homeopatia

Exemplo 1: Tem febre

Faça a si próprio perguntas simples, reflita, observe-se:
Qual é a origem deste aumento de temperatura?
Acabou de cortar o cabelo? Saiu pouco agasalhado? Esteve em contado com um doente?
Tem sede?
Ou seja, mais do que de costume. Se apresentar um biberão ao seu bebé, observe-o, recusa-o ou bebe-o com avidez?

Se tiver sede, e se transpirou, pense na Belladonna: se não tiver suores, oriente-se antes para Aconrtum napellus

Se não tiver sede e se não transpirar, pense em Apis mellifica se estiver mais ou menos em forma, e em Gelsemium sempervirens se estiver a tremer e completamente exausto no fundo da sua cama. Se tiver pouca sede e for invadido por transpiração e arrepios, pense em Pulsatilla.

Exemplo 2: dói-lhe a barriga

Porquê?
Talvez tenha festejado o seu aniversário; é desagradável, sobretudo se tem de recomeçar a mesma coisa no dia seguinte com amigos. A origem da dor de barriga vem do fado de ter comido muito.

Para Lembrar

  • Os sinais característicos da doença são os mesmos para todos os doentes.

Uma angina é uma inflamação aguda da faringe, secundária a uma infeção viral ou bacteriana. Os sinais, comuns a todos os doentes, são: dores na faringe ao engolir, irritação frequente nos ouvidos, amígdalas vermelhas ou com pontos brancos, a presença habitual de febre.

Estes sinais permitem-lhe saber que tem uma angina mas não lhe permitem tratar-se em homeopatia.
Para se tratar através da homeopatia, tem de tomar em consideração os seus sinais
pessoais de reação à doença.

Assim, poderá verificar se a sua angina se manifesta:

  •  pelo seu modo ou circunstâncias de aparecimento: brutal ou não, a seguir a ter apanhado frio ou uma corrente de ar por exemplo;
  •  pela natureza da dor: queimadura, picada, guinada;
  •  pela sua localização: lado direito, esquerdo ou os dois;
  •  pelas suas irradiações ou não na direção dos ouvidos por exemplo;
  •  pelo seu ritmo horário quotidiano;
  •  pelos seus sinais de acompanhamento, febre ou não;
  •  pelas suas modalidades que correspondem a variações, reações individuais em função de condições diversas e precisas. São primordiais para a descoberta do medicamento. Por exemplo, na angina:
  •  as melhoras ou a agravação da dor quando engole, ou quando bebe quente ou frio;
  • as características da febre que a acompanha: ausência de sede e de transpiração; o ardor e as picadas no fundo da garganta que melhoram com bebidas frias e pioram com bebidas quentes, vão fazer-lhe pensar em Apis mellifica.

Há dois medicamentos que são habituais: Nux vomica e Antimonium crudum

Como escolher?

É simples, observe a sua língua: está completamente branca? É Antimonium crudum. Apenas a parte de trás da língua está branca? É Nux vomica. Mais raramente, a sua língua está limpa e tem náuseas, então é Ipeca.

O meu conselho:

Nas doenças crónicas ou nas perturbações antigas, aconselho o leitor a consultar o seu médico.

Enquanto isso, pode ler neste livro a parte sobre as indicações clínicas que o informará sobre o interesse da homeopatia nas perturbações de que sofre e orientá-lo-á para alguns medicamentos que o aliviarão temporariamente enquanto não vai a uma consulta.

Compreendeu bem. através dos dois exemplos precedentes, que a escolha do medicamento homeopático depende simultaneamente:

  • dos sinais da doença.
  • e dos sinais pessoais de reação do doente à doença.

Tome nota de que aquilo que parece complicado em teoria é simples na prática. Agora que já selecionou o medicamento que lhe parece mais apropriado, tem de optar por doses ou por grânulos, assim como por uma diluição.

Originally posted 2014-03-26 11:03:13.

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