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Aree d’intervento - O que é um sinal homeopático?

O que é um sinal homeopático?

Destas indicações sobressairão os sinais ditos “sinais homeopáticos”. Estes últimos são noções alargadas que englobam:

Os sintomas da doença

Ou seja, indicações úteis para o diagnostico de uma doença. Um sintoma com um elemento distintivo característico torna-se um sinal homeopático de grande valor. Um sujeito cujo medicamento será Colocynthis (a coloquintida) apresentará – para além dos sinais clássicos de úlcera sinais homeopáticos que permitirão a sua prescrição. Assim, a úlcera será caracterizada:

  • pela violência da dor;
  • pelo seu aparecimento brutal;
  • pela sua natureza, por cãibras intensas;
  • pelo seu modo de desencadeamento ou de agravação por uma fúria, um vexame;
  • pelas suas modalidades locais: melhoras ao carregar com força no estômago, ou dobrado ao meio. e com o calor;
  • pelas suas modalidades gerais: agitação muito importante durante a dor.

O doente

Um sinal é homeopático porque é descoberto através da experimentação no homem são. E desaparece no sujeito doente.

Por exemplo: a dor de uma úlcera do duodeno é caracterizada por dores no epigastro (parte superior do abdómen situada sob o esterno que corresponde, em profundidade, aproximadamente ao estômago), cãibras de estômago, ritmadas pelas refeições (ou seja, aparecem entre uma e quatro horas após as refeições e acalmam com a alimentação).

O conjunto destes sintomas é típico da doença ulcerosa (que será obrigatoriamente confirmada pela fibroscopia), mas não permite a prescrição de um medicamento homeopático.

A escolha deste medicamento depende dos sinais homeopáticos que foram encontrados; por exemplo: a violência das cãibras, o seu desencadeamento através de uma fúria, as suas melhoras quando carrega com força no estômago ou quando está dobrado ao meio, e a agitação geral do paciente orientarão para o Colocynthis.

O medicamento

De facto, o sinal homeopático existe, porque a experimentação no voluntário são ou a intoxicação pelo Colocynthis produziu as mesmas dores epigástricas, e/ou a sua administração suprimiu os sinais que tinham aparecido durante a úlcera ou revelou-os no homem são e sensível. Ê

É por isso que a prescrição do medicamento homeopático depende da presença dos sinais homeopáticos.
A semiologia propriamente homeopática permite, através de um interrogatório diferente, reunir os sinais homeopáticos – ou sinais da reação individual do doente à doença – a fim de extrair diretamente os elementos necessários à prescrição do ou dos medicamentos homeopáticos.

O outro objetivo da homeopatia consiste em reconhecer os modos reacionais gerais a fim de elaborar uma terapêutica de fundo, ou seja. tratar o terreno.

Lembramos que a descoberta de uma diátese num sujeito – assimilada por extensão ao modo reacional geral – é afirmada pela presença de pelo menos três destes sinais: um sinal etiológico e dois sinais gerais.

Originally posted 2014-03-25 15:34:49.

curare bambini omeopatia - As perguntas que o médico homeopata lhe vai fazer

As perguntas que o médico homeopata lhe vai fazer

O que é que provocou a sua doença?

Foram circunstâncias desencadeantes, como:

  • ficou doente depois de ter cortado o cabelo:
  •  a sua rinite alérgica desencadeou-se depois de ter estado ao vento
  • teve a diarreia depois de ter comido ostras

Como e que começou a sua doença?

Ou seja, o modo de moo da doença tal como:

  •  uma febre que apareceu de uma maneira brutal ou lenta;
  • uma dor de cabeça que começou de um lado ou do outro.
  • uma rinite alérgica que começou com espirros muito frequentes ou com o nariz entupido e uma tosse seca.

Tem um comportamento diferente?

Uma eventual modificação do psiquismo, embora rara nas doenças agudas, pode traduzir-se por uma mudança de comportamento. Esta última aparece claramente quando acontece durante as febres na criança.

  •  quando o seu filho tem febre, toma-se ansioso e agitado, ou tem delírios e alucinações ou está completamente abatido, obnubilidado a sonolento;
  • logo que sofre, o seu humor muda, é melhor ninguém se aproximar de si

Como é o seu estado geral?

Os sinais gerais traduzem o modo de reação geral do organismo a doença. Por exemplo, os sinais gerais que acompanham a lebre são a transpiração, a sede, o estado físico as modalidades de agravação ou de melhoras.

Os sinais gerais concomitantes de uma dor ciática são. por exemplo, as dores que vão aumentando de uma hora ás três horas da manhã, uma agitação e uma ansiedade consecutivas que obrigam o doente a sair da cama e a caminhar apesar do seu estado de fraqueza e das suas dores.

Onde é que tem dores?

Os sinais locais, no geral nitidos, facilitam a descoberta do medicamento:

  • uma dor cervical, ou dorsal, ou tombar é um sinal local.

Como é que reage?

As modalidades, ou seja, as reações gerais do individuo face à doença.

Originally posted 2014-03-26 09:50:23.

baby2 - Tratamento do coqueluche

Tratamento do coqueluche

Quando a doença está bem instalada

Drosera rotundifolia 30CH é o medicamento característico da coqueluche, dos ataques de tosse, com cianose da face, desencadeada por uma comichão laríngea ou logo que|deitamos a criança. Esta tosse piora depois da meia-noite.

A sua violência e a sua intensidade são tais que provoca dores nas costas e no abdómen que só são aliviadas com a pressão das mãos do doente nos sítios doridas. O medicamento não deve ser renovado enquanto o estado do doente estiver a melhorar.

Posologia: uma dose única proporciona melhoras nítidas, depois, por vezes, uma exacerbação passageira dos sintomas.

  • Coccus cacti 5CH: medicamento típico da coqueluche que é acompanhada por ataques de tosse muito dolorosos que coram o rosto e terminam com a expulsão de mucosidades que pendem em longos fios fora da boca. Os ataques de tosse são mais frequentes ao acordar e antes da meia noite, contrariamente a Drosera rotundifolia, e melhoram com bebidas frias.
  • Corallium rubrum 5CH: tosse coqueluchóide com ataques de tosse, muito violentos, muito dolorosos, com vermelhidão no rosto e esgotamento a seguir ao ataque.
  • Cuprum metallicum 5CH: coqueluche misturada com ataques violentos de tosse, espasmódica, das mais violentas, esgotante, com cianose da face Acalma com um goto de água fria.
  • Ipeca 5CH.

Posologia (para todos estes medicamentos): 2 grânulos 5 vezes por dia durante 2 dias, depois durante 10 dias, e a seguir a cada ataque de tosse se necessário.

No final a doença

Indicaremos:

  • Pertussinum 7CH: tomar uma dosa deste medicamento no caso de ataques de tosse mínimos que persistem a seguir à doença.
  • Pulsatilla 15CH, se no fim da coqueluche aparecer muitas vezes uma tosse que corresponde a este medicamento. É grossa e indolor de dia, seca de norte, obrigando o doente a sentar-se.

Posologia: 2 grânulos 3 vezes por dia durante alguns dias

Durante a convalescença

  • Sulfur iodatum 15CH é um medicamento eficaz de convalescença das doenças infecciosas, principalmente infantis, porque as crianças normalmente respondem bem.
  • Natrum muriaticum 15 CH, indicado nas crianças muito cansadas pela doença.

Posotogia: uma dose por semana durante 1 mês.

Originally posted 2014-04-01 15:45:44.

placebo - Iatrogénico

Iatrogénico

Iatrogénico: diz-se de uma perturbação ou de uma doença provocada por um tratamento médico ou por um exame complementar (fibroscopia por exemplo).

Originally posted 2014-04-17 09:36:48.

Hahnemann1 - As ideias medicas no século de Hahnemann

As ideias medicas no século de Hahnemann

Um século “charneira”

Até ao final do século XIX, a história da medicina, das ciências e da filosofia é comum. Hahnemann nasceu a meio do século das Luzes. É uma época “charneira” que marca a passagem da medicina de observação e do vitalismo – defendido por Stahl, Bordeu, Barthez, Dupuytren, Bichai – para o determinismo, fundamento da acção da medicina experimental, da qual Magendie foi o precursor, sendo depois o seu aluno Claude Bernard, o fundador.

 

No século XVIII, as ciências, cada vez mais baseadas na experimentação, escapam progressivamente à metafísica e fazem pouco a pouco com que a Igreja perca o seu poder. No entanto, o domínio desta última ainda está bastante presente, visto que as teorias mecanistas da época, que retiravam toda a natureza divina ao homem reduzindo-o a um objecto, são muito dificilmente admitidas.

 

No oposto, os animistas, dos quais Stahl era o chefe, pensavam que existia uma alma sensível que, sozinha, animava o corpo.

 

O vitalismo

Uma corrente, que constitui um meio-termo, é desenvolvida por Bordeu e Barthez da Escola de Montpellier: o vitalismo. Este último movimento sugeria que a vida não podia explicar-se nem através do animismo, que não tomava em consideração os fenómenos físicos e químicos, nem através do mecanismo puro, que fazia do homem uma máquina complexa. Bichat (1771-1802), porta-voz e apoio do vitalismo, pensava que a compreensão dos fenómenos vitais podia explorar-se, mas não podia explicar-se através da física e da química.

 

Do mesmo modo, os vitalistas não rejeitavam os conceitos médicos, mas acreditavam que os conhecimentos e as técnicas da sua época não lhes permitiam chegar lá.

As etapas marcantes da vida de Samuel Hahnemann

 

1750 – Casamento em segundas núpcias de Christian Gottfried Hahnemann, pintor de porcelana, e de Christiana Spiess.

1755 – Nascimento de Christian Friedrich Samuel Hahnemann a 10 de Abril em Meissen, na Saxónia, terceiro de uma fratria de quatro filhos.

1765 – Entrada para a escota principesca da Saint Afra, onde aprende numerosas línguas entre elas o inglês, o francês, o latim, o grego a o hebreu.

1775-1779 – Estudos da medicina em Leipzig. Tese de doutor em medicina Exame das
causas e do tratamento rui afecções espasmódicas. É iniciado em química por Leonhardi

1776 – Inicio da sua actividade de tradutor.

1777 – Estágio de seis meses na escola de medicina de Viena: ensino baseado na observação e o ensino clínico no leito do doente.

Tradução do Ensaio sobre hidrofobia da Nugent.
Entrou na franco-maçonaria.

1780 – Torna-se médico em Hettstedt onde exerce modestamente a medicina. Pratica a química em casa do seu futuro sogro, o farmacêutico Haeseler. Começa um trabalho importante de tradução e de numerosas publicações de química.

1782 – Casamento com a filha adoptiva de Haeseier, Henrtetie KueMet, com a qual terá onze filhos.

1784 – Publicação do Método para tratar cuidadosamente as feridas antigas e as úlceras
pútridas.

1786 – Publicação de Do envenenamento com arsénico, o seu tratamento e a sua demonstração em medicina legal.

1789 – Publicação da Instrução aos cirurgiões sobre as doenças venéreas, precedida por uma nova preparação de mercúrio.

1789 – Hahnemann renuncia a prática médica e vive das suas traduções e dos seus
trabalhos de química. Publica o Tratado das doenças venéreas.

1790 – Primeiro enunciado do princípio de similitude por ocasião da tradução da Mareia
medica de Cullen.

1791 – É distinguido pelos seus numerosos trabalhos de tradução e é eleito membro da
Academia das ciências do eleitorado de Mogúncia.

1792-1804 – Assaltado pelas preocupações muda-se quinze vezes em treze anos.

1796 – Nascimento oficial da homeopatia no Ensaio sobre um nove principio para descobrir as virtudes curativas das substâncias medicinais, seguido por algumas exposições sumárias sobre os princípios admitidos aia aos nossos dias.
A 14 de Maio: primeira vacinação antivariólica de Jenner.

1805 – Publicação de textos importantes da terapêutica homeopática.

  • Esculápio na balança;
  • Medicina da experiencia;
  • Fragmentos sobre os efeitos positivos dos medicamentos observados no homem são, que constitui a primeira matéria médica homeopática.

1810 – Publicação da primeira edição do Organon da medicina racional que instaura as bases da doutrina homeopática, que se intitulará a seguir o Organon da arte de curar, e passará por seis edições diferentes, entre as quais a última, póstuma, só seria editada em 1921.

1811-1821 – Instalação de Hahnemann em Leipzig, onde retomará com sucesso a sua prática médica.

Ensina a homeopática na faculdade de medicina de Leipzig e opõe-se à medicina da sua época.

Primeiva edição dos seis tomos da Matéria médica pura.

 

1814 – Adquire uma grande reputação graças aos seus sucessos obtidos na epidemia de tifo.

1821 – Deixa Leipzig a seguir a um processo com os farmacêuticos que o censuram por preparar sozinhos os seus medicamentos. Foi instalar-se em Kôthen.

1823-1827 – Segunda edição da Matéria médica pura reactualizada.

1828-1839 – Publicação das edições sobre As doenças crónicas, a sua natureza especial e o seu tratamento homeopático, nas quais Hahnemann explica as recidivas das doenças através dos miasmas.

1830 – Falecimento de sua mulher

1831 – Epidemia de cólera: resultados espectaculares da homeopatia, à qual os clássicos pedem ajuda.

1833 – Inauguração do primeiro hospital homeopático em Leipzig.
Difusão da homeopatia na Europa.

1835 – Novo casamento de Hahnemann aos setenta e nove anos com uma jovem francesa de trinta e quatro anos que tinha vindo consultá-lo, Mélanie d’Hervilly.
Viaja para Paris onde retoma a actividade médica.

1843 – A 2 de Julho, falecimento de Hahnemann aos oitenta e oito anos. Está sepultado
no cemitério do Père-Lachaise em Paris.

 

 

O vitalismo — do qual Hahnemann se reclamará — não põe em causa os fenómenos teológicos, mas recusa admitir que a vida só se reduza a esta única resposta. Concebe o ser vivo como sendo animado por uma consciência da vida. Esta percepção opõe-se à visão mecanista reducionista que sugere que a vida é o único resultado de uma soma de mecanismos.

 

O vitalismo coincide com a visão global do ser humano da Hahnemann. Corinne Coop-Phane, professor de epistemologia e de história da medicina, num artigo intitulado “Os médicos são vitalistas que se ignoram, conclui: “Os vitalistas mostraram como é que o Universo pouco a pouco foi conquistado e decifrado, com o devido respeito ao seu irredutível mistério.

 

Sem esta amplitude, este horizonte, não compreendemos a vida, mesmo se dedicarmos o nosso tempo a recortá-la. A escutá-la, a dividi-la em pedaços Nenhum científico do século XX ousa reclamar-se do vitalismo, visto que qualquer pensamento da matéria, principalmente do corpo humano, quando não cede ao reducionismo, está cheio de um vitalismo inconfessado.

 

”Mas: “Não poderíamos admitir nos seres vivos um principio vital livre, lutando contra a influência das condições físicas”, dizia Claude Bernard ao encontro das posições de Bichai. “Actualmente, não há muitos biologistas que recusem partilhar esta fé determinista, mesmo quando esta crença não é o suficiente para eles”. Vitalismo a determinismo ou mecanismo contribuíram sempre para aprofundar a questão da vida, mas esta ultima e muito diferente actualmente.

Originally posted 2014-03-20 16:30:56.