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Funcional (doença)

Funcional (doença): doença que não é determinada por uma lesão ou por uma anomalia de um órgão, mas devida unicamente a uma ou a várias perturbações do seu funcionamento. Opõe-se à doença orgânica provocada por uma alteração aparente da estrutura do respetivo órgão.

Originally posted 2014-04-17 09:31:10.

mujer bebe varicela - Varicela

Varicela

A varicela é um doença viral aguda contagiosa provocada pelo vírus herpes-varicela. Aparece em 90% dos casos na criança de dois a dez anos.

Diagnóstico

Depois de um período de incubação de aproximadamente quinze dias, a doença revela-se atraves de erupções características de vesículas, ou seja, de bolhas com 3 a 5mm de diâmetro cheias de um líquido claro. Secam em menos de vinte de quatro horas e cobrem-se com uma crosta que cai no oitavo dia, sem deixar cicatrizes se a criança não se arranhar e não as infetar.

As erupções evoluem por fases – por vezes com fere nos primeiros dias -, começa normalmente no tronco, depois espalham-se até ao rosto, ao pescoço e aos membros.

Principais complicações

A varicela é uma doença benigna na criança, séria, até mesmo grave no adulto

  • Na criança, as arranhadelas intempestivas provocam sobreinfeção e cicatrizes indeléveis.
  • No adulto, são possíveis complicações pulmonares e neurológicas.

Regas de higiene

  • Corte as unhas curtas à criança Escove-as duas vezes por dia para evitar as complicações supracitadas
  • Dê-lhe um banho por dia; enxugue-a com uma toalha às pancadinhas e não a esfregue. A seguir, aplique nas erupções uma solução de eosina aquosa a 1% ou de fluoresceína aquosa.
  • A pessoa que trata o doente deve lavar as mãos depois de cada contacto.
  • Não deve levar a criança à escola enquanto houver crostas, porque ainda está contagiosa. Evite o contacto com as mulheres grávidas e os sujeitos doentes que tomam corticóides, porque correm o risco de desenvolverem uma varicela muito grave.

Originally posted 2014-04-02 09:09:00.

DSC 0223 - Atrose

Atrose

A artrose é uma doença benigna, mas dolorosa e invalidante, que constitui um problema de saúde pública devido à sua frequência — 3,5% dos motivos de consulta. 5% da população dos cinquenta e cinco aos sessenta e cinco anos —, ao seu custo e ao envelhecimento da população (mais de 28% da população terá ultrapassado sessenta anos no ano 2020).

É a doença articular mais frequente, principalmente nas pessoas de idade, visto que 80% dos sujeitos com mais de setenta anos apresentam sinais de artrose nas radiografias.

O que é?

A renovação da cartilagem articular é feita pelas suas próprias células (os condrócitos) que mantém um equilíbrio entre a sua formação e a sua destruição. A rutura deste equilíbrio está na origem da artrose.

Esta “condropatia fissuraria” provoca alterações nas funções biomecânicas de deslize, de elasticidade e de amortização da cartilagem que acabam por fazer sofrer toda a articulação. Implantam-se então dores ligamentares, musculares, ósseas que complicam a terapêutica.

É por isso que o tratamento tanto deve englobar a alopatia como a homeopatia, a fitoterapia, a oligoterapia, a acupunctura, as manipulações vertebrais, a cinesiterapia, a fisioterapia. Cada uma destas terapêuticas possui ações eficazes e complementares que variam conforme as fases da doença.

Diagnóstico

A artrose pode ser isolada ou englobar o conjunto das articulações; a sua evolução e progressiva ou rápida.

O primeiro sinal da artrose é a dor. Esta última é em primeiro lugar mecânica, ou seja, acalma com o repouso ou com a continuação do movimento, e começa ao levantar ou durante o arranja da articulação. Fica mais ou menos encoberta durante o dia, aumenta com os esforços, é maximal no fim do dia e cede se o sujeito se repousar ou deitar e de noite.

A seguir, toma-se crónica e obriga, ao levantar ou após um repouso prolongado, a um arranque — um tempo de desenferrujamento — mais ou menos longo das articulações dolorosas. Este arranque é acompanhado por estalidos articulares primeiro indolores, depois dolorosos à medida que a doença progride. Aparece um inchaço na articulação durante as crises (principalmente no joelho). Bastante mais tarde, a dor aparece durante a noite quando mudados de posição na cama.

A artrose pode aparecer ou durante um processo normal de envelhecimento, ou a segura a um traumatismo articular ou movimentos repetitivos excessivos na prática de um desporto ou de uma profissão (trabalhadores de força). As articulações atacadas mais vezes são as ancas, os joelhos e as pequenas articulações dos dedos.

Originally posted 2014-04-08 08:51:47.

curare bambini omeopatia - Um tratamento homeopático será longo e complexo?

Um tratamento homeopático será longo e complexo?

No geral, não. De facto, tudo depende da doença para a qual o tratam. Se a doença for cronica, grave e difícil de tratar, o tratamento pode ser incómodo, tanto mais que se associa muitas vezes a um tratamento alopático.

  • Nas doenças crónicas, os medicamentos só devem ser tomados ao levantar e ao deitar é muito raro que haja indicações para que os medicamentos sejam tomados antes do almoço a do jantar Por vezes, o medico recomenda uma dose suplementar hebdomadária.

Normalmente, o tratamento explicado claramente é fácil de fazer.

  • Nas doenças agudas – anginas, gripe. dores de barriga, diarreia, etc. -. o tratamento é tão curto corno em alopatia. É necessário tomar os medicamentos mais vazes nos dois ou três primeiros dias de manhã, ao meio-dia, à noite, a meio da manhã e da tarde. A seguir passa a ser de três vezes por dia. As doenças benignas não necessitam de uma manutenção e domicilio, tais como as rinofaringites, a necessidade de tomar medicamentos com frequência pode constituir um incomodo para a observância do tratamento, principalmente com as crianças pequenas que já frequentam a escola, Noutros casos, as crianças doentes ficam em casa.

“A utilização regular de grânulos homeopáticos nas crianças não correra o risco de provocar cáries?”

Não, nas adoeças agudas normalmente menos de oito dias. Nas doenças cronicas para as quais os tratamentos são mais longos, tomar grânulos também não provoca cáries. No geral, aconselho a tomar os grânulos meia hora antes do deitar, ou antes do jantar se o doente não tomar outros medicamentos nesta altura.

Originally posted 2014-03-24 12:21:40.

National Doctors Day 2011 freecomputerdesktopwallpaper 1280 - Terreno ou "Resultado de Consulta"

Terreno ou “Resultado de Consulta”

A formação inicial é a mesma para todos os médicos: o estudo da ciências fundamentais, da semiologia, do diagnóstico e da terapêutica.

A investigação e a descoberta dos sinais clínicos são
um dos objetivos primeiros da consulta médica.
Estes últimos, para o médico generalista, servem para evocar a doença, para orientar o diagnostico, para prescrever eventuais exames complementares e receitar uma terapêutica; para o médico homeopata, estes sinais, bem estudados e completados, são também necessários para encontrar o medicamento.

O objetivo do generalista tal como do homeopata é portanto o mesmo, mais o interesse terapêutico.
Os exames complementares, embora muitas vezes evidenciados pelos doentes e por alguns clínicos, dependem do procedimento do medico, da conduta do exame clínico, ou seja, do interrogatório e do exame físico do doente.

Quanto mais rigoroso for este último, mais os exames complementares serão precisos e orientados e, expecto nos casos difíceis de medicina interna, o diagnóstico efetuar-se-á relativamente depressa.

O fosso que separa a medicina de cidade da mediana hospitalar é antes de mais caracterizado pelas poucas doenças que entram em quadros nosológicos precisos, ou seja, definidas pela presença de caracteres distintivos que permitem individualizá-las. É por isso que atualmente os médicos generalistas preferem falar de “resultado de consulta” em vez de diagnóstico.

Porque o generalista, homeopata ou não, raramente chega a uma doença que pode corresponder a um quadro nosológico preciso, a uma situação médica característica, a um “conjunto conhecido”. Na maioria das vezes, faz um diagnóstico sintomático, que traduz uma queixa funcional que não pode sobrepor-se num “conjunto conhecido”.

Salientamos já que não se trata de incompetência – pelo contrario, visto que o generalista é tomado numa ótica de medicina hospitalo-universitária, reputada pela precisão dos seus diagnósticos nosológicos -, mas da realidade do doente, porque os pacientes que vão à consulta na cidade têm patologias (doenças) imprecisas.

No hospital, “uma dor de barriga’ é muitas vezes reveladora de um conjunto conhecido, como um cancro ou uma apendicite, ao passo que o mesmo sintoma, na cidade, reflete na maioria das vezes uma indigestão ou um inchaço passageiro que será um “resultado de consulta”.

Isso é lógico porque o médico generalista só enviará o doente para o hospital se apresentar sintomas que possam entrar num “conjunto conhecido”. Para além disso, essa doença orgânica ou que entra num quadro nosológico preciso tem um trunfo formidável é cientifica, e a mediana, de arte toma-se ciência.

Nas anginas, a presença de um germe revelado pelo antibiograma permite receitar o antibiótico adaptado: é a ciência do médico; enquanto que a colite espasmódica pode ser tratada de diversas maneiras é a arte do médico. Mas arte e ciência são indissociáveis.

Este “resultado de consulta” – que não corresponde a nenhuma doença conhecida, mas que já
rio é um simples smtoma – é o exercício habitual do médico generalista que. ao criar esta noção sente intuitivamente a necessidade de alargar o sintoma ao homem.

Todavia, a raridade – na prática quotidiana – de doenças orgânicas ou que entram num quadro nosológico preciso também não deve lazer pretender que o generalista só trata doenças funcionais, e desconhece as outras.

Seria esquecer a sua formação e não se lembrar de que a história mostrou que as doenças funcionais atuais são as afeções orgânicas de amanhã.

Tal é, assim, o principal campo de ação do generalista, homeopata ou não. É uma situação de facto sem relação com os limites da homeopatia, mas ligada à ausência de médicos homeopatas nos hospitais – devido a uma resistência passiva dos nossos colegas alopatas e de um curso universitario que não o permite -, dai um conhecimento limitado da eficácia dos tratamentos homeopáticos nas patologias hospitalares uma avaliação clínica da homeopatia quase impossível.

Para os clássicos, “a queixa que não pode sobrepor-se num conjunto conhecido” é o primeiro passo na direção da noção de terreno homeopático. Porque, justamente, esta queixa decalca-s perfeitamente sobre os conhecimentos especiais dos terrenos, que os médicos homeopatas adquiriram graças à observação especial dos doentes e à experiência clínica.

Assim, a homeopatia dá, no tempo e no espaço, uma visão longitudinal do doente e da sua doença e não uma visão transversal, pontual, restritiva. A sua sorte é integrar este procedimento no seu concerto e na sua terapêutica.

Originally posted 2014-03-25 15:09:59.