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Para a maioria, esta noção designa as fracas doses dos medicamentos homeopáticos; para os detractores da homeopatia, constitui o argumento principal de não validade da homeopatia. De facto, a infinitesimalidade é um termo obsoleto e inadequado; para além disso, é uma noção ultrapassada que, classicamente, se aplica às matemáticas e não à farmacologia. As investigações actuais fazem pensar que é mais judicioso adoptar a expressão – que se tomou vulgar no mundo homeopático – de altas diluições.

Substituir o termo de ‘infinitesimalidade” por ‘aftas diluições’ conduz-nos directamente na direcção do medicamento homeopático cujo modo de preparação é essencial a sua actividade e a da homeopatia

A noção de infinitesimalidade

Em 1790,  Hahnemann experimentava, segundo o princípio de similitude, os medicamentos em doses sub-tóxicas. As curas aconteciam depois de uma agravação passageira.
Portanto, diminuiu as doses: foi a descoberta da infinitesimalidade e do modo de preparação especifico do medicamento homeopático.

O medicamento homeopático é obtido através de diluições sucessivas da substância do inicio. Estas diluições são tão importantes que até ultrapassam o limite teórico de presença molecular (número de Avogadro superior a 10^23), limite simbólico e físico para além do qual a probabilidade de presença de uma molécula é quase nula. A cada etapa das diluições tem lugar uma agitação vigorosa dos frascos chamada “dinamização”.

O número de Avogadro discutido?

“Se nos colocarmos do ponto de vista molecular… 22,4 litros contêm o número de
Avogadro (6,023×10^23). O número de moléculas em jogo no corpo humano andaria assim
à volta de 10^80. Se quiséssemos representar através de um diagrama a configuração do
movimento destas moléculas, precisaríamos de um espaço com dimensões duas vezes
10^80 pelo menos… É bastante grande!

E o materialista convencido, no geral, faz apelo grosso modo às propriedades da matéria, visto que pensamos conhecê-las. quando não as conhecemos! Esquecemo-nos demasiado facilmente: a razão de ser das propriedades da matéria mantém-se um enigma. Os sábios não têm por hábito confessarem a sua ignorância!”

Este modo de preparação de um medicamento é especial porque resulta simultaneamente de uma acção química (inerente a qualquer substância), de uma actividade física (a dinamização) e provavelmente da interacção entre o solvente (álcool, ou água, no qual a substância é colocada no principio da preparação) e da substância.

É por isso que não podemos dar a nossa opinião apoiando-nos unicamente – como na farmacologia clássica – na presença ou não de moléculas, sem tomar em consideração estes outros parâmetros. Seria esquecer os principais fundamentos da homeopatia e o modo de preparação dos seus medicamentos. Para mais pormenores, consulte o capítulo sobre os medicamentos ‘Como é que são feitos?”.

Estudos publicados em revistas científicas internacionais mostraram a actividade das altas diluições. A partir daí, o problema consiste em compreender e conhecer a natureza do suporte material da informação que transmite o medicamento homeopático. Por entre o, ou melhor, os modos de acção, uma das hipóteses actuais seria a transmissão de uma informação de natureza biofísica como parecem mostrar os últimos trabalhos efectuados em ressonância magnética nuclear.

Originally posted 2014-03-20 12:57:06.

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