A organoterapia define-se pela utilização terapêutica de órgãos de animais sãos, no estado bruto ou sob a forma de extrato. Sumariamente, damos ao doente extratos de fígado para curar as doenças hepáticas. Esta técnica foi criada e desenvolvida principalmente por Fortier-Bernoville, um medico homeopata de renome.

Estes medicamentos, diluídos e dinamizados, apresentam-se sob a forma de grânulos, e são receitados segundo a lei da similitude, tal como os medicamentos homeopáticos. No entanto, contrariamente as aparências esta técnica é totalmente diferente da homeopatia embora estes remédios tenham passado por um modo de preparação idêntico ao dos medicamentos homeopáticos.

De facto, falta um elo indispensável à atividade do medicamento homeopático a experimentação no sujeito são ou patogenesia.

Esta última é indissociável da definição da homeopatia. Um medicamento só se toma homeopático quando desenvolveu – no indivíduo de boa saúde e sensível – um conjunto de sintomas que é suscetível de curar no sujeito doente, é uma noção fundamental, muitas vezes esquecida na definição da homeopatia. Do mesmo modo, a similitude dos sintomas também está ausente.

Um dos medicamentos clássicos da organoterapia é a Thyroidea, a tiroide. Este último é utilizado nas perturbações funcionais da tiroide, ou seja, nos maus funcionamentos da tiroide pré-existentes às modificações da percentagem de hormonas tiroidianas no sangue. Os tratamentos não são cobertos pela Segurança Social e por isso não são reembolsados.

Originally posted 2014-03-21 15:16:39.

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