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Deve ser sempre subtil, ou seja, não deve sugerir a resposta do doente a fim de obter sintomas objetivos.

É por isso que dedicaremos uma importância especial às revelações espontâneas do paciente. As informações serão recolhidas através de perguntas, ditas “com respostas abertas”, dando uma escolha sem a influenciar.

Assim, para conhecer as preferências alimentares de um sujeito, as perguntas “Gosta de sal? de açúcar? ou de pimenta?” só podem provocar uma resposta positiva ou negativa “Sim. gosto de sal”. “Sim, gosto de pimenta”, ‘Sim, gosto de açúcar” Isto não informa realmente sobre as preferências. Se insistirmos, convence mo-lo: “Prefere o sal?” “Euh…sirn”.

Se perguntarmos: “Quais são as suas preferências alimentares: salgado, doce, picante?”, o paciente é obrigado a dar a sua escolha e não é influenciado. Mesmo nestes casos, as respostas podem depender da cultura e da etnia tudo o que é doce tem a preferência dos Ocidentais e principalmente das crianças, ao passo que tudo o que é picante tem a preferência dos habitantes de África do Norte ou da índia ou do Paquistão.

O médico, que toma isso em consideração, valorizará mais ou menos estes elementos. O diálogo, assim conduzido, permite pôr em evidência os sinais homeopáticos e ordená-los.

O médico homeopata privilegia, claro, os sintomas que apareceram ou se modificaram durante a doença, assim como os sinais etiológicos, ou seja, os sinais que foram considerados estarem na origem da doença.

A importância dos sinais homeopáticos é um pouco diferente conforme a doença for aguda ou crónica, psíquica ou somática.

O interrogatório, conduzido até ao fim, permite pressentir fortemente o diagnóstico da doença a terapêutica homeopática apropriada. O exame clínico completo, muitas vezes decisivo, confirmará ou informará estes primeiros dados.

Originally posted 2014-03-26 09:42:19.

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