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O dialogo com o paciente – e não o interrogatório, termo, na minha opinião, mais jurídico do que médico – começa pela escuta dos pacientes que vem exprimir a inquietação que lhes causa o aparecimento de perturbações que não são habituais: são os sinais funcionais.

Para o doente, é o motivo da consulta. O paciente, variavelmente ansioso, procura ser tranquilizado e apaziguado desde o principio da conversa; é por isso que o médico o deixa falar, evita interrompe-lo muitas vezes, mas lambem o dirige habilmente e lenta aliviar a sua ansiedade. Por vezes, as suas revelações orientam rapidamente o medico para o diagnóstico.

“O que é que o médico pergunta ao seu paciente?”

O médico separa as informações fornecidas pelo paciente, precisa a história da doença, ou seja, as suas circunstâncias de aparecimento, de melhoras ou de agravação, a sua evolução, e a topografia das perturbações.

A seguir, procura os antecedentes pessoais e familiares do doente, ou seja as doenças para as quais o sujeito tem predisposição, ou pelas afeções dos seus ascendentes ou colaterais – tais como a hipertensão arterial, algumas doenças cardiovasculares ou metabólicas, alguns cancros (digestivo, mama, tiroide) -, ou pela sua própria vida: antecedentes cirúrgicos, alérgicos, infecciosos (tuberculose, hepatite viral, doenças sexualmente transmissíveis, cancros, sida), ginecológicos, etc, tratamento com medicamentos especiais, vacinações (sobretudo BCG, ROR).

Originally posted 2014-03-26 09:35:50.

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