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Os limite de compromisso da homeopatia

Nos doentes que sofrem de doenças graves

De uma maneira geral, nestas doenças, os pacientes têm um tratamento pesado, ou seja, relativamente tóxico e portanto dotado com efeitos secundários. Estes últimos levam muitos doentes a consultar o médico, a fim de, no melhor dos casos, limitarem os efeitos secundários, no pior, para pararem o tratamento.

A posição mais sensata consisto em convence-los a consolidarem este ultimo associando-lhe a homeopatia, mesmo quando esta atitude do “meio termo” é combatida por vezes por pacientes que estão convencidos de que a homeopatia pode fazer tudo sozinha, e querem abandonar definitivamente o seu tratamento clássico.

Nas pessoas sãs que sofrem de futuras doenças graves

A mediana atual permite, graças aos exames biológicos, descobrir doenças antes de o paciente sentir o mais pequeno sintoma. Esta benéfica medicina de prevenção deteta as doenças precocemente. Tem, no entanto, o “inconveniente” de “tomar” doentes pessoas que no entanto se sentiam bem de saúde, viste que não apresentavam qualquer sinal de sofrimento.

Este fenómeno toma-se ainda mais verdadeiro devido às terapêuticas utilizadas atualmente para tratar essas pessoas porque têm numerosos efeitos secundários que acentuam esta impressão fazendo-as entrar na doença.

Por vezes, em alguns desses futuros doentes, há um outro motivo de reticência que emana da sua incerteza quanto à eficácia do tratamento que lhe propõem, da sua convicção de nocividade, mas sobretudo da dificuldade para apreenderem os prazos longínquos das complicações da sua doença.

Por isso, naturalmente, têm tendência para pararem essas terapêuticas das quais não obtêm a eficácia imediata. É por isso que muitas vezes é necessária uma verdadeira negociação para os tomar lúcidos, responsáveis, e incitá-los a continuar o seu tratamento.

Originally posted 2014-03-24 13:11:20.

Conheca a terapia floral2 - Detractores e Partidários Homeopatia

Detractores e Partidários Homeopatia

Os detractores

Apesar da lógica do seu procedimento, Hahnemann foi logo criticado. Assim, Trousseau, um dos seus contemporâneos, à priori “não acreditava naquilo” e afirmava que “a homeopatia tinha de ser julgada, nem que fosse só para nunca mais falar nela”.

Punha o êxito da homeopatia por conta da cura espontânea das doenças, e associava esta última, por um lado, à nova aproximação dos doentes pelos médicos homeopatas – observação, paciência, tempo – e, por outro, ao impacto desta última sobre a imaginação dos doentes. Já afirmava a ausência de reprodutibilidade dos efeitos e evidenciava o efeito placebo.

No entanto, reconhecia – o que lhe valeu ser criticado – que a homeopatia dava “uma ideia nova do medicamento, um método novo de constituir a Matéria médica, uma Terapêutica geral de certas relações afirmadas entre a natureza do medicamento e a da natureza”.

Auguste Bonnet, então presidente da Sociedade real de medicina de Bordéus, rejeitava os efeitos de doses tão pequenas, improbabilidade da doutrina, e pedia que fossem retomadas as experimentações sobre os sujeitos sãos. Para além disso, a Academia de medicina argumentava os riscos mortais daquela medicina nova e da sua vaidade científica.

Os mais objectivos, ao mesmo tempo que a rejeitavam, reconheciam que modificações químicas mínimas podiam gerar propriedades fundamentalmente diferentes, mas também se interessavam pela contribuição que a homeopatia podia trazer à medicina clássica através do seu procedimento racional.

Observavam o rigor do raciocínio diagnóstico e terapêutico, a tendência analítica que daí resultava, o cuidado concedido à preparação do medicamento e às circunstâncias que podiam modificá-lo.

O professor Mabit, uma sumidade da Escola de medicina de Bordéus, reconhece os êxitos da homeopatia na epidemia de cólera em 1832; o professor Jousset, medalha de ouro dos hospitais de paris, verifica a sua eficácia nas pneumonias.

Veio finalmente a pior das acusações – retomada ainda nos nossos dias para assimilar a homeopatia a uma seita – que consistia em assimilar a germanofobia da época à homeopatia: “A homeopatia não passa de uma pretensa reforma que, nascida como tantas outras no solo doentio da Alemanha, limita ao misticismo mais nebuloso e ao panteísmo mais material e apenas encobre uma dessas teses alemãs que só se baseiam na confusão.”

Para Olivier Faure – professor auxiliar de historia, responsável de investigação no Centro Nacional de Investigação Cientifica – se a homeopatia foi criticada desde a sua origem, foi mais por razões ideológicas do que cientificas. De facto, pensa que, “a homeopatia sofre principalmente por aparecer num momento em que a profissão médica se estrutura em corpo unificado capaz de falar com uma só voz e de impor o seu poder apesar das lacunas do seu saber.

É sobretudo porque ameaça este processo que a nova doutrina é combatida pela maior parte da corporação médica, mais preocupada com o seu prestígio social do que com a saúde dos seus doentes”.

 

Os partidários

Os partidários da homeopatia respondiam a estes argumentos que a sua terapêutica derivava da experimentação no homem são e das observações no homem doente, que a utilização de doses fracas resultava da experiência, que Hahnemann, o seu fundador, tinha-as utilizado para diminuir aquilo a que chamava e a que chamamos ainda “os efeitos secundários dos medicamentos”.

Na sua resposta escrita à Academia de medicina, os médicos homeopatas lembravam que antes do aparecimento desta terapêutica eram todos alopatas e que conheciam os seus perigos, que as — pretensas – experimentações efectuadas pelos seus colegas sobre a homeopatia eram feitas sem prática e na ignorância desta última.

Perguntavam qual era a parte da imaginação dos tratamentos homeopáticos nas crianças ou nos animais e reclamavam a abertura de um dispensário para poderem experimentar os medicamentos.

O próprio Hahnemann desejava vivamente que a homeopatia fosse experimentada e não rejeitada à priori. Clamava: “A homeopatia baseia-se unicamente nas experiências. Imitem-me, diz ela em voz alta, mas imitem bem, e verão a cada passo a confirmação daquilo que digo. […] A homeopatia pede-o com grandes gritos, quer ser julgada segundo os resultados.

Originally posted 2014-03-21 10:09:16.

gardnarellez - Tuberculinum

Tuberculinum

Origem

É a tuberculina bruta obtida a partir da cultura em meio glicerinado de Mycobacterium tuberculosis de origem humana e bovina.

Não é um medicamento da tuberculose; ao contrário, nesta patologia, a sua utilização é contraindicada, porque pode reativar a doença. É o medicamento central do modo tuberculinico.

Indicações

Doenças do bebé e da criança pequena

Das crianças que respondem bem.

  • Perturbações ORL a repetição que aparecem no tempo húmido ou são desencadeadas por fatores infeciosos nas crianças com amígdalas grossas e vegetações adenoides.

Indicações: rinofaringites, bronquites, anginas, otites.

  • Perturbações do crescimento:
  1. ou atraso de desenvolvimento físico com crescimento tardio, dentes em atraso;
  2. ou, ao contrário, crescimento muito rápido.
  • Os eczemas secos ou húmidos da Primavera e do Outono.
  • Terçolhos iterativos.
  • Nervosismo e agitação.

No adolescente que responde bem

  • Perturbações caracteriais, espasmofilia dos adolescentes (ver os sujeitos que respondem bem na página seguinte).
  • Cefaleias dos estudantes por esgotamento intelectual.
  • Magreza ou emagrecimento dos sujeitos que respondem bem apesar de um apetite normal, até mesmo maior, mas com diarreias ou fezes moles, mais ou menos crónicas.
  • Perturbações da puberdade nas jovens com a menstruação em avanço, abundante, esgotante e lecorreias («perdas brancas»).

No adulto que responde bem

As mesmas indicações que as anteriores, às quais se acrescentam ou acentuam-se;

  • Depressão, espasmofilia São caracterizadas por uma ansiedade e uma emotividade extremas, manifestadas através de uma febrilidade e de uma agitação doentias Estas perturbações são acompanhadas por tristeza, pena, desgosto, e lacrimação que piora ao acordar.
  • Reumatismos sem localização precisa mas com dores que mudam muitas vezes de lugar, começam e acabam brutalmente, e pioram com o tempo húmido.
  • Infeções urinárias a repetição.
  • Tosse noturna que piora de noite. O doente tosse enquanto dorme sem ser acordado.

Tuberculinum convém se

Os fatores desencadeantes forem:

  • Fatores infeciosos «espontâneos» ou induzidos:
  1. por vacinas vivas: BCG, ROR, ROUVAX, RUDIVAX, DT Coq;
  2. por doenças alergizantes sarampo, coqueluche, hepatite virai, mononucleose infeciosa.
  3. por antibioterapias repetidas.
  • Fatores dietéticos na origem de carências alimentares, ou de desmineralização.

As modalidades forem:

  • Uma agravação numa atmosfera confinada, com o tempo húmido e frio, com as temperaturas extremas, com o mais pequeno esforço, com a fadiga.
  • Melhoras ao grande ar, com o movimento.

Os sujeitos que respondem bem a Tuberculinum

O bebé com o olhar vivo e alegre, já é agitado.

Criança, é remexida e turbulenta, cresce muito – a sua futura constituição longilínea começa a adivinhar-se -, torna-se friorenta mas com necessidade de ar, cansa-se depressa e mantém-se magra apesar de ter um apetite normal.

Fraca fisicamente, é precoce intelectualmente. As suas constipações frequentes complicam-se muitas vezes com bronquite; as suas amígdalas são grossas.

Adulto, o seu aspeto longilíneo é nítido e característico, tal como a sua instabilidade nervosa que se traduz por uma hiperemotividade, uma variabilidade de humor, um nervosismo, uma irritabilidade acompanhada por fúrias na mais pequena ocasião.

Esta instabilidade repercuta-se em todas as áreas da vida (profissionais ou sentimentais) e manifesta-se a mínima através de uma predileção pronunciada pelas mudanças de casa, pelos rearranjos interiores (frequentes mudanças de lugar dos móveis ou dos objetos do apartamento), e pelas viagens.

Fisicamente, os sujeitos que respondem bem são na maioria das vezes altos, magros, friorentos, cansam-se muito rapidamente e transpiram com o mais pequeno esforço.

O seu apetite é bom, têm uma tendência marcada para a diarreia, para os suores noturnos e para as perturbações venosas.

Posologia

Em todas estas perturbações, a prescrição é mais hebdomadária: Tuberculinum 15CH, uma dose por semana integrada num tratamento de fundo: exceto para as tosses, Tuberculinum 5CH, classicamente.

Originally posted 2014-04-14 14:37:13.