sofre, o seu humor muda, é melhor ninguém se aproximar de si

Como é o seu estado geral?

Os sinais gerais traduzem o modo de reação geral do organismo a doença. Por exemplo, os sinais gerais que acompanham a lebre são a transpiração, a sede, o estado físico as modalidades de agravação ou de melhoras.

Os sinais gerais concomitantes de uma dor ciática são. por exemplo, as dores que vão aumentando de uma hora ás três horas da manhã, uma agitação e uma ansiedade consecutivas que obrigam o doente a sair da cama e a caminhar apesar do seu estado de fraqueza e das suas dores.

Onde é que tem dores?

Os sinais locais, no geral nitidos, facilitam a descoberta do medicamento:

  • uma dor cervical, ou dorsal, ou tombar é um sinal local.

Como é que reage?

As modalidades, ou seja, as reações gerais do individuo face à doença.

Originally posted 2014-03-26 09:50:23.

caderno especial homeo opt - A consulta médica

A consulta médica

A consulta, resultado do encontro do medico com o seu doente, termina no diagnostico e na prescrição ou a abstenção terapêutica. O procedimento do medico é simples, lógico e rigoroso.

Os meios dos médicos homeopatas são os mesmo que os do seu colega generalista: o diagnostico – ou antes, o resultado de consulta – é encarado logo no interrogatório em metade dos casos, a seguir ao exame clínico num outro quarto, e depois dos exames normais de laboratório no ultimo quarto.

O médico homeopata utiliza preferencialmente a sua terapêutica mas recorre eventualmente a outras – entre as quais, claro, a alopatia – se o considerar útil, ou propõe uma intervenção cirúrgica
se necessário. Procura os elementos que permitem confrontar a queixa do doente com os modos
reacionais gerais a fim de facilitar a prescrição homeopática.

O conhecimento destes últimos, indispensável nas doenças crónicas, é muito relativo nas afeções agudas, expecto se estas últimas aparecerem num terreno especial. Assim, para além da aproximação terapêutica, o procedimento do médico homeopático é o procedimento de qualquer clínico.

Portanto, a consulta permite ao médico homeopata reconhecer os sinais homeopáticos e integrá-los nos modos reacionais com um objetivo terapêutico.

Vamos simplificar ao abordarmos apenas o diagnóstico das doenças que entram num quadro
nosológico preciso, ou seja, correspondem a uma afeção bem definida

Para isso. o médico procura aquilo a que chamamos na gíria médica “os sinais patognomónicos” da doença, ou seja, aqueles
que assinalam a doença e asseguram com firmeza o diagnóstico.
Assim, por exemplo, a presença de pontos brancos com uma aureola vermelha à volta na face interna das bochechas (sinal de Kopkk) numa criança constipada e com febre é patognomónico do sarampo e é o suficiente para declarar o diagnóstico até antes da erupção característica.

Do mesmo modo, a presença do sinal de Lasègue, ou seja, o desencadeamento, num sujeito deitado, de uma dor quando levanta a perna em extensão, basta para anunciar o diagnóstico de ciática, para além da presença de qualquer outro sinal.

Estes sinais bem codificados ajudam o médico a fazer o seu diagnóstico, mas, infelizmente, raramente estão presentes, porque, tal como já vimos, os doentes poucas vezes “entram” num quadro nosológico preciso.

Portanto, o médico prescreve em função da sua experiência, dos seus conhecimentos do doente e da doença, este ou aquele medicamento O médico que sabe combinar melhor esta realidade é considerado “um bom médico”.

A consulta desenvolve-se artificialmente em dois tempos: o primeiro permite a análise da queixa e um eventual diagnóstico, o segundo termina na decisão terapêutica. Apenas este último tempo difere quando o médico opta por utilizar a homeopatia. A escolha desta terapêutica necessita da descoberta de informações clínicas complementares significativas a fim de encontrar o ou os medicamentos.

Estas últimas são habitualmente postas de lado pelo médico não homeopata, porque não são úteis nem para o diagnostico nem para a escolha do medicamento.

A consulta é um diálogo permanente com o paciente, no meio do qual se intercala o exame físico do doente. Este diálogo – tempo fundamental que introduz e conclui a consulta – será rigoroso, preciso e efetuado com competência, a fim de permitir encontrar rapidamente o diagnóstico. Para isso, o médico deve saber criar um clima de confiança, estar atento, escutar o doente, mostrar-lhe o seu interesse, a fim de estabelecer uma relação privilegiada.

Originally posted 2014-03-25 16:39:48.

banner2 - Limites da automedicaçao

Limites da automedicaçao

Aviso

Apesar da sua mediatização, o desconhecimento da homeopatia leva-nos a fixar logo os limites, ou seja, as barreiras que devemos impor quando utilizamos uma obra de automedicação. “Impor-se”, a palavra não é muito fraca, porque a automedicação só se torna perigosa quando fingimos ignorar ou subestimar os nosso próprios limites.

O objetivo desta obra consiste em levar-nos progressivamente a utilizar sozinhos e sem perigo a homeopatia nas afeções benignas. Nunca hesite em solicitar a opinião do seu médico.

Interrogue-o, eventualmente, vá consultá-lo togo que lhe surja a mais pequena dúvida ou a mais pequena inquietude. É sempre melhor muito cedo do que demasiado tarde.

A cultura médica que adquire, ou que jà tem, ficará mais rica com a leitura desta obra, com a experiência pessoal e com a troca de ideias com o seu médico homeopata.

É por isso que ao longo deste livro serão indicados, por um lado, os conselhos de bom senso para o ajudar a tomar a decisão certa e, por outro, os sinais que devem alerta-lo ao mais pequeno obstáculo e levá-lo a consultar um médico.

Também insistimos em salientar que este guia trata em prioridade as doenças benignas e informa-o das afeções da competência da homeopatia. Associa, em função das patologias, as regras de higiene, os conselhos alimentares ou outras informações que podem ajudá-lo a obter uma melhor qualidade de vida.

Seja mais vigilante do que de costume, se decidir tratar-se sozinho. O bom senso e um mínimo de cultura médica devem guiá-lo.

O que deve absolutamente saber

Na rubrica terapêutica, são indicados avisos específicos a cada doença; deve absolutamente respeitá-los e reconhecer bem esses sinais que devem levá-lo a consultar um médico.

Na ausência de melhoras rápidas, numa doença aguda ou se as perturbações não forem habituais, vá imediatamente consultar um médico.

Não continue um tratamento do qual não retira qualquer beneficio. Se sofre de uma doença grave ou crónica, deve consultar logo um médico homeopata, porque a preparação de um tratamento de terreno necessita de um conhecimento aprofundado da homeopatia. Sobretudo não pare o seu tratamento alopático sem conselho médico.

Originally posted 2014-03-26 12:19:20.

medicamentos - Exemplos de Casos Parte II

Exemplos de Casos Parte II

Exemplo 2: Se comeu demasiado

Primeiro caso

Pensará em Nux vomica se:

  • a sua língua ficar branca na parte posterior
  • sentir o ventre inchado.

Tome 2 grânulos de Nux vomica 5CH cinco vezes por dia durante um dia ou dois e depois tome os medicamentos mais espaçados

Segundo caso

Em contrapartida, se tiver outros sinais de Nux vomica, escolha uma diluição mais elevada:

  •  a sua língua está branca na parte posterior,
  • sente o ventre inchado;
  • tem necessidade de desapertar o cinto da saia ou das calças;
  • dói-lhe a barriga;
  • sente-se sonolento;
  • tem vontade de se obrigar a vomitar para se sentir mais aliviado.

Tome 5 grânulos de Nux vomica 15CH depois das refeições, e recomece duas ou três vezes com meia hora de intervalo

Terceiro caso

Para lembrar:

Para tratar-se nas doenças agudas (ou seja, nas doenças que aparecem brutalmente, tais como a gripe, anginas, ciática)

Está muito doente, tem muitas dores, quer sentir-se aliviado rapidamente: tome muitas vezes os medicamentos.

  •  Se os sintomas forem raros: utilize o medicamento em 4CH, 5CH, 7CH.
  • Se os sintomas forem numerosos: utilize o medicamento em 9CH, 15CH, 30 CH.
  • Uma dose pode ser o suficiente sobretudo se conhecer a causa.
  • Repita os medicamentos muitas vezes, de cinco ou de dez em dez minutos conforme a intensidade dos sintomas (crises de cólicas nefréticas por exemplo), com menos frequência se os sinais forem menos violentos.
  • Quando já se sentir melhor, tome os medicamentos menos vezes: três vezes por dia é o suficiente.
  • Em todo o caso, espace os medicamentos logo que sentir melhoras
  • Na ausência de melhoras ao fim de quarenta e oito horas: peça conselho ao seu medico homeopata.

Nas doenças crónicas (antigas, que já duram há muito tempo)

  • O seu médico homeopata, no geral, prescreve grânulos que deve tomar regularmente, ou seja, pelo menos uma vez por dia, e doses todas as semanas, muitas vezes em 9 ou 15CH

Agora, se for previdente, se se conhecer bem, se estiver habituado a momentos desagradáveis no dia a seguir a refeições excecionais, se os problemas de que sofre lhe são familiares, pode evitá-los graças a um tratamento preventivo tomado meia hora antes de comer:

  • Se sabe que vai sentir os mesmos sintomas que já teve antes a seguir a refeição, para os evitar, tome: uma dose de Nux vomica 15CH.

Ou

  • Se sabe que vai “atirar-se” aos pratos todos principalmente à charcutaria que não consegue digerir, e que, para além disso, corre o risco de vomitar e ter diarreia, tome antes: uma dose de Antimonium crudum 15 CH.

Originally posted 2014-03-26 11:39:26.