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Limites da automedicaçao

Aviso

Apesar da sua mediatização, o desconhecimento da homeopatia leva-nos a fixar logo os limites, ou seja, as barreiras que devemos impor quando utilizamos uma obra de automedicação. “Impor-se”, a palavra não é muito fraca, porque a automedicação só se torna perigosa quando fingimos ignorar ou subestimar os nosso próprios limites.

O objetivo desta obra consiste em levar-nos progressivamente a utilizar sozinhos e sem perigo a homeopatia nas afeções benignas. Nunca hesite em solicitar a opinião do seu médico.

Interrogue-o, eventualmente, vá consultá-lo togo que lhe surja a mais pequena dúvida ou a mais pequena inquietude. É sempre melhor muito cedo do que demasiado tarde.

A cultura médica que adquire, ou que jà tem, ficará mais rica com a leitura desta obra, com a experiência pessoal e com a troca de ideias com o seu médico homeopata.

É por isso que ao longo deste livro serão indicados, por um lado, os conselhos de bom senso para o ajudar a tomar a decisão certa e, por outro, os sinais que devem alerta-lo ao mais pequeno obstáculo e levá-lo a consultar um médico.

Também insistimos em salientar que este guia trata em prioridade as doenças benignas e informa-o das afeções da competência da homeopatia. Associa, em função das patologias, as regras de higiene, os conselhos alimentares ou outras informações que podem ajudá-lo a obter uma melhor qualidade de vida.

Seja mais vigilante do que de costume, se decidir tratar-se sozinho. O bom senso e um mínimo de cultura médica devem guiá-lo.

O que deve absolutamente saber

Na rubrica terapêutica, são indicados avisos específicos a cada doença; deve absolutamente respeitá-los e reconhecer bem esses sinais que devem levá-lo a consultar um médico.

Na ausência de melhoras rápidas, numa doença aguda ou se as perturbações não forem habituais, vá imediatamente consultar um médico.

Não continue um tratamento do qual não retira qualquer beneficio. Se sofre de uma doença grave ou crónica, deve consultar logo um médico homeopata, porque a preparação de um tratamento de terreno necessita de um conhecimento aprofundado da homeopatia. Sobretudo não pare o seu tratamento alopático sem conselho médico.

Originally posted 2014-03-26 12:19:20.

National Doctors Day 2011 freecomputerdesktopwallpaper 1280 - Terreno ou "Resultado de Consulta"

Terreno ou “Resultado de Consulta”

A formação inicial é a mesma para todos os médicos: o estudo da ciências fundamentais, da semiologia, do diagnóstico e da terapêutica.

A investigação e a descoberta dos sinais clínicos são
um dos objetivos primeiros da consulta médica.
Estes últimos, para o médico generalista, servem para evocar a doença, para orientar o diagnostico, para prescrever eventuais exames complementares e receitar uma terapêutica; para o médico homeopata, estes sinais, bem estudados e completados, são também necessários para encontrar o medicamento.

O objetivo do generalista tal como do homeopata é portanto o mesmo, mais o interesse terapêutico.
Os exames complementares, embora muitas vezes evidenciados pelos doentes e por alguns clínicos, dependem do procedimento do medico, da conduta do exame clínico, ou seja, do interrogatório e do exame físico do doente.

Quanto mais rigoroso for este último, mais os exames complementares serão precisos e orientados e, expecto nos casos difíceis de medicina interna, o diagnóstico efetuar-se-á relativamente depressa.

O fosso que separa a medicina de cidade da mediana hospitalar é antes de mais caracterizado pelas poucas doenças que entram em quadros nosológicos precisos, ou seja, definidas pela presença de caracteres distintivos que permitem individualizá-las. É por isso que atualmente os médicos generalistas preferem falar de “resultado de consulta” em vez de diagnóstico.

Porque o generalista, homeopata ou não, raramente chega a uma doença que pode corresponder a um quadro nosológico preciso, a uma situação médica característica, a um “conjunto conhecido”. Na maioria das vezes, faz um diagnóstico sintomático, que traduz uma queixa funcional que não pode sobrepor-se num “conjunto conhecido”.

Salientamos já que não se trata de incompetência – pelo contrario, visto que o generalista é tomado numa ótica de medicina hospitalo-universitária, reputada pela precisão dos seus diagnósticos nosológicos -, mas da realidade do doente, porque os pacientes que vão à consulta na cidade têm patologias (doenças) imprecisas.

No hospital, “uma dor de barriga’ é muitas vezes reveladora de um conjunto conhecido, como um cancro ou uma apendicite, ao passo que o mesmo sintoma, na cidade, reflete na maioria das vezes uma indigestão ou um inchaço passageiro que será um “resultado de consulta”.

Isso é lógico porque o médico generalista só enviará o doente para o hospital se apresentar sintomas que possam entrar num “conjunto conhecido”. Para além disso, essa doença orgânica ou que entra num quadro nosológico preciso tem um trunfo formidável é cientifica, e a mediana, de arte toma-se ciência.

Nas anginas, a presença de um germe revelado pelo antibiograma permite receitar o antibiótico adaptado: é a ciência do médico; enquanto que a colite espasmódica pode ser tratada de diversas maneiras é a arte do médico. Mas arte e ciência são indissociáveis.

Este “resultado de consulta” – que não corresponde a nenhuma doença conhecida, mas que já
rio é um simples smtoma – é o exercício habitual do médico generalista que. ao criar esta noção sente intuitivamente a necessidade de alargar o sintoma ao homem.

Todavia, a raridade – na prática quotidiana – de doenças orgânicas ou que entram num quadro nosológico preciso também não deve lazer pretender que o generalista só trata doenças funcionais, e desconhece as outras.

Seria esquecer a sua formação e não se lembrar de que a história mostrou que as doenças funcionais atuais são as afeções orgânicas de amanhã.

Tal é, assim, o principal campo de ação do generalista, homeopata ou não. É uma situação de facto sem relação com os limites da homeopatia, mas ligada à ausência de médicos homeopatas nos hospitais – devido a uma resistência passiva dos nossos colegas alopatas e de um curso universitario que não o permite -, dai um conhecimento limitado da eficácia dos tratamentos homeopáticos nas patologias hospitalares uma avaliação clínica da homeopatia quase impossível.

Para os clássicos, “a queixa que não pode sobrepor-se num conjunto conhecido” é o primeiro passo na direção da noção de terreno homeopático. Porque, justamente, esta queixa decalca-s perfeitamente sobre os conhecimentos especiais dos terrenos, que os médicos homeopatas adquiriram graças à observação especial dos doentes e à experiência clínica.

Assim, a homeopatia dá, no tempo e no espaço, uma visão longitudinal do doente e da sua doença e não uma visão transversal, pontual, restritiva. A sua sorte é integrar este procedimento no seu concerto e na sua terapêutica.

Originally posted 2014-03-25 15:09:59.

placebo - O efeito placebo ou a relação médico-doente

O efeito placebo ou a relação médico-doente

Recentemente ainda, uma consulta mais longa no medico homeopata, um auscultação melhor deste ultimo, um seguimento global o individuo foram muitas vezes elemento invocados pelo detratores e pelos partidários da homeopatia para explicar a sua suposta ou real atividade.

Os primeiros atribuindo a sua real atividade ao próprio medicamento cuja receito receita toma também em consideração destes elementos.

De facto, o problema não esta ai, porque não pensamos que estes elementos seja específicos a um tipo especial de medicina ou de médico. Os efeitos placebo são globalmente idênticos em relação ao que existe entre um medico e o seu paciente, seja qual foi a terapêutica utilizada.

Se a eficácia da homeopatia só estivesse ligada a uma consulta mais longa, e a maneira de receitar do medico poderíamos objetar seguramente o argumento seguinte: então por que razão os médicos alopatas não otimizam, com tão poucos custos, o seu próprio efeito placebo?

Para além disso, os médicos que praticam a alopatia estão tão convencidos da eficácia de todos os seus tratamentos como os médicos homeopatas.

Um único estudo suficientemente falante prova-o. Por ocasião da chegada de um “medicamento milagroso” contra a asma. um medico alopata submeteu uma das suas pacientes a um teste rigoroso.

Sempre que tinha um crise de asma, dava à sua paciente, com conhecimento da causa, umas vezes o medicamento, outras vezes o placebo. Obteve êxitos sempre que administrava o medicamento, e fracassos quando dava o placebo.

Quando levou os seus resultados ao laboratório farmacêutico, disseram-lhe, com grande
surpresa sua, que lhe tinham sempre enviado o placebo.

A sugestão inconsciente do médico, a tua convicção na eficácia do tratamento tinham sido o suficiente para aliviar as crises de asma da sua paciente.

É inegável que o efeito placebo tem uma importância considerável na relação entre o médico e o doente. 0 medicamento representa a ligação entre o doente e o médico. Seja qual for a sua atividade, tem um efeito placebo ligado ao ato médico.

O doente vai ver um médico para se curar, o medicamento simboliza a senha que permite passar da doença para a cura.

O próprio ato médico representa a esperança de cura para o doente é por isso que medicamentar não é indispensável para curar ou para acalmar fortemente um doente.

Quando uma dor intensa perto do peito o perseguiu durante várias noites, obrigando-o a marcar uma consulta para finalmente, revelar-se como uma banal dor intercostal, o alívio que resulta daí é imediato e diminui pelo menos para metade a dor que sentia. E isto. quer vá consultar um médico generalista homeopata ou não, a sensação de bem-estar é a mesma.

Através destes poucos factos e reflexões, entendemos que o efeito placebo é inerente a qualquer ato médico, e que não e dissociável deste ultimo, seja qual for a terapêutica utilizada.

Não podemos atacar a homeopatia sobre o terreno para argumentar contra a sua ineficácia, porque o efeito placebo é o mesmo em alopatia. Se nos responderem o contrário, isso subentende que os homeopatas são melhores médicos do que os seus colegas alopatas, o que é lisonjeador mas sem fundamento.

Se neste capitulo falámos, várias vezes, da alopatia. foi antes de mais para provar que o efeito placebo é inerente a qualquer terapêutica, incluindo alopatia e homeopatia.

A propósito disso é característica a atitude da indústria farmacêutica alopática que dá cores aos comprimidos desde que verificou que as suas atividades terapêuticas eram bastante melhores com este artificio.

As cápsulas verdes seriam mais eficazes do que as vermelhas ou amarelas os ansiosos, por exemplo Mas devemos censura-los por isso? Seja como for, é uma critica que não pode ser feita aos medicamentos homeopáticos!

Originally posted 2014-03-24 11:23:22.

prisao de ventre na gravidez - Tratamento de pequenos males da gravidez Parte III

Tratamento de pequenos males da gravidez Parte III

Dores nas costas

As dores nas costas são muito frequentes durante a gravidez. Pode acontecer logo ao princípio mas, no geral, aprecem durante o 2º e 3º trimestres.

Estas dores são a consequência do aumento de peso ocasionando pela gravidez: complicam-se por vezes com ciáticas.
Uma ginástica quotidiana é um excelente meio preventivo.

A homeopatia e a acupuntura são muito eficazes nestas indicações; para além disso, evitam recorrer aos anti-inflamatórios.
Não se esqueça de se deitar muitas vezes, sobretudo no fim da gravidez: repousa-a, acalma as contrações, alivia as dores dorsais e melhora as perturbações venosas.

Comichão

Aparece a meio da gravidez e necessita de uma consulta ao médico a fim de eliminar, evita também, a possibilidade de uma afeção cutânea, uma hepatite viral ou um cálculo biliar.

Na maioria das vezes, apenas se trata de um prurido da gravidez que desaparece no parto.
Para prevenir a comichão, vista roupas exteriores e interiores de algodão, e evite a lã e materiais sintéticos.

Enquanto não for à consulta, tente:

  • Caladium seguinum 5CH, se a comichão predominar na vulva e provocar por vezes uma excitação sexual.
  • Coffea cruda 5CH, na mesma indicação, nas mulheres muito emotivas e com insónias.
  • Staphysagria 7CH, se a comichão mudar e lugar, ou seja, logo que a coçadela a aliviar num sítio, o prurido recomeça noutro. Também convém nos pruridos vulvares excitabilidade genital nas mulheres que respondem bem.

Posologia (para todos os medicamentos): 2 grânulos 3 vezes por dia.

Prevenção pré-natal

Muitas mulheres grávidas preocupadas com a saúde do seu futuro filho desejam um tratamento que atenue as predisposição familiares.

Esta preocupação, embora legitima, necessita de consulta medica, porque o seu médico homeopata deve tomar em consideração o seu terreno a fim de elaborar um tratamento especifico tendo em conta o melhor possível estas situações.

Por exemplo, se você ou o futuro pai forem alérgico, receitara durante a gravidez medicamentos tais como Sulfur ou Psornum.

Originally posted 2014-03-31 09:25:27.

Dor de cabeça - Cefaleias

Cefaleias

A cefaleia, ou dor de cabeça, é um sintoma banal que emotiva muitas vezes uma consulta médica. A homeopatia, sozinha ou em associação com tratamento clássicos, permite espaçar a frequência das dores, diminuir a sua intensidade encarregando-se globalmente do paciente que sofre destas ores com frequência.

Diagnóstico

O diagnóstico das cefaleias nunca é evidente para o médico durante a primeira consulta de intensidade da dor, o seu carácter habitual, o seu aparecimento brutal, são sinais de alarme que devem alertá-lo e levá-lo a consultar um médio imediatamente.

De facto, estes sinais podem conduzir a uma urgência neurológica (tumor, infeção meníngea) ou vascular (hemorragia meníngea ou hipertensão arterial) ou a uma banal dor de cabeça. Apenas o médico poderá concluir da urgência e da gravidade dos sintomas. Vá consulta-lo à mais pequena inquietude de apreensão.

  • A cefaleia banal é a mais frequente: é uma dor de cabeça surda, difusa, que aparece espontaneamente ou é desencadeada por um acontecimento que não é habitual.
  • A cefaleia quotidiana crónica — cefaleia de tensão crónica, segundo a nomenclatura internacional — é uma forma de dor de cabeça que persegue o doente à anos. A dor lancinante, quase permanente, manifesta-se através de sensações de incómodo, de peso na cabeça, de torno, de capacete, de faixa, de aperto. Embora o mecanismo destas cefaleias seja mal conhecido, pensamos que combina fatores psicológicos (stress, cansaço, contrariedade, nostalgia, ou depressão) e musculares. De fator, as tensões psicológicas criariam tensões musculares na origem de does nos pontos de inserção dos tendões e dos músculos do rosto e da nuca.
  • A cefaleia de tensão episódica, também ligada ao stress da vida, é uma dor de cabeça menos frequente, menos contínua do que a cefaleia quotidiana crónica. As dores assemelham-se às precedentes, visto que atacam a cabeça inteira, e manifestam-se através de sensações de pressão, aperto, peso na cabeça. Por vezes, atribuímos ao stress psicológico uma origem física. Assim, uma má posição no trabalho pode criar tensões musculares nas costas e na nuca. Estas cefaleias devem ser rapidamente tratadas para não se tornarem crónicas. Não têm o carácter de dor pulsátil que encontramos nas enxaquecas, ver o artigo sobre as enxaquecas. Segundo um estudo de grande envergadura realizado na população dinamarquesa (Rasmussen, 1995), 66% das cefaleias primárias (sem causa conhecida) seriam provocadas pelas cefaleias de tensão episódicas.

Tratamento

Cefaleia Banal

Não há mais simples e mais anódino do que um comprimido de aspirina ou de paracetamol se a dor de cabeça aparecer raramente e sem qualquer razão aparente. Em contrapartida, pode ficar mais aliviado com um tratamento homeopático se foi desencadeada por circunstancias anteriormente identificadas.

Aparece a seguir a excessos alimentares

Os medicamentos indicados a seguir a excessos alimentares são:

  • habitualmente: Antimonium crudum, Nux vomica. Ipeca;
  • nas pessoas que comem muito: Aloe, Antimonium crudum, Sulfur;
  • nos hepáticos: Juglans regia. Lycopodium clavatum, Taraxacum;
  • a seguir a abuso de excitantes: Nux vomica, Selenium, Sulfur, Zincum metallicum.

Originally posted 2014-04-01 08:46:21.