A confusão entre esta terapêutica e as medicinas ditas “suaves” é tal que nos parece essencial incluir algumas precisões. A título anedótico, a consulta do índice do léxico da Encyclopedia Universalis – obra de referência se por acaso for uma – mostra a amplitude desta falta de reconhecimento. Esta obra – que supostamente responde às perguntas que o leitor se põe, e serve de referência para obter a informação que procura – envia-o para o termo “mesoterapia” a propósito da homeopatia, quando estas duas disciplinas são extremamente diferentes, tal como poderão verificá-lo.
Este mal-entendido também se encontra tanto no meio médico como no grande público Assim, este capítulo vai permitir-lhe compreender melhor a especificidade da homeopatia graças a uma primeira aproximação que contribuirá para eliminar as ideias erradas que a cercam e fazer refletir os céticos.

Aree d’intervento - A Naturopatia

A Naturopatia

A naturopatia não é uma disciplina médica, nem paramédica. Alguns naturopatas prodigalizam conselhos alimentares inadaptados, por vezes na origem de carências vitamínicas ou outras.

Em França, não é necessário nenhum diploma nem estudos oficiais reconhecidos para praticar esta disciplina. Os naturopatas não têm nem a formação nem a competência para fazerem um diagnóstico médico. Portanto, aqueles que não têm consciência disso, são perigosos e podem retardar a utilização de um tratamento médico eficaz no caso de doenças graves ou de indicações cirúrgicas.

Alguns naturopatas mantém a confusão receitando misturas das diversas terapêuticas já citadas, principalmente tudo o que pode ser vendido sem receita médica ou encontrado como complemento alimentar na secção de dietética Estas “receitas” contêm no geral:

  • Tratamentos homeopáticos pouco coerentes e vão até ao ponto de proporem dezenas de medicamentos sob a forma de preparação;
  • Preparações fitoterapêuticas;
  • Oligoelementos e vitaminas assim como toda a espécie de micronutrimentos

 

O meu conselho:

Se procura conselhos alimentares precisos, dirija-se a um médico nutricionista ou a um especialista em dietética. Se sofre de uma doença grave, faça confiança ao seu médico e informe-o das iniciativas que deseja tomar.

Originally posted 2014-03-21 15:30:17.

curare bambini omeopatia - Um tratamento homeopático será longo e complexo?

Um tratamento homeopático será longo e complexo?

No geral, não. De facto, tudo depende da doença para a qual o tratam. Se a doença for cronica, grave e difícil de tratar, o tratamento pode ser incómodo, tanto mais que se associa muitas vezes a um tratamento alopático.

  • Nas doenças crónicas, os medicamentos só devem ser tomados ao levantar e ao deitar é muito raro que haja indicações para que os medicamentos sejam tomados antes do almoço a do jantar Por vezes, o medico recomenda uma dose suplementar hebdomadária.

Normalmente, o tratamento explicado claramente é fácil de fazer.

  • Nas doenças agudas – anginas, gripe. dores de barriga, diarreia, etc. -. o tratamento é tão curto corno em alopatia. É necessário tomar os medicamentos mais vazes nos dois ou três primeiros dias de manhã, ao meio-dia, à noite, a meio da manhã e da tarde. A seguir passa a ser de três vezes por dia. As doenças benignas não necessitam de uma manutenção e domicilio, tais como as rinofaringites, a necessidade de tomar medicamentos com frequência pode constituir um incomodo para a observância do tratamento, principalmente com as crianças pequenas que já frequentam a escola, Noutros casos, as crianças doentes ficam em casa.

“A utilização regular de grânulos homeopáticos nas crianças não correra o risco de provocar cáries?”

Não, nas adoeças agudas normalmente menos de oito dias. Nas doenças cronicas para as quais os tratamentos são mais longos, tomar grânulos também não provoca cáries. No geral, aconselho a tomar os grânulos meia hora antes do deitar, ou antes do jantar se o doente não tomar outros medicamentos nesta altura.

Originally posted 2014-03-24 12:21:40.

placebo - O efeito placebo ou a relação médico-doente

O efeito placebo ou a relação médico-doente

Recentemente ainda, uma consulta mais longa no medico homeopata, um auscultação melhor deste ultimo, um seguimento global o individuo foram muitas vezes elemento invocados pelo detratores e pelos partidários da homeopatia para explicar a sua suposta ou real atividade.

Os primeiros atribuindo a sua real atividade ao próprio medicamento cuja receito receita toma também em consideração destes elementos.

De facto, o problema não esta ai, porque não pensamos que estes elementos seja específicos a um tipo especial de medicina ou de médico. Os efeitos placebo são globalmente idênticos em relação ao que existe entre um medico e o seu paciente, seja qual foi a terapêutica utilizada.

Se a eficácia da homeopatia só estivesse ligada a uma consulta mais longa, e a maneira de receitar do medico poderíamos objetar seguramente o argumento seguinte: então por que razão os médicos alopatas não otimizam, com tão poucos custos, o seu próprio efeito placebo?

Para além disso, os médicos que praticam a alopatia estão tão convencidos da eficácia de todos os seus tratamentos como os médicos homeopatas.

Um único estudo suficientemente falante prova-o. Por ocasião da chegada de um “medicamento milagroso” contra a asma. um medico alopata submeteu uma das suas pacientes a um teste rigoroso.

Sempre que tinha um crise de asma, dava à sua paciente, com conhecimento da causa, umas vezes o medicamento, outras vezes o placebo. Obteve êxitos sempre que administrava o medicamento, e fracassos quando dava o placebo.

Quando levou os seus resultados ao laboratório farmacêutico, disseram-lhe, com grande
surpresa sua, que lhe tinham sempre enviado o placebo.

A sugestão inconsciente do médico, a tua convicção na eficácia do tratamento tinham sido o suficiente para aliviar as crises de asma da sua paciente.

É inegável que o efeito placebo tem uma importância considerável na relação entre o médico e o doente. 0 medicamento representa a ligação entre o doente e o médico. Seja qual for a sua atividade, tem um efeito placebo ligado ao ato médico.

O doente vai ver um médico para se curar, o medicamento simboliza a senha que permite passar da doença para a cura.

O próprio ato médico representa a esperança de cura para o doente é por isso que medicamentar não é indispensável para curar ou para acalmar fortemente um doente.

Quando uma dor intensa perto do peito o perseguiu durante várias noites, obrigando-o a marcar uma consulta para finalmente, revelar-se como uma banal dor intercostal, o alívio que resulta daí é imediato e diminui pelo menos para metade a dor que sentia. E isto. quer vá consultar um médico generalista homeopata ou não, a sensação de bem-estar é a mesma.

Através destes poucos factos e reflexões, entendemos que o efeito placebo é inerente a qualquer ato médico, e que não e dissociável deste ultimo, seja qual for a terapêutica utilizada.

Não podemos atacar a homeopatia sobre o terreno para argumentar contra a sua ineficácia, porque o efeito placebo é o mesmo em alopatia. Se nos responderem o contrário, isso subentende que os homeopatas são melhores médicos do que os seus colegas alopatas, o que é lisonjeador mas sem fundamento.

Se neste capitulo falámos, várias vezes, da alopatia. foi antes de mais para provar que o efeito placebo é inerente a qualquer terapêutica, incluindo alopatia e homeopatia.

A propósito disso é característica a atitude da indústria farmacêutica alopática que dá cores aos comprimidos desde que verificou que as suas atividades terapêuticas eram bastante melhores com este artificio.

As cápsulas verdes seriam mais eficazes do que as vermelhas ou amarelas os ansiosos, por exemplo Mas devemos censura-los por isso? Seja como for, é uma critica que não pode ser feita aos medicamentos homeopáticos!

Originally posted 2014-03-24 11:23:22.

caderno especial homeo opt - Durante um tratamento, os sintomas podem agravar-se?

Durante um tratamento, os sintomas podem agravar-se?

No geral, não há agravamento no inicio de um tratamento homeopático. Passageiramente, em circunstancias especiais ou com certas pessoas, podem produzir-se manifestações sentidas pelo doente como agravamentos.

Na realidade, traduzem reações exacerbadas do organismo ao tratamento. Portanto, a prudência é obrigatória nas doenças com um grande poder reacional, tal como a asma, porque podem suscitar reações violentas se o tratamento for mal feito.

Do mesmo modo, a utilização imprecisa da alguns medicamentos pode provocar replicações nas infeções que aparecem nas cavidades fechadas, tal como a cavidade sinuosa.

Algumas vezes, se o doente for muito sensível ao medicamento homeopático, os sintomas são agravados temporariamente e, por vezes, outros sintomas dos quais o doente não tinha falado ao medico desaparecem.

Se for este o seu caso, é porque “responde bem” ou é um “tipo sensível”. Fale nisso ao seu médico que adaptará a posologia.

Algumas vezes, os doentes continuam irrefletidamente um tratamento homeopático porque lhe alivia as dores. É um erro que é preciso evitar, porque a continuação intempestiva de um tratamento pode provocar uma reativação dos sintomas e por vezes, nos sujeitos mais sensíveis, desenvolver uma patogenesia, ou seja, os mesmos sinais de doença que aqueles que o medicamento poderia curar.

Ora uma das grandes regras da homeopatia consiste em espaçar as doses dos medicamentos a tomar à medida que a doença regride. Não continue ou não renove o seu tratamento sem a opinião do seu médico.

Originally posted 2014-03-24 11:56:05.

lirio3 - A homeopatia poderá ser utilizada em prevençao das hepatites?

A homeopatia poderá ser utilizada em prevençao das hepatites?

O exemplo típico e o da hepatite B ou C crónica ativa. É uma doença que começa na maioria das vazes com sintomas banais, tais como uma gripe ou um grande cansaço mais ou menos prolongado. Este período inicial é, no geral, seguido por um longo período de estabilidade – quinze ou vinte anos – ou melhor de evolução insidiosa da doença durante a qual o doente não sente qualquer perturbação.

Depois a hepatite revela-se brutalmente através de uma cirrose ou de um cancro do fígado. Tomados durante decénios “para nada” e sentidos como tóxicos pelos doentes, os tratamentos são difíceis de aceitar.

No entanto, estes últimos, embora variavelmente eficazes, são indispensáveis. Nestas doenças, o tratamento homeopático não deve ser menosprezado, porque permite regularmente, em função do estado clínico do doente, uma redução das posologias alopáticas e/ou dos efeitos nefastos destas últimas.

A diminuição das doses pode ser até a supressão de um ou de vários medicamentos, de acordo, se possível, com o especialista que se ocupa do doente.

Originally posted 2014-03-24 13:17:21.