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1dandelion3 - Os complexistas

Os complexistas

Os complexistas têm um procedimento oposto ao dos pluralistas e dos unicistas. Prescrevem um grande numero de medicamentos sob a forma de preparação magistral.

Afastam-se das bases da homeopatia ao prescreverem estas preparações que não sofreram qualquer um dos processos de desenvolvimento do medicamento homeopático, ou seja, a experimentação no homem são e a cura no homem doente.

Para além disso, esta técnica, embora simplifique a prática da homeopatia, reduzindo provavelmente o campo de aplicação: não atua em profundidade sobre o indivíduo, no máximo alivia-o temporária e superficialmente.

Esta prática é mais útil enquanto “automedicação de espera”, vendida por vezes pelo farmacêutico sob a forma de especialidades ditas “homeopáticas”.

É utilizada pontualmente pelos médicos pluralistas com um número reduzido de medicamentos (quatro ou cinco no máximo) em fracas diluições, e visa então mais o sintoma do que a doença. Ainda é utilizada por alguns para “drenar”, ou seja, para “limpar o organismo”, o que é, atualmente, uma noção no mínimo abstrata e no máximo ultrapassada.

Originally posted 2014-03-26 10:38:44.

mujer bebe varicela - Varicela

Varicela

A varicela é um doença viral aguda contagiosa provocada pelo vírus herpes-varicela. Aparece em 90% dos casos na criança de dois a dez anos.

Diagnóstico

Depois de um período de incubação de aproximadamente quinze dias, a doença revela-se atraves de erupções características de vesículas, ou seja, de bolhas com 3 a 5mm de diâmetro cheias de um líquido claro. Secam em menos de vinte de quatro horas e cobrem-se com uma crosta que cai no oitavo dia, sem deixar cicatrizes se a criança não se arranhar e não as infetar.

As erupções evoluem por fases – por vezes com fere nos primeiros dias -, começa normalmente no tronco, depois espalham-se até ao rosto, ao pescoço e aos membros.

Principais complicações

A varicela é uma doença benigna na criança, séria, até mesmo grave no adulto

  • Na criança, as arranhadelas intempestivas provocam sobreinfeção e cicatrizes indeléveis.
  • No adulto, são possíveis complicações pulmonares e neurológicas.

Regas de higiene

  • Corte as unhas curtas à criança Escove-as duas vezes por dia para evitar as complicações supracitadas
  • Dê-lhe um banho por dia; enxugue-a com uma toalha às pancadinhas e não a esfregue. A seguir, aplique nas erupções uma solução de eosina aquosa a 1% ou de fluoresceína aquosa.
  • A pessoa que trata o doente deve lavar as mãos depois de cada contacto.
  • Não deve levar a criança à escola enquanto houver crostas, porque ainda está contagiosa. Evite o contacto com as mulheres grávidas e os sujeitos doentes que tomam corticóides, porque correm o risco de desenvolverem uma varicela muito grave.

Originally posted 2014-04-02 09:09:00.

National Doctors Day 2011 freecomputerdesktopwallpaper 1280 - Terreno ou "Resultado de Consulta"

Terreno ou “Resultado de Consulta”

A formação inicial é a mesma para todos os médicos: o estudo da ciências fundamentais, da semiologia, do diagnóstico e da terapêutica.

A investigação e a descoberta dos sinais clínicos são
um dos objetivos primeiros da consulta médica.
Estes últimos, para o médico generalista, servem para evocar a doença, para orientar o diagnostico, para prescrever eventuais exames complementares e receitar uma terapêutica; para o médico homeopata, estes sinais, bem estudados e completados, são também necessários para encontrar o medicamento.

O objetivo do generalista tal como do homeopata é portanto o mesmo, mais o interesse terapêutico.
Os exames complementares, embora muitas vezes evidenciados pelos doentes e por alguns clínicos, dependem do procedimento do medico, da conduta do exame clínico, ou seja, do interrogatório e do exame físico do doente.

Quanto mais rigoroso for este último, mais os exames complementares serão precisos e orientados e, expecto nos casos difíceis de medicina interna, o diagnóstico efetuar-se-á relativamente depressa.

O fosso que separa a medicina de cidade da mediana hospitalar é antes de mais caracterizado pelas poucas doenças que entram em quadros nosológicos precisos, ou seja, definidas pela presença de caracteres distintivos que permitem individualizá-las. É por isso que atualmente os médicos generalistas preferem falar de “resultado de consulta” em vez de diagnóstico.

Porque o generalista, homeopata ou não, raramente chega a uma doença que pode corresponder a um quadro nosológico preciso, a uma situação médica característica, a um “conjunto conhecido”. Na maioria das vezes, faz um diagnóstico sintomático, que traduz uma queixa funcional que não pode sobrepor-se num “conjunto conhecido”.

Salientamos já que não se trata de incompetência – pelo contrario, visto que o generalista é tomado numa ótica de medicina hospitalo-universitária, reputada pela precisão dos seus diagnósticos nosológicos -, mas da realidade do doente, porque os pacientes que vão à consulta na cidade têm patologias (doenças) imprecisas.

No hospital, “uma dor de barriga’ é muitas vezes reveladora de um conjunto conhecido, como um cancro ou uma apendicite, ao passo que o mesmo sintoma, na cidade, reflete na maioria das vezes uma indigestão ou um inchaço passageiro que será um “resultado de consulta”.

Isso é lógico porque o médico generalista só enviará o doente para o hospital se apresentar sintomas que possam entrar num “conjunto conhecido”. Para além disso, essa doença orgânica ou que entra num quadro nosológico preciso tem um trunfo formidável é cientifica, e a mediana, de arte toma-se ciência.

Nas anginas, a presença de um germe revelado pelo antibiograma permite receitar o antibiótico adaptado: é a ciência do médico; enquanto que a colite espasmódica pode ser tratada de diversas maneiras é a arte do médico. Mas arte e ciência são indissociáveis.

Este “resultado de consulta” – que não corresponde a nenhuma doença conhecida, mas que já
rio é um simples smtoma – é o exercício habitual do médico generalista que. ao criar esta noção sente intuitivamente a necessidade de alargar o sintoma ao homem.

Todavia, a raridade – na prática quotidiana – de doenças orgânicas ou que entram num quadro nosológico preciso também não deve lazer pretender que o generalista só trata doenças funcionais, e desconhece as outras.

Seria esquecer a sua formação e não se lembrar de que a história mostrou que as doenças funcionais atuais são as afeções orgânicas de amanhã.

Tal é, assim, o principal campo de ação do generalista, homeopata ou não. É uma situação de facto sem relação com os limites da homeopatia, mas ligada à ausência de médicos homeopatas nos hospitais – devido a uma resistência passiva dos nossos colegas alopatas e de um curso universitario que não o permite -, dai um conhecimento limitado da eficácia dos tratamentos homeopáticos nas patologias hospitalares uma avaliação clínica da homeopatia quase impossível.

Para os clássicos, “a queixa que não pode sobrepor-se num conjunto conhecido” é o primeiro passo na direção da noção de terreno homeopático. Porque, justamente, esta queixa decalca-s perfeitamente sobre os conhecimentos especiais dos terrenos, que os médicos homeopatas adquiriram graças à observação especial dos doentes e à experiência clínica.

Assim, a homeopatia dá, no tempo e no espaço, uma visão longitudinal do doente e da sua doença e não uma visão transversal, pontual, restritiva. A sua sorte é integrar este procedimento no seu concerto e na sua terapêutica.

Originally posted 2014-03-25 15:09:59.

seguro medico - Unicista

Unicista

Unicista: médico homeopata que recomenda a utilização de um único medicamento para tratar o doente.

Originally posted 2014-04-17 10:06:59.

caderno especial homeo opt - Durante um tratamento, os sintomas podem agravar-se?

Durante um tratamento, os sintomas podem agravar-se?

No geral, não há agravamento no inicio de um tratamento homeopático. Passageiramente, em circunstancias especiais ou com certas pessoas, podem produzir-se manifestações sentidas pelo doente como agravamentos.

Na realidade, traduzem reações exacerbadas do organismo ao tratamento. Portanto, a prudência é obrigatória nas doenças com um grande poder reacional, tal como a asma, porque podem suscitar reações violentas se o tratamento for mal feito.

Do mesmo modo, a utilização imprecisa da alguns medicamentos pode provocar replicações nas infeções que aparecem nas cavidades fechadas, tal como a cavidade sinuosa.

Algumas vezes, se o doente for muito sensível ao medicamento homeopático, os sintomas são agravados temporariamente e, por vezes, outros sintomas dos quais o doente não tinha falado ao medico desaparecem.

Se for este o seu caso, é porque “responde bem” ou é um “tipo sensível”. Fale nisso ao seu médico que adaptará a posologia.

Algumas vezes, os doentes continuam irrefletidamente um tratamento homeopático porque lhe alivia as dores. É um erro que é preciso evitar, porque a continuação intempestiva de um tratamento pode provocar uma reativação dos sintomas e por vezes, nos sujeitos mais sensíveis, desenvolver uma patogenesia, ou seja, os mesmos sinais de doença que aqueles que o medicamento poderia curar.

Ora uma das grandes regras da homeopatia consiste em espaçar as doses dos medicamentos a tomar à medida que a doença regride. Não continue ou não renove o seu tratamento sem a opinião do seu médico.

Originally posted 2014-03-24 11:56:05.