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1280px Zinc - Zincum metallicum

Zincum metallicum

Origem

O zinco, de símbolo Zn, de número atómico 30 e de massa molecular 65,37 é um elemento químico metálico duro, branco azulado, obtido diretamente da indústria química.

O zinco é citado pela primeira vez no princípio do século XVI por Paracelso no tratado. De re metallurgica. Atualmente, é muito utilizado em oligoterapia, porque intervém no organismo na síntese dos ácidos nucleicos (na origem do AND e do ARN), no crescimento, nas perturbações cutâneas e como imunomodulador.

Indicações

Esgotamento nervoso

  • O esgotamento nervoso traduz-se nos sujeitos ansiosos, que respondem bem, por:
  1. uma insónia, ou um sono agitado notável petos seus sobressaltos noturnos, impaciência nas pernas, cãibras, despertares em sobressalto ou ranger de dentes dos sujeitos:
  2. uma agravação geral, cefaleias à mais pequena absorção de excitantes, sobretudo de vinho, e uma intolerância ao barulho;
  3. dificuldades escolares.
  • Portanto, este medicamento é muitas vezes útil:
  1. no esgotamento intelectual dos estudantes, durante estudos prolongados;
  2. nas vigílias prolongadas e repetidas dos estudantes, dos trabalhadores noturnos, ou com turnos 3×8;
  3. na síndroma das pernas sem repouso ou abanões periódicos dos membros inferiores que impedem ou incomodam o sono;
  4. nos abusos sexuais;
  5. nas intoxicações alcoólicas;
  6. na espasmofilia.

Doenças de pele

As dermatoses secas – eczema, líquen, psoríase – provocadas por intoxicações medicamentosas, que pioram com o álcool e melhoram com o aparecimento da menstruação.

Perturbações da menstruação

Que se manifestam através de:

  • uma síndroma pré-menstrual na qual o nervosismo e a agitação dominam, assim como uma dor no ovário esquerdo que acalma logo que a menstruação começa;
  • menstruação dolorosa das mulheres que respondem bem.

Varizes

Nas mulheres cujas pernas nunca estão quietas; as varizes dos membros inferiores são dolorosas, tortuosas acompanhadas por edemas nos tornozelos.

As dores, piores antes da menstruação, melhoram logo que esta última começa.

Zincum metallicum convém se

Os fatores desencadeantes forem:

  • Esgotamento intelectual ou nervoso.
  • Vigílias prolongadas.
  • Alcoolismo.
  • Supressão de uma erupção ou de uma eliminação natural.

As modalidades forem:

  • Uma agravação com o vinho, os excitantes, os medicamentos, com a supressão de uma eliminação.
  • Melhoras com a menstruação, com as eliminações.

Os sujeitos que respondem bem a Zincum metallicum

São os sujeitos cansados, agitados psíquica e fisicamente.

A astenia psíquica manifesta-se através de um humor muito variável, uma compreensão mais lenta, perturbações da memória e uma intolerância ao barulho.

O seu nervosismo e a sua hiperemotividade traduzem-se por uma agitação permanente dos pés, tremores, abanões e sobressaltos que impedem de dormir.

Originally posted 2014-04-14 15:30:26.

1dandelion3 - Geriatria

Geriatria

O envelhecimento da população constitui, com toda a evidência, uma formidável parada de saúde pública visto que aproximadamente 20% dos franceses têm mais de sessenta anos (cerca de 11,5 milhões), 13% mais de sessenta e cinco anos e 10% de setenta e cinco a orientamos.

Os últimos números publicados mostram que a esperança de vida ao nascer vai até aos oitenta e dois anos nas mulheres francesas e aos setenta e quatro anos nos homens

Só estes números bastam para explicar a importância socioeconómica das pessoas de idade na área da saúde, as quais consomem em media duas vezes mais de tratamentos do que o resto da população.

No decorrer dos anos, a pessoa de idade vê muitas vezes aumentar o números dos sintomas dos quais sofre. Assim à hipertensão arterial podem acrescentar-se a diabetes, os reumatismos, depois uma diminuição da visão, do ouvido, perdas de memória.

Estas diferentes perturbações estão por vezes na origem de uma redução progressiva das suas atividades em sociedade, de um isolamento, e finalmente de uma dependência difícil de aceitar.

Assim, a prevenção tem sobretudo por objetivo, para além dos tratamentos das doenças propriamente ditas, evitar a dependência dos sujeitos de idade A prevenção da dependência situa-se em três níveis:

  •  evitar as grandes doenças responsáveis por mortes prematuras: doenças cardiovasculares, diabetes, cancros;
  •  tratar as perturbações que podem incomodar a vida social; perturbações urinárias, perturbações dos órgãos dos sentidos, dores nas costas e nas articulações;
  • preservar a vida de relação perda de memória. depressões demências

Os doentes com muita idade necessitam da intervenção de uma equipa pluridisciplinar coordenada pelo médico generalista. Esta colaboração engloba as especialidades e os profissionais paramédicos tais como as enfermeiras, os fisioterapeutas, os ergo-terapeutas.

A ajuda social, a tonta, os amigos, os vizinhos também fazem parte desta intervenção. Todo este ambiente ajuda o doente a sair do seu isolamento, retarda ao máximo a dependência e dá-lhe uma vida social indispensável para o seu equilíbrio mental e físico.

No entanto, o tratamento das diversas afeções também implica um crescimento em número e “em intensidade” dos medicamentos, com o seu lote inevitável de efeitos secundários. Ainda é mais surpreendente quando sabemos que é o sujeito mais sensível ás medicações e aos seus efeitos que consome mais.

A propósito disso, é interessante constatar que mais de 10% das pessoas com mais de oitenta anos são hospitalizados devido a um acidente iatrogénico, ou seja, provocado por medicamentos.

Prevenção

Começa cedo e não diz respeito só ao campo da homeopatia. Quase que não ousamos falar da menopausa e da osteoporose ao abordarmos este tema, porque estas últimas dizem respeito às mulheres jovens que ainda estão longe da terceira idade.

Mas é necessário saber que o capital ósseo (quantidade de ossos) é em parte determinado geneticamente e em parte adquirido através do consumo de cálcio na adolescência. Compreendemos então por que razão a prevenção deve ser precoce.

Concebemos assim o papel de educação das nossas avós numa época em que, à merenda, o copo de Coca-Cola é dado mais vezes aos nossos filhos do que o copo de leite.

Originally posted 2014-03-28 11:40:36.

mozg - Neurologia, psiquiatria

Neurologia, psiquiatria

Expecto nas doenças neurológicas ou psiquiátricas graves, a maioria de entre nós tem perturbações “nervosas”, sentidas mais enquanto incómodo ou desconforto do que como doença. Não dormimos bem, temos dores de cabeça, sentimo-nos ansiosos, angustiados, com stress, somos pentes do nosso tempo.

Por vezes, recorremos, em mais ou menos tempo, mais ou menos intensivamente, a soníferos, antálgicos, calmantes, que criam uma dependência e fazem-nos entrar na doença nervosa. Para o professor E. Zarifian, pagamos o preço do bem-estar e a medicação da mais pequena ponta de tristeza, porque, em França, consumimos entre duas e quatro vezes mais de medicamentos psicótropos (ansiolíticos ou tranquilizantes, anti depressores. hipnóticos ou soníferos, neurolépticos) do que nos países vizinhos.

A indústria farmacêutica não é alheia a este fenómeno, porque cria noções falsas que culpabilizam o médico, como: 50 a 70% dos suicídios seriam provocados por depressões não
tratadas, 50% no mínimo dos depressivos não são tratados com anti depressores, há uma recaída na “doença depressiva”, então são necessários tratamentos prolongados ou preventivos, etc.

Procura eliminar qualquer terapêutica que não dependa da sua prescrição medicamentosa fustigando subtilmente a psicanálise.
É o reino do pensamento único no qual o discurso académico universitários, científicos segue o discurso promocional dos laboratórios em vez de o perceber. É o reflexo da nossa sociedade, a predominância do poder (marketing, lucro) sobre o saber (atos intelectuais, investigação).

E Zarifian observa — sem fazer juízos — que em França, contrariamente aos outros países da Europa tudo o que não é medicina oficial não é ensinado aos futuros médicos, porque é considerado não cientifico, portanto sem qualquer valor.

Ao passo que na Alemanha, por exemplo, a familiarização com as medicinas não convencionais é obrigatória, e as perturbações psíquicas menores são principalmente tratadas com a fitoterapia, sem que isso altere de maneira alguma a saúde psíquica das respetivas populações.

Esta relação permite recentrar o debate e encarar com serenidade a terapêutica homeopática, numa época em que a indústria farmacêutica tentará provavelmente, num futuro próximo, transformar a timidez em doença.

Originally posted 2014-03-31 15:46:44.

galena - Plumbum metallicum

Plumbum metallicum

Origem

Plumbum metallicum, Pb, o chumbo, é um elemento químico metálico de número atómico 82 e de peso molecular 207,19.

Este metal pesado, branco azulado, maleável, insolúvel na água e no álcool, tem efeitos tóxicos bem conhecidos na origem do saturnismo.

Por intermédio das indústrias químicas e dos veículos, tem, por outro lado, contaminado a biosfera inteira, incluindo os calotes polares assim, a sua concentração no gelo da Gronelândia é duzentas vezes supera à de há 6.000 anos.

Indicações

Prisão de ventre crónica

  • De fezes pequenas, duras, escuras, difíceis de evacuar, com falsa vontade de ir à casa-de-banho, e espasmos do ânus.
  • Acompanhada por espasmos abdominais extremamente dolorosos, que melhoram corai pressão forte nesta região e na posição dobrada ao meio.

Gengivite

Das pessoas de idade com hálito fétido, gengivas retraídas e por vezes sublinhadas cor linha azulada

Doenças das pessoas de idade

Principalmente:

  • Hipertensão arterial com perturbações renais;
  • Arteriosclerose;
  • Polinevrites, paralisias, nevralgias;
  • Anemia.

Plumbum metallicum convém se

As modalidades forem:

  • Uma agravação com a pressão forte.

Os sujeitos que respondem bem a Plumbum metallicum

São as pessoas de idade doentes, lentas, magras, secas, trémulas e com uma grande prisão de ventre. Têm dificuldades de compreensão e perturbações da memória.

Originally posted 2014-04-11 11:43:52.

url - Os Unicistas

Os Unicistas

Os unicistas recomendam a utilização de um só medicamento que cobre o conjunto dos sinto- mas da doença, quer seja aguda ou crónica.

Hahnemann utilizou este método, entre outros, não só porque tinha a possibilidade de rever com frequência os doentes e portanto mudar muitas vezes os tratamentos em função da evolução do seu estado (o que já não é possível hoje), mas também porque as numerosas experimentações que efetuou necessitavam deste modo de prescrição.

Este procedimento, ideal no absoluto, supõe que o médico tem a certeza de que prescreveu o
verdadeiro medicamento do doente, que segue com regularidade as variações da doença a fim de mudar o medicamento logo que os sintomas se modificam (o que supõe conhecer a duração de ação dos medicamentos utilizados).

Existe um unicismo a que chamaremos “pragmático”, largamente difundido nos países anglosaxôes, porque os médicos têm a possibilidade de seguirem de perto os seus doentes e modificarem os seus tratamentos em consequência. O unicismo pragmático é utilizado pelos pluralistas quando um único medicamento sobressai verdadeiramente, por vezes nas doenças agudas, mais raramente nas doenças crónicas.

Opõe-se ao unicismo ideológico que consiste em dar um medicamento de três ou de seis em seis meses, e esperar os efeitos do tratamento; e. no extremo, tratar todas as doenças, mesmo as mais graves, unicamente através da homeopatia.

Este unicismo mostrou os seus limites nos Estados Unidos, porque, no inicio do século XX, sob a influência de um homeopata de renome, James Tyler Kent, esta técnica, largamente utilizada, quase provocou o desaparecimento da homeopatia neste país.

Este sistema elitista, que se considera o sistema da “verdadeira homeopatia”, está destinado ao fracasso mais ou menos a longo prazo, porque não responde às realidades da medicina moderna.

Originally posted 2014-03-26 10:34:42.