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homeopathbottles - Primeira Impressão Parte I

Primeira Impressão Parte I

A “imagem” que o paciente lhe envia constitui a primeira aproximação global do medico. Esta ultima, essencialmente visual, fornece elementos de orientação baseados na sua observação.
Assim, algumas obras concedem muita importância ao aspeto físico e descrevem muitas vezes, nesta etapa, caricaturas que, na nossa opinião, desvalorizam a pratica da homeopatia e transformam-na em terapêutica de salão.

“A aparência física de um Individuo terá um sentido?”

Algumas obras só consideram o aspeto físico e atribuem a todas as mulheres louras com
olhos azuis as características de Pulsatilla, e as de Sepia ou lodum a todas as morenas com olhos negros e com a pele mate.

Do mesmo modo, o trajo é valorizado: todas as mulheres Sepia vestem-se de preto ou de castanho, e as mulheres Platina só vestem roupa extravagante, multicolor, e joias que brilham por todo o lado.
Estas descrições feitas ao principio do século ainda persistem.

A propósito disso, haverá mais línguas que poderiam facilmente afirmar que Sepia conviria maioritariamente às mulheres de África do Norte, e Pulsatilla às mulheres de origem germânica ou escandinava. E o que dizer dos africanos e dos asiáticos! A derivação racial pode facilmente aparecer.

Estas descrições que agradam ao publico fazem em parte o êxito da homeopatia. No entanto estes retratos realmente encontrados na pratica devem ser postos no seu lugar, no ultimo, porque
a prescrição do medicamento homeopático só depende dos sinais homeopáticos.

Basear-se nestes quadros para a prescrição só conduz ao fracasso, faz pensar que a homeopatia e uma terapêutica fácil, e contribuiu para dar uma ideia errada. Estas descrições caricaturais fazem parte do folclore, do carnaval homeopático.

“A morfologia a o temperamento de um individuo terão um interesse para o médico homeopata?”

Embora não autorizem a prescrição homeopática, mais interessantes são aquelas a que verdadeiramente da observação do homem doente, e não da sua fachada.

Hahnemann nunca as descreveu; datam do final do século XIX, época reinante da fisiognomonia (ou estudo do carácter e do temperamento de um individuo segundo os traços e a conformação geral do seu rosto), da classificação, da quantificação e da medida.

As constituições foram desertas primeiro por Grauvogl, depois retomadas por Antoine Nebel, Lèon Vannier e Henri Bernard (escola de Bordéus), que descreveram constituições especiais, as quais corresponderiam portanto a morfologias e a temperamentos característicos, predisporiam para patologias, e orientaram para certos medicamentos.

Assim, foram representados carbónicos, fosfóricos, sulfúricos (por Henri Bernard), fluóricos:

  • os carbónicos seriam de temperamento linfático, brevilíneos, ou seja, pequenos e atarracados, e com predisposição para as doenças da nutrição, para a artrose e para arteriosclerose;
  • os fosfóricos seriam nervosos a fatigáveis, longilíneos, portanto altos mas curvados, e com tendência para o emagrecimento e para as doenças anergizantes;
  • entre os dois, os sulfúricos ou normolíneos seriam “normais” física e psiquicamente; e no extremo da “normalidade” estariam os fluóricos que apresentariam perturbações nervosas o físicas nos arretes do patológico.

Estas constituições são modelos de teorização de doentes e de doenças, que dependem simultaneamente da cultura de uma sociedade e do dogmatismo médico de uma época. Portanto, não podem ser universais, visto que a pretensa normalidade do homem dependeria destes dois fatores.

Para alem disso, a constituiçao do adulto é quase invariavel no tempo. O tamanho, o temperamento, as predisposições mórbidas de um sujeito não podem – felizmente- ser modificadas, nem mesmo moduladas por um tratamento qualquer e, para alem disso, preexistiam às patogenesias, ou seja, ou seja, às experimentações medicamentosas homeopáticas. Mesmo as prováveis manipulações genéticas futuras – esperamo-lo – terão pouco impacto sobre uma situação realizada.

Por outro lado, estas constituições descrevem sujeitos de boa saúde – não doentes – apresentando predisposições mórbidas que conselhos de higiene de vida podem prevenir ou retardar. A utilização de uma terapêutica, neste caso. é de um interesse limitado em relação às regras de higiene.

Para além disso. estes retratos, ausentes da medicina moderna, também deveriam desaparecer da homeopatia.
Apenas o modo reacional do individuo tem um carácter universal: é a razão pela qual apenas os sinais homeopáticos são sinais de prescrição, e é também por isso que as classificações emergiram a fim de tentar facilitá-la.

Originally posted 2014-03-26 09:22:13.

medicina - O Sinal Homeopático

O Sinal Homeopático

O médico homeopata tem a sorte de poder tratar muitas vezes com êxito, graças a um procedimento terapêutico especial, as doenças que entram ou não, através da noção de globalidade, num conjunto característico.

Tal como já vimos, o médico clássico só se preocupa com os sanais interessantes para o diagnostico em vista da terapêutica. Por seu lado, uma vez feito o diagnóstico, o médico homeopata procura os sinais clínicos habitualmente deixados de lado pela semiologia clássica, e valoriza-os, porque estes últimos são a base para encontrar o medicamento homeopático.

Vamos dar um exemplo normalmente, a suspeição de úlcera gástrica baseia-se na presença de cãibras de estômago que aparecem após as refeições e que duram de trinta minutos a duas horas. As dores evoluem através de crises de uma a três semanas.

Os outros sinais apresentados pelo doente – irradiações da dor, condições de desencadeamento ou de melhoras desta última – confirmam o diagnóstico, que será afirmado pela fibroscopia.

No entanto, não têm qualquer interesse terapêutico para o médico clássico, a não ser por vezes a prescrição de ansiolíticos ou de outros medicamentos a fim de tomar em consideração a personalidade do paciente.

O médico homeopata seguirá o mesmo procedimento mas não deve negligenciar estas informações, porque são indispensáveis à sua prescrição. Procurará indicações:

Sobre a própria úlcera:

  • as modalidades (as condições) de melhoras ou de agravação da dor através de uma posição, de alimentos, quente ou frio (aplicado ou engolido);
  •  os sinais de acompanhamento náuseas, vómitos, diarreias. os sinais fibroscópicos.

E sobre o doente: procurará os sinais gerais que permitem determinar o seu reacional geral, o seu terreno.

Originally posted 2014-03-25 15:20:04.

116639 Papel de Parede Dia de sol 1400x1050 1 - Alergia solar

Alergia solar

As alergias, ou lucites solares, estão ligadas à exposição ao sol.

Diagnóstico

  • Aparece muitas vezes na mulher jovem, depois de uma ou duas horas de exposição importante ao sol.
  •  Manifesta-se através de uma erupção de pápulas. ou borbulhas vermelhas, que causam comichão nas regiões mais expostas: mãos, pés, antebraços, decote. O rosto é poupado.
  • Desaparece espontaneamente no fim de duas ou três semanas de exposição solar, mas recomeça todos os anos espalhando-se progressivamente.

Prevenção

  • Cubra-se com roupas de algodão grosso que protegem a pele nos primeiros dias (mangas compridas, calças).
  • Evite a exposição solar entre 10 e 14 horas “hora solar” (12 às 16 horas no relógio), prote- ja-se com uma T-shirt mesmo quando o céu está enevoado, ou na água. Evite também o sol no princípio do mês de Julho onde a irradiação é mais intensa, em altitude, e na neve.
  • Evite as aplicações de perfumes ou de águas de toilette que contenham bergamota ou óleo de alcatrão assim como certas plantas (poa, salsa).
  • Alguns medicamentos aumentam a sua sensibilidade ao sol, fale disso com o seu médico.

Tratamento

Regra de bom senso

Fique à sombra um ou dois dias.

Tratamento preventivo

Muriaticum acidum 9CH, nos indivíduos que se queimaram nos anos anteriores e nos quais a mais pequena exposição ao sol desencadeia tumescencias cutâneas, vermelhas, ardentes, acompanhadas por comichão intensa. Medicamento típico das lucites solares.

Posologia: 2 grânulos ao levantar e ao deitar.

  • Histaminum 9 CH: comece o tratamento quinze dias antes de partir de férias e continue o tratamento durante a primeira semana.

Posotogia: uma dose por semana

Tratamento curativo

Logo ao princípio, desde o aparecimento da vermelhidão
Tome sistematicamente os três medicamentos seguintes:

  • Apismellifica 5CH.
  • Belladonna 5CH.
  • Poumon Histamine 7CH.

Posologia: 2 grânulos 5 vezes por dia durante 2 dias. depois 3 vezes por dia durante 6 dias.

Se a comichão começar
Acrescente imediatamente:

  • Urtica urens 5CH.

Posologia: 2 grânulos 5 vezes por dia durante 2 dias, depois 3 vezes por dia durante 6 dias

Tratamento de terreno

Há um medicamento que sobressai muitas vezes, o Natrum muriaticum mas será o seu médico homeopata quem decidirá ou não do seu interesse.

Originally posted 2014-03-26 14:46:33.

curare bambini omeopatia - As perguntas que o médico homeopata lhe vai fazer

As perguntas que o médico homeopata lhe vai fazer

O que é que provocou a sua doença?

Foram circunstâncias desencadeantes, como:

  • ficou doente depois de ter cortado o cabelo:
  •  a sua rinite alérgica desencadeou-se depois de ter estado ao vento
  • teve a diarreia depois de ter comido ostras

Como e que começou a sua doença?

Ou seja, o modo de moo da doença tal como:

  •  uma febre que apareceu de uma maneira brutal ou lenta;
  • uma dor de cabeça que começou de um lado ou do outro.
  • uma rinite alérgica que começou com espirros muito frequentes ou com o nariz entupido e uma tosse seca.

Tem um comportamento diferente?

Uma eventual modificação do psiquismo, embora rara nas doenças agudas, pode traduzir-se por uma mudança de comportamento. Esta última aparece claramente quando acontece durante as febres na criança.

  •  quando o seu filho tem febre, toma-se ansioso e agitado, ou tem delírios e alucinações ou está completamente abatido, obnubilidado a sonolento;
  • logo que sofre, o seu humor muda, é melhor ninguém se aproximar de si

Como é o seu estado geral?

Os sinais gerais traduzem o modo de reação geral do organismo a doença. Por exemplo, os sinais gerais que acompanham a lebre são a transpiração, a sede, o estado físico as modalidades de agravação ou de melhoras.

Os sinais gerais concomitantes de uma dor ciática são. por exemplo, as dores que vão aumentando de uma hora ás três horas da manhã, uma agitação e uma ansiedade consecutivas que obrigam o doente a sair da cama e a caminhar apesar do seu estado de fraqueza e das suas dores.

Onde é que tem dores?

Os sinais locais, no geral nitidos, facilitam a descoberta do medicamento:

  • uma dor cervical, ou dorsal, ou tombar é um sinal local.

Como é que reage?

As modalidades, ou seja, as reações gerais do individuo face à doença.

Originally posted 2014-03-26 09:50:23.

medicamentos - Exemplos de Casos Parte II

Exemplos de Casos Parte II

Exemplo 2: Se comeu demasiado

Primeiro caso

Pensará em Nux vomica se:

  • a sua língua ficar branca na parte posterior
  • sentir o ventre inchado.

Tome 2 grânulos de Nux vomica 5CH cinco vezes por dia durante um dia ou dois e depois tome os medicamentos mais espaçados

Segundo caso

Em contrapartida, se tiver outros sinais de Nux vomica, escolha uma diluição mais elevada:

  •  a sua língua está branca na parte posterior,
  • sente o ventre inchado;
  • tem necessidade de desapertar o cinto da saia ou das calças;
  • dói-lhe a barriga;
  • sente-se sonolento;
  • tem vontade de se obrigar a vomitar para se sentir mais aliviado.

Tome 5 grânulos de Nux vomica 15CH depois das refeições, e recomece duas ou três vezes com meia hora de intervalo

Terceiro caso

Para lembrar:

Para tratar-se nas doenças agudas (ou seja, nas doenças que aparecem brutalmente, tais como a gripe, anginas, ciática)

Está muito doente, tem muitas dores, quer sentir-se aliviado rapidamente: tome muitas vezes os medicamentos.

  •  Se os sintomas forem raros: utilize o medicamento em 4CH, 5CH, 7CH.
  • Se os sintomas forem numerosos: utilize o medicamento em 9CH, 15CH, 30 CH.
  • Uma dose pode ser o suficiente sobretudo se conhecer a causa.
  • Repita os medicamentos muitas vezes, de cinco ou de dez em dez minutos conforme a intensidade dos sintomas (crises de cólicas nefréticas por exemplo), com menos frequência se os sinais forem menos violentos.
  • Quando já se sentir melhor, tome os medicamentos menos vezes: três vezes por dia é o suficiente.
  • Em todo o caso, espace os medicamentos logo que sentir melhoras
  • Na ausência de melhoras ao fim de quarenta e oito horas: peça conselho ao seu medico homeopata.

Nas doenças crónicas (antigas, que já duram há muito tempo)

  • O seu médico homeopata, no geral, prescreve grânulos que deve tomar regularmente, ou seja, pelo menos uma vez por dia, e doses todas as semanas, muitas vezes em 9 ou 15CH

Agora, se for previdente, se se conhecer bem, se estiver habituado a momentos desagradáveis no dia a seguir a refeições excecionais, se os problemas de que sofre lhe são familiares, pode evitá-los graças a um tratamento preventivo tomado meia hora antes de comer:

  • Se sabe que vai sentir os mesmos sintomas que já teve antes a seguir a refeição, para os evitar, tome: uma dose de Nux vomica 15CH.

Ou

  • Se sabe que vai “atirar-se” aos pratos todos principalmente à charcutaria que não consegue digerir, e que, para além disso, corre o risco de vomitar e ter diarreia, tome antes: uma dose de Antimonium crudum 15 CH.

Originally posted 2014-03-26 11:39:26.