placebo

Quando a actividade da homeopatia não é reconhecida cientificamente no tratamento de uma doença específica, pode colocar-se um problema ético. O médico é responsável, e compete-lhe a ele avaliar o interesse desta terapêutica. Bom senso e flexibilidade guiam a sua acção.

É característico o caso das anginas. Nesta afeção, na maioria das vezes viral, os médicos alopatas receitam regularmente antibióticos. Ora, estes últimos só atuam sobre as bactérias e não sobre o vírus e, por isso não têm, na maioria das vezes, qualquer eficácia contra esta doença.

No entanto, existe o risco que a angina seja provocada pela presença de uma bactéria na garganta, o estreptococo B hemolítico gerador de complicações cardíacas e reumatológicas. Se esta bactéria for localizada, a receita de antibióticos é imperativa. É por isso que uma análise da garganta – teoricamente sistemática e obrigatória – seria indispensável, a fim de determinar a utilidade. Na prática, isto faz-se pouco, e os antibióticos são, portanto, receitados sistematicamente, na maioria das vezes abusivamente.

Os médicos homeopatas fazem raramente eles próprios este exame, mas pedem no, ou imediatamente se o considerarem necessário, ou no caso de fracasso dos seus tratamentos. Reexaminam ou então modificam a sua receita em função dos resultados.

Por estas razões evidentes, os médicos homeopatas – na presença do estreptococo B hemolítico – receitarão antibióticos, pelo menos enquanto a homeopatia não tiver mostrado cientificamente a prova da sua eficácia nesta indicação.

Originally posted 2014-03-24 14:41:51.

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