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herbs larger pic - Porque o Placebo?

Porque o Placebo?

Isabelle Stengers responde:

A prática médica científica […] procura inventar como é que o corpo doente poderia, apesar de tudo, fazer a diferença entre “verdadeiro remédio” e “remédio fictício”. Portanto, tem por efeito parasita, incomodo, […] a singularidade de “tomar verdadeira”, ou seja, “eficaz”, uma ficção […].

Quando a medicina científica pede ao público para partilhar os seus valores, pede-lhe, portanto, para resistir à tentação de se curar “por más razões”, e principalmente para saber fazer a diferença entre cura não reproduzível, dependendo de pessoas e de circunstâncias, e curas produzidas através de meios que fizeram as suas provas que, estatisticamente em todo o caso, são ativos e eficazes para qualquer um.

Mas por que razão um doente, que apenas está interessado na sua própria cura, aceitaria esta distinção? Não é “qualquer um”, membro anónimo de uma amostra estatística. Que lhe importa se a cura ou as melhoras das quais beneficiará eventualmente não constituem nem uma prova nem uma ilustração do tratamento que fez? […].

O funcionamento efetivo da medicina, definido por uma rede de obrigações administrativas, de gestão, industriais, profissionais, privilegia sistematicamente o investimento pesado, técnico e farmacêutico, vetor pretenso do futuro onde o obstáculo (curar-se por más razões”) será submisso.

O médico, que não quer as semelhar-se a um charlatão, vive no mal-estar a dimensão taumatúrgica da sua atividade. O paciente acusado de irracionalidade, intimidado a curar-se por “boas razões” hesita. Onde, nesta confusão de problemas, de interesses, de obrigações, de temores, de imagens, está a “objetividade”? O argumento “em nome da ciência” encontra-se em todo o lado, mas não para de mudar de sentido.”

Originally posted 2014-03-21 16:46:17.

medicomenu - Doenças das vias respiratórias

Doenças das vias respiratórias

A asma e a bronquite crónica são os terrenos de predileção da homeopatia em pneumologia. Esta ultima permite um melhor conforto do doente e evite principalmente as sobreinfecções invernais a repetição.

Asma

A asma da pessoa de idade é uma asma crónica cujas consequências mais ou menos a longo prazo são a insuficiência respiratória crónica.

A homeopatia tem uma dupla atividade: melhora o conforto do doente diminuindo a frequência das crises de asma e ajuda-o do ponto de vista respiratório, tal como provam os testes (explorações funcionais respiratórias) que permitem a medida da capacidade respiratória.

Conforme o estado do doente e a gravidade da doença, a homeopatia atua sozinha ou em complemento da alopatia.

Os principais medicamentos da asma crónica são: Ammonium carbonicum, Antimonium tartaricum, Arsenicum album, Blatta orientalis, Carbo vegetabilis, Hepar sulfur, Kalium carbonicum, Naja tripudians, Natrum sulfuricum, Psorinum, Quebracho, Sulfur.

Bronquite crónica

A bronquite crónica apresenta, a curto ou a longo prazo, os mesmos riscos que a asma. Ou seja, as sobreinfecções pulmonares e a insuficiência respiratória crónica

Os medicamentos mais correntes da bronquite crónica são Ammonium carbonicum, Antimonium sulfuratum aureum, Antimonium tartaricum, Blatta orientalis, Carbo vegetabilis, Natrum sulfuricum, Psorinum, Sonega, Sulfur.

Para evitar e prevenir as sobreinfecções dos brônquios e dos pulmões, os medicamentos úteis nesta fase são: Hepar sulfur, Mercurius solubilis, Silicea.

O interesse destes medicamentos consiste em espaçar as afeções e também encurtar uma eventual acamação muitas vezes na origem da perda de autonomia do sujeito de idade. Esta última pode aparecer num prazo muito curto durante uma doença aguda, após dez dias de acamação por exemplo.

Originally posted 2014-03-28 12:09:38.

MERCURIUS SOLUBILIS - Isoterápico

Isoterápico

Isoterápico: bioterápico preparado a partir de substâncias provenientes do próprio doente (sangue, fezes, urinas, escarros) ou trazidas pelo doente (substâncias alérgicas por exemplo).

Originally posted 2014-04-17 09:40:36.

tb 3 - Etiologia

Etiologia

Etiologia: estudo das causas das doenças. A etiologia, em homeopatia, é considerada como o ou os fatores na origem do desencadeamento da doença e a reação pessoal do doente.

Originally posted 2014-04-17 09:29:13.

Homeopatia para adelgazar 2 - Urologia

Urologia

Adenoma da próstata

Só poderá fazer este tratamento se o diagnóstico for feito pelo seu médico. Em todos os casos, deve absolutamente ir a uma consulta.
Tome sistematicamente:

  • Baryta carbónica 7CH: 2 grânulos ao levantar e ao deitar.
  • Pereira brava 6DH, nos adenomas da próstata acompanhados por vontades constantes e ineficazes de urinar, e de uma necessidade de fazer esforços para esvaziar a bexiga
  • Sabal serrulata 6DH, quando acorda muitas vezes durante a noite e o jato urinário é fraco e aos saltos.

Posologia: estes dois últimos medicamentos podem ser tomados sob a forma de uma preparado à razão de 20 gotas de manhã e à noite.
Acrescente:

  • Squilla marítima 7CH, se urinar muito e muitas vezes.
  • Contai maculatum 7CH, se urinar em várias vezes.

Posologia (para todos estes medicamentos): 2 grânulos ao levantar e ao deitar.

  • Lycopodium clavatum 9CH, nos sujeitos que respondem bem e que sentem vontades frequentes de urinar.

Posologia: 2 grânulos ao levantar.

Incontinência urinária

Para além dos medicamentos (Causticum, Kalium carbonicum, Equisetum hiemal) descritos no capitulo sobre a incontinência urinária da pessoa de idade, há dois medicamentos muito interessantes:

  • outra vez. Causticum 9CH, nas incontinências urinárias que aparecem a seguir a um esforço moderado nos sujeitos que respondem bem;
  • e Ferrum metallicum 9CH, nas incontinências urinárias que aparecem a seguir à tosse, esforços, ou espirros nos outros sujeitos.

Posologia (para todos estes medicamentos): 2 grânulos ao levantar.

Em geriatria, a homeopatia e indicada em numerosas outras áreas, entre as quais as perturbações psiquiátricas, que não desenvolvemos, porque necessitam de uma prescrição especializada.

A homeopatia integra-se no conjunto dos meios terapêuticos permitindo uma melhor qual dado de vida da pessoa de idade e um conforto maior do doente senil ou não.

A sua atividade exerce-se em todos os níveis, tanto na área preventiva como curativa (sozinha ou em associação). Para terminar, vamos insistir sobre o interesse geral desta terapêutica: eficácia, inocuidade, complementaridade.

Originally posted 2014-03-28 12:34:16.