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O médico homeopata não possui as virtudes todas, e o seu humanismo não é superior ao do seu colega alopata! O conjunto destes clínicos, destes homens, possui a mesma sensibilidade; o seu objetivo consiste em ajudar e curar as pessoas que sofrem, o que não é, na nossa opinião, um apanágio unicamente do médico homeopata. Todos deveriam estar unidos face à doença.

Um bom médico não usa etiqueta; não é nem homeopata nem alopata. É antes de mais um humanista que possui sólidos conhecimentos médicos e científicos. Será talvez esta qualidade que muitos doentes pensam encontrar mais nos médicos homeopatas, porque a sua auscultação é reputada mais atenta e as suas consultas demoram mais tempo.

Quais são as informações de que dispõe?

Para além disso, devemos refletir sobre a natureza da Informação dada aos terapeutas pet«los peritos médicos. Um artigo recente”, publicado numa revista médica, observava que as publicações médicas eram tantas que os clínicos não tinham a possibilidade material de se informarem corretamente e não podiam “ir buscar a fonte o conjunto das informações úteis para uma prática médica optimal.”

Por isso, criou-se um jornal independente com o objetivo de sintetizar o conjunto dos artigos de uma área publicados em toda a imprensa médica internacional. Ora, apercebemo-nos, por um lado, de que os peritos avaliam e comentam diferentemente os resultados obtidos e, por outro, que estes estudos não permitam justificar ou propor uma prática médica clara numa doença.

Isto ilustra as dificuldades em codificar uma arte que queremos fazer passar por uma ciência, e esclarece sobre os erros dos poderes públicos que tentam obter um controlo médico dos tratamentos. Porque, embora se baseie sobre dados científicos, a maneira de receitar do médico ainda é dominada pelo empirismo e pela experiência clínica.

Isto é universalmente reconhecido. A terapêutica depende não só dos conhecimentos científicos comuns, mas também, por entre numerosos outros fatores, da cultura do doente e do médico. O médico pode justificar racionalmente – o que nem sempre quer dizer cientificamente – a sua prática quotidiana. Os discursos a propósito da sua experiência profissional, das suas verificações, das suas variações, dos progressos do seu exercício, dos seus conhecimentos, das suas competências não são mensuráveis e, se o médico apenas se baseasse unicamente em dados científicos validos, só muito raramente passaria receitas.

Assim, a ciência quantificável, mensurável, objetiva, exata está paradoxalmente na base dos progressos da mediana que, contudo, se mantém por essência uma arte inquantificável, incerta, subjetiva. É também o paradoxo de qualquer médico, principalmente do médico homeopata.

O doente, quanto a ele, não se considera o objeto do culto da ciência, prefere ser o homem que a arte médica cura.

Originally posted 2014-03-21 16:15:59.

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