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Há mais de duzentos anos que a homeopatia existe mas mantém-se sempre na atualidade.

Regularmente, provoca paixões e excessos, na maioria das vezes por ignorância. Os doentes simpatizam facilmente com a homeopatia mas afogam-na na constelação das pretensas “medicinas suaves” na moda.

Os médicos que não recorrem à homeopatia sentem-se forçados – função obriga – a emitir sobre ela opiniões e juízos, na maioria das vezes intuitivos, por vezes arbitrários mas quase sempre pouco judiciosos.

Quanto aos próprios médicos homeopatas, não é raro que, considerando-a simultaneamente como uma medicina e uma terapêutica, a transformem em doutrina, senão em dogma.

Assim, esta terapêutica utilizada por mais de 36% dos franceses e receitada por aproximadamente 10% dos médicos generalistas é das mais mal conhecidas.

É definida como um “método terapêutico que consiste em tratar os doentes através de remédios (em doses infinitesimais obtidas por diluição) capazes, em doses mais elevadas, de produzir no homem são sintomas semelhantes aos da doença a combater”. Esta definição, embora incompleta, tem o mérito de ser clara, e coloca imediatamente a homeopatia no número das terapêuticas.

Este site tem por objetivo fornecer-lhe uma aproximação teórica e sobretudo prática da homeopatia. Teórica, porque lhe ensina as origens da homeopatia, permite-lhe não ignorar que a sua descoberta resulta de um procedimento científico lógico e não do fruto do acaso, e ajuda-o a compreender melhor a aproximação do doente pelo médico homeopata.

Prática, porque este guia permitirá a cada um familiarizar-se com a prática da homeopatia, utilizá-la em primeira intenção nas doenças benignas e informar-se do seu interesse como terapêutica complementar nas doenças mais graves ou crónicas.

Neste site, as doenças são definidas, as regras de higiene pormenorizadas assim como as advertências e outros conselhos terapêuticos.

Assim, poderá verificar que a homeopatia fornece à terapêutica dita “moderna” os meios para estender o seu campo de ação, mas também para respeitar o homem, tomar em consideração o conjunto das suas reações individuais face à doença e considerá-lo na sua integralidade.

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