A confusão entre esta terapêutica e as medicinas ditas “suaves” é tal que nos parece essencial incluir algumas precisões. A título anedótico, a consulta do índice do léxico da Encyclopedia Universalis – obra de referência se por acaso for uma – mostra a amplitude desta falta de reconhecimento. Esta obra – que supostamente responde às perguntas que o leitor se põe, e serve de referência para obter a informação que procura – envia-o para o termo “mesoterapia” a propósito da homeopatia, quando estas duas disciplinas são extremamente diferentes, tal como poderão verificá-lo.
Este mal-entendido também se encontra tanto no meio médico como no grande público Assim, este capítulo vai permitir-lhe compreender melhor a especificidade da homeopatia graças a uma primeira aproximação que contribuirá para eliminar as ideias erradas que a cercam e fazer refletir os céticos.

Aree d’intervento - Podemos ser vacinados por homeopatia ou emagrecer com ela?

Podemos ser vacinados por homeopatia ou emagrecer com ela?

“Podemos ser vacinados por homeopatia”

Não, não podemos ser vacinados por homeopatia. A vacinação, no sentido pasteurizado do termo, supõe a produção de anticorpos depois da injeção de antígeno. Em contrapartida, existem tratamentos homeopáticos preventivos que evitam certas doenças, tal como a gripe por exemplo.

“A Homeopatia poderá fazer emagrecer?”

Não. a homeopatia não faz emagrecer. Alguns médicos fazendo-se passar por homeopatas aproveitam-se da confiança natural dos pacientes para receitarem sob a forma de cápsulas, medicamentos – perigosos no individuo são,

Na maioria das vezes à base de hormonas tiroidanas de diuréticos e de anfetaminas, estas substâncias provocavam respetivamente uma perda da massa muscular, uma desidratação e uma carência mineral e, para os últimos, uma dependência psíquica com depressão física e mental e uma astenia muito importante.

Felizmente, uma legislação relativamente recente proibiu a utilização destas substâncias em preparação magistral (sob a forma de cápsulas receitadas pelo médico). Apenas uma dieta ou, mais exatamente, uma mudança de hábitos alimentares, e um acompanhamento médico seno permitem obter um resultado.

Um tratamento homeopático personalizado, tratando as perturbações coexistentes com a obesidade proporciona um melhor conforto ao paciente e tem um efeito benéfico sobre a redução ponderal.

Originally posted 2014-03-24 12:05:37.

wp12b6bea4 - Os falsos limites da homeopatia

Os falsos limites da homeopatia

Os opositores da homeopatia querem muitas vezes limitar esta última ao papel de terapêutica de complemento nas doenças ditas “funcionais” para as quais não descobrimos qualquer perturbação física.

Um doente é qualificado de “funcional” quando um sofrimento ou uma queixa desmentem os exames clínicos e complementares (radiografias, exames biológicos ou outros) normais quando o objectivo contradiz o subjectivo. Um doente cansado ou esgotado cerebralmente. Sofrendo das costas ou do estômago, uma mulher ansiosa ou deprimida, enquadrem-se neste caso.

Os médicos clássicos ficam desprevenidos face a este tipo de pacientes que, no entanto, representam uma grande parte dos doentes de cidade. Sobretudo não objecte que são “falsos” ou “pequenos” doentes: a definição do estado de saúde da Organização Mundial da Saúde é clara: a saúde é “um estado de completo bem-estar físico: mental e social e que não consiste apenas num ausência de doença ou de enfermidade”

Os médicos homeopatas, através da especificidade da sua terapêutica, têm uma resposta melhor adaptada do que a da medicina clássica. Para além disso, muitos doentes que entram nesse enquadramento “funcional” são tratados e curados por esta terapêutica.

Esta eficácia é ainda mais notável quando estas pessoas recorreram, sem êxito, à medicina clássica e a tratamentos arbitrários à base de magnésio ou de ansiolíticos. Mesmo que os êxitos da homeopatia se limitassem apenas a esta área, seria ainda muito útil e evitaria fenómenos secundários ou dependências ligadas a esta ultima classe de medicamentos.

Para além disso não nos devemos esquecer de que as doenças funcionais de hoje fazem o leito das doenças orgânicas de amanhã.

Originally posted 2014-03-24 15:07:28.

mesoterapia 1 -

A partir de 1993, o método de preparação em frasco único, criado pelo conde Korsakov em 1832, ficou novamente disponível em Franca. Este modo de fabricação – embora utilizado vulgarmente no estrangeiro – foi durante muito tempo proibido em França porque era considerado demasiado impreciso pelo legislador.

Esta técnica permite obter o conjunto das diluições a partir da utilização de um frasco único que despejamos depois de cada diluição e dinamização.

Explicação: deitamos 1 gota da tintura-mãe da substância em 99 gotas de álcool, abanamos (dinamização) e obtemos assim a primeira korsakoviana ou 1K. Despejamos o conteúdo do frasco: fica nas paredes uma dose avaliada em 1% da 1K. Acrescentamos 99% de álcool, dinamizamos, obtemos a segunda korsakoviana, que já contém a 1K. Repetimos as operações até à obtenção da diluição desejada.

0 interesse desta técnica reside na presença do conjunto de diluições precedentes em cada tubo o que assegura uma eficácia optimal do medicamento. Assim. Belladonna 30K, Belladonna à 30ª korsakoviana, contém o conjunto das diluições anteriores, ou seja, aquelas que vão da 1K à 29K, contrariamente à Belladonna 4CH que só contém a 4 H e não a 1, a 2, a 3CH.

Seja qual for o método escolhido, é obtida uma solução depois de cada diluição e dinamização. A solução, pulverizada, vai impregnar pequenas esferas feitas de uma substância inerte89 de lactose e sacarose: os grânulos de 50mg ou os glóbulos de 5mg. Assim nasce o medicamento homeopático.

Correspondência teórica entre estes dois métodos

Diluições hahnemanianas

Diluições korsakovianas

5CH

30K

7CH

200K

9CH

5.000K

10CH

10.000K

 

De uma maneira geral, a posologia é definida, para os medicamentos homeopáticos, pela altura de diluições. Chamamos:

  • Baixas diluições, 4CH, 5CH, 7CH;
  • Medias diluições, 9 a 12CH
  • Altas diluições, 15CH a 30CH.

Quando toma Belladonna 4CH, utiliza uma baixa diluição, o que é frequente nas anginas por exemplo.

Originally posted 2014-03-25 10:11:03.

fundo02 - Os limite de compromisso da homeopatia

Os limite de compromisso da homeopatia

Nos doentes que sofrem de doenças graves

De uma maneira geral, nestas doenças, os pacientes têm um tratamento pesado, ou seja, relativamente tóxico e portanto dotado com efeitos secundários. Estes últimos levam muitos doentes a consultar o médico, a fim de, no melhor dos casos, limitarem os efeitos secundários, no pior, para pararem o tratamento.

A posição mais sensata consisto em convence-los a consolidarem este ultimo associando-lhe a homeopatia, mesmo quando esta atitude do “meio termo” é combatida por vezes por pacientes que estão convencidos de que a homeopatia pode fazer tudo sozinha, e querem abandonar definitivamente o seu tratamento clássico.

Nas pessoas sãs que sofrem de futuras doenças graves

A mediana atual permite, graças aos exames biológicos, descobrir doenças antes de o paciente sentir o mais pequeno sintoma. Esta benéfica medicina de prevenção deteta as doenças precocemente. Tem, no entanto, o “inconveniente” de “tomar” doentes pessoas que no entanto se sentiam bem de saúde, viste que não apresentavam qualquer sinal de sofrimento.

Este fenómeno toma-se ainda mais verdadeiro devido às terapêuticas utilizadas atualmente para tratar essas pessoas porque têm numerosos efeitos secundários que acentuam esta impressão fazendo-as entrar na doença.

Por vezes, em alguns desses futuros doentes, há um outro motivo de reticência que emana da sua incerteza quanto à eficácia do tratamento que lhe propõem, da sua convicção de nocividade, mas sobretudo da dificuldade para apreenderem os prazos longínquos das complicações da sua doença.

Por isso, naturalmente, têm tendência para pararem essas terapêuticas das quais não obtêm a eficácia imediata. É por isso que muitas vezes é necessária uma verdadeira negociação para os tomar lúcidos, responsáveis, e incitá-los a continuar o seu tratamento.

Originally posted 2014-03-24 13:11:20.

wp12b6bea4 - A Fitoterapia

A Fitoterapia

A fitoterapia utiliza as plantas medicinais para curar, até mesmo prevenir as doenças. Esta disciplina existe desde a noite dos tempos: foi desta maneira que os primeiros homens se trataram. Encontramos no Simpósio numerosas plantas que eram vulgarmente receitadas antes da chegada da indústria farmacêutica e das moléculas de síntese

A fitoterapia utiliza posologias clássicas, “alopáticas”, que se exprimem em gramas, em centigramas ou em miligramas. Estes medicamentos são tomados principalmente sob a forma de cápsulas tisanas, suspensões, extratos ou intractos, tinturas-mães. Assim, se consumir, com estas doses, a cavalinha, a sílica, o harpagophytum, a passiflora a valeriana, está a utilizar a fitoterapia e não a homeopatia. Duas especialidades que correspondem a maneiras especiais de tratar através das plantas resultam daí:

  • A aromaterapia é o tratamento das doenças através de aromas vegetais, e mais precisamente através de óleos essenciais. A essência das plantes á obtida, entre outros, através da destilação a vapor. A manipulação dos óleos essenciais é delicada e requer utilizadores experientes, porque, entre mãos incompetentes, os riscos de toxicidade são grandes principalmente na criança pequena. O eucalipto e a lavanda ou o alecrim em óleos essenciais são vulgarmente utilizados nas infecções pulmonares.
  • A geroterapia utiliza as macerações glicerinadas que resultam da ação dissolvente de uma mistura de glicerina e álcool sobre tecidos vegetais muito jovens, em pleno crescimento. Rosa canina, Ribes nigrum, Viscum álbum são algumas destas macerações glicerinadas mais conhecidas.

A fitoterapia constitui para muitos médicos homeopatas um complemento terapêutico
interessante.

Originally posted 2014-03-21 11:48:15.