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Homeopatia para adelgazar 2 - Por que razao tomamos as mesmas doses em todas as idades?

Por que razao tomamos as mesmas doses em todas as idades?

Tal como já vimos, a homeopatia é uma terapêutica reacional, cuja actividade depende, entre outras, das capacidades de reacção do organismo. Ao passo que em alopatia a posologia é determinada em função da idade, do peso e da doença do individuo. As regras de prescrição e a posologia variam conforme a reactividade do doente, o grau de similitude, a natureza aguda ou cronica da doença.

A frequência com a qual os medicamentos são tomados e a escolha da diluição são submetidas a estes elementos, é por isso que a posologia não muda com a idade.

“Os medicamentos homeopáticos serão tóxicos?”

Substancias muito perigosas para o organismo em doses ponderais, tais como o arsénico, a beladona, ou o veneno de víbora, perdem a sua toxicidade quando são diluídas e dinamizadas tal como o exige a preparação dos medicamentos homeopáticos.

“Que fazer em caso de ingestão acidental?

Geralmente, a ingestão acidenta de um frasco de grânulos não provoca quase nenhumas, ou até mesmo nenhumas perturbações num sujeito que não é sensível a este medicamento.

Em contrapartida, pode desencadear, num sujeito são e sensível, fenómenos clínicos equivalentes a um patogenesia, ou seja, sinais iguais aos da doença que esse mesmo medicamento poderia curar.

Sendo a resposta individual, o mais sensato é contactar, sem entrar em pânico, o seu medico homeopata para que este ultimo lhe indique o que deve fazer.

Em caso algum, de nada vomitar ou fazer vomitar; isso só provocaria um incomodo suplementar supérfluo.

Originally posted 2014-03-24 12:49:16.

homeopatia1 - Quais são os grandes princípios da homeopatia?

Quais são os grandes princípios da homeopatia?

A homeopatia repousa sobre três elementos fundamentais: o princípio da similitude, a infinitesimalidade e a noção de globalidade. Quer dizer que a homeopatia pode ser definida como a aplicação de uma relação de similitude: um medicamento provoca num sujeito são sintomas idênticos àqueles que curaria num sujeito doente.

Só é possível pôr em prática esta relação quando o medicamento é utilizado em doses infinitesimais, e quando tomamos em consideração a noção de globalidade, ou seja, quando consideramos o conjunto dos sintomas apresentados pelo doente para receitar o medicamento.

A homeopatia só actua quando estas três regras são respeitadas. Portanto, é necessário:

  • Encontrar o principio de similitude, ou seja, a relação que existe entre os sintomas do doente e os sintomas provocados pela substância
  •  Que a substância seja utilizada no doente sob a forma de medicamento homeopático,  ou seja, diluída e dinamizada;
  • Tomar em consideração a globalidade, ou seja, analisar a pessoa na sua integralidade, preocupando-se, por conseguinte, com a sua doença, as suas reacções individuais, e com tudo o que a rodeia.

A noção de globalidade, ou noção de doença alargada ao homem, permite encontrar o ou os medicamentos homeopáticos a partir dos sintomas da doença e da totalidade das reacções do indivíduo a esta última. Esta noção de globalidade está na base de um conceito original da doença porque a retira do seu enquadramento nosológico habitual, ou seja, do conjunto das doenças provocadas por um só agente, para fazer dela um fenómeno que afecta o homem doente, e não para separar homem e doença Portanto, a globalidade tem uma influência directa sobre a terapêutica homeopática.

Assim, o doente, na aproximação terapêutica homeopática, é indissociável da doença e do
medicamento.

O princípio de similitude responde a uma definição precisa: um medicamento provoca num sujeito são sintomas idênticos àqueles que é susceptível de curar num sujeito doente.

O exemplo mais clássico e mais ‘picante’ utilizado muitas vezes para explicar o principio de similitude é o exemplo da picada de abelha que provoca no ponto de impacto – todos aqueles que passaram por esta infeliz experiência sabem-no – um inchaço (edema), uma vermelhidão (a pele torna-se rosada) e uma dor viva, aguda, com uma sensação de queimadura.

Esta dor piora com a aplicação de uma compressa quente e melhora com o frio: muitas vezes, a utilização de um cubo de gelo alivia-a.

Em homeopatia, utilizamos portanto a abelha inteira e viva, Apis mellifíca, em todos os edemas rosados que aparecem de repente e que, localmente, pioram com o calor e melhoram com o frio.

Estes edemas tanto podem aparecer no caso de uma conjuntivite com inchaço e vermelhidão nas pálpebras como no caso de um derrame de uma articulação do joelho, por exemplo.

Este medicamento pode, claro, ser utilizado nas picadas de insectos, principalmente de abelha, a partir do momento em que estas últimas provocam um edema análogo.

É por isso que Hahnemann, o fundador da homeopatia, recomendava que houvesse a maior similitude de sintomas entre a doença natural e a doença artificial, ou seja, a doença provocada ficticiamente, em doses ponderais e/ou homeopáticas, pela substância.

 

Originally posted 2014-03-20 12:06:06.

vacina1 - Similitude

Similitude

Similitude (relação ou princípio de): relação que existe entre os sintomas do doente e os sintomas provocados pela substância. É a capacidade de um medicamento para provocar no sujeito são sintomas idênticos àqueles que curará num sujeito doente.

Originally posted 2014-04-17 09:59:30.

1dandelion3 - Diálogo com o paciente

Diálogo com o paciente

O dialogo com o paciente – e não o interrogatório, termo, na minha opinião, mais jurídico do que médico – começa pela escuta dos pacientes que vem exprimir a inquietação que lhes causa o aparecimento de perturbações que não são habituais: são os sinais funcionais.

Para o doente, é o motivo da consulta. O paciente, variavelmente ansioso, procura ser tranquilizado e apaziguado desde o principio da conversa; é por isso que o médico o deixa falar, evita interrompe-lo muitas vezes, mas lambem o dirige habilmente e lenta aliviar a sua ansiedade. Por vezes, as suas revelações orientam rapidamente o medico para o diagnóstico.

“O que é que o médico pergunta ao seu paciente?”

O médico separa as informações fornecidas pelo paciente, precisa a história da doença, ou seja, as suas circunstâncias de aparecimento, de melhoras ou de agravação, a sua evolução, e a topografia das perturbações.

A seguir, procura os antecedentes pessoais e familiares do doente, ou seja as doenças para as quais o sujeito tem predisposição, ou pelas afeções dos seus ascendentes ou colaterais – tais como a hipertensão arterial, algumas doenças cardiovasculares ou metabólicas, alguns cancros (digestivo, mama, tiroide) -, ou pela sua própria vida: antecedentes cirúrgicos, alérgicos, infecciosos (tuberculose, hepatite viral, doenças sexualmente transmissíveis, cancros, sida), ginecológicos, etc, tratamento com medicamentos especiais, vacinações (sobretudo BCG, ROR).

Originally posted 2014-03-26 09:35:50.