remedio - As profissões paramédicas

As profissões paramédicas

As enfermeiras

As enfermeiras estão desde há muito tempo sensibilizadas à homeopatia ou devido à sua experiência pessoal ou através dos seus contactos com os doentes. De facto, são as primeiras a constatar os efeitos secundários, a inutilidade ou o abuso de alguns medicamentos alopáticos.

A sua curiosidade natural, o seu pragmatismo, a sua abertura de espírito levou-as muito naturalmente a questionarem-se sobre a terapêutica alopática e sobre a aproximação nova que constitui a homeopatia. Sempre muito próximas dos pacientes, aconselham-nos regularmente a completarem o seu tratamento e dirigem-nos para um médico homeopata. Para além disso, a enfermeira liberal magazine, cuja redactora-chefe e M.-F Guérel, publica regularmente artigos sobre esta disciplina.

Que se saiba, não há formação especifica para as enfermeiras.

As parteiras

As parteiras têm a possibilidade de receitarem medicamentos no enquadramento da sua atividade. Há duas escolas que propõem um curso específico:

  • Centro de estudo e de Documentação em homeopatia:
  • Instituto nacional homeopático francês

Os veterinários

Os veterinários seguem o mesmo curso que os médicos ou os farmacêuticos, mais um curso especifico. A prescrição homeopática é baseada principalmente sobre a constituição e a observação dos animais.

Contudo, algumas escolas veterinárias (Toulouse. Lião) desenvolvem um curso especifico. Aproximadamente 10% dos veterinários prescrevem a homeopatia regularmente.

Os farmacêuticos

As 23.000 farmácias de França distribuem teoricamente os medicamentos homeopáticos. No entanto, conforme a convicção dos farmacêuticos responsáveis, estas últimas estão mais ou menos abastecidas, daí um prazo de entrega médio de doze a vinte e quatro horas, que vai até aos três dias no pior dos casos.

Este prazo, tolerável nas afeções crónicas, pode ser prejudicial nas doenças agudas não só para o paciente, como também para o tratamento devido à evolução dos sintomas mas e às modificações terapêuticas que pode ocasionar. Felizmente, as numerosas farmácias “sirpatizantes” possuem a quase totalidade dos medicamentos de prescrição vulgar.

Quanto aos outros o prazo médio é respeitado na maioria das vezes, e é até mesmo mais curto, devido ao trabalho considerável dos laboratórios homeopáticos que tentam responder o melhor possível aos pedidos dos pacientes e dos médicos. Por outro lado, todos os farmacêuticos dispõem de uma reserva minima, imposta ou pela ética, ou pela legislação.

No curso universitário farmacêutico, uma informação teórica de dezoito horas e trabalhos práticos, em colaboração com a indústria farmacêutica homeopática, são dados aos estudantes.

A universidades de Lille e de Bordéus dão um curso facultativo de três anos, idêntico ao dos médicos.

As faculdades de Lille, de Limoges, de Lião, de Marselha, de Montpellier, de Estrasburgo, de Toulouse organizam um ciclo pós-universitário de um ano para os farmacêuticos que o desejarem. Todas as escolas homeopáticas privadas admitem os farmacêuticos que fizerem o pedido.

Originally posted 2014-03-24 16:30:33.

Samuel Hahnemann 3 - O Procedimento de Hanhemann

O Procedimento de Hanhemann

Estudos e reflexões

A seguir aos estudos de medicina efectuados em Leipzig. Hahnemann apresenta a sua tese de medicina em 1779 e instala-se em Hettstedt como medico, paralelamente às suas actividades de tradutor.

 

Poliglota, conhece o grego, o latim, o hebreu, o inglês, o francês, o húngaro, o romano, o russo: traduz numerosas obras médicas, científicas e literárias. Em 1777, com vinte a um anos, Hahnemann traduz uma obra de Nugent, Ensaio sobre hidrofobia descrevendo um método terapêutico contra-irritante que consiste em provocar espasmos violentos mas benignos com substâncias, a fim de curar os espasmos do doente.

 

Na sua tese de medicina intitulada Exame das causas e do tratamento das afecções espasmódicas ia começa a aparecer uma reflexão que conduzira Hahnemann, dezassete anos mais tarde, à terapêutica homeopática. Começa por mencionar o conceito de irritabilidade e de sensibilidade defendido por Haller.

 

Este último, vitalista, aluno de Boerhaave, coloca o problema da transmissão nervosa: distingue os nervos “irritáveis”, que se contraem sob a influência de um estímulo exterior, a os nervos sensíveis, não contrácteis, que transmitem as impressões da alma, as forças vitais.

Na sua tese, cita Whytt que sustém que a energia da arma e os nervos comandam todos os movimentos, voluntários e involuntários. Hahnemann ordena as afecções espasmódicas segundo a classificação de referência das doenças de Boissier de Sauvages que tenta ligar os sintomas a uma doença específica. Hahnemann propõe para além disso uma classificação nosológica de referência das doenças. Menciona Storck que experimenta substâncias tóxicas com um objectivo terapêutico.

 

Um médico diferente dos outros.

A seguir, Hahnemann assinala-se rapidamente no mundo médico pelo seu espírito contestatário, porque denuncia, no Método para tratar cuidadosamente as fendas antigas e as úlceras pútridas, a falta de rigor no procedimento de diagnóstico, a incoerência e o perigo dos tratamentos que são propostos.

Contrariamente à prática da sua época em que os tratamentos eram muito numerosos, apenas elogia a utilização de alguns medicamentos. Propõe este procedimento para tentar tomar a terapêutica mais coerente a evitar interacções medicamentosas desconhecidas.

Evidencia, sob a influência provável de Franck – fundador da higiene moderna -, a higiene de vida, o modo alimentar, o exercício físico e o ar puro. Também propõe a utilização de banhos frios com o objectivo terapêutico.

Este método é vivamente contestado pela corporação médica, porque Hahnemann recusa os tratamentos tóxicos da sua época. Avança ideias revolucionárias que são naquela altura a higiene, a hidroterapia da vis medicatrix naturae, a acção médica da natureza. Hahnemann já é um adepta da medicina experimental; ele; “A medicina não deve afastar-se de um passo da esfera das experiencias e das observações puras, se quiser evitar cair no nada e no charlatanismo.”

Originally posted 2014-03-20 16:53:38.

A Homeopatia e o doente

Embora a homeopatia seja utilizada por 36 % dos franceses, existem muitas zonas escuras quanto à sua destinação e às suas indicações Vamos tentar esclarece-las.

“A quem se destina a homeopatia?”

A terapêutica homeopática convém a todas as idades e a todos os indivíduos – bebés, pessoas de idade, mulheres grávidas, diabéticas – ou em primeira intenção, ou em complemento de um tratamento.

  • Para os bebés, antes dos seis meses, é aconselhado derreter os grânulos num restode biberão a fim de termos a certeza de que o bebé engole o conteúdo todo. Depoisdesta idade, os grânulos podem ser postos, um ou dois, diretamente na boca; depoisde um tempo de surpresa exprimido através de um “beicinho” dubitativo, o bebé habituar-se-á muito facilmente.
  • Do mesmo modo. o tratamento homeopático não tem perigo para as mulheres grávidas, e constitui muitas vezes uma medicina de primeira intenção. As outras terapêuticas são sempre delicadas de utilizar durante este estado especial, porque podem ter uma repercussão significativa sobre a mãe e sobre o feto. Por conseguinte, os ginecologistas enviam-nos regularmente as suas parturientes. ou seja, as mulheres grávidas, que apresentem perturbações para as quais a terapêutica alopática poderia constituirum risco.
  • Para as pessoas de idade, devido ao abrandamento do seu metabolismo e dacronicidade das suas doenças, a homeopatia é um tratamento de opção. Utilizada sozinha ou em complemento, a homeopatia permite reduzir as terapêuticas alopáticas,lutar indiretamente contra os seus efeitos secundários, e proporciona bem-estar e conforto ao doente de idade.
  • Nos diabéticos, a composição em lactose e em sacarose dos grânulos homeopáticosnão constitui uma contra-indicação para a sua utilização. Pelo contrário, muitas vezes,a adjunção de um tratamento homeopático permite um equilíbrio melhor da doença, euma redução dos tratamentos com um objetivo antidiabético.

Originally posted 2014-03-24 11:42:14.

homeopatia e1395316408127 - As diferentes formas do medicamento homeopático

As diferentes formas do medicamento homeopático

O medicamento homeopático tem uma forma original, o granulo e o glóbulo, que não encontramos em nenhum outro medicamento alopático.

Os tubos-granulo e as doses-glóbulos

Tal como já foi mencionado, os grânulos são pequenas esferas de lactose e de sacarose de 50mg; os glóbulos, forma farmacêutica criada por Léon Vannier em 1934, pesam 5mg e são aproximadamente de vezes mais pequenos do que os grânulos.

Estas duas formas tem funções diferentes:

O tubo-granulo

A dose-glóbulos

Utilização

Quotidiana

Raramente quotidiana. Muitas vezes hebdomadária ou mensal

Quantidade

Dois, três ou cinco

O tubo inteiro de uma só vez

 

As outras formas medicamentosas

São vulgarmente utilizadas em homeopatia duas outras formas:

  • A forma gota, para a utilização direta das tinturas-mães
  • A trituração, que corresponde às formas pós.

Também existem diversos modelos mais raramente utilizados: as ampolas bebíveis, as ampolas injetáveis, os comprimidos, as pomadas, os supositórios.
O médico também pode compor uma preparação dita “magistral” a partir de vários medicamentos homeopáticos, e “criar” um medicamento melhor adaptado ao seu caso.

Originally posted 2014-03-25 11:10:32.

1dandelion3 - De que são feitos?

De que são feitos?

Os medicamentos homeopáticos soo provenientes principalmente, tal como acabamos de ver, de todos os reinos da natureza: animal, vegetal ou mineral

As substâncias vegetais

As substancias vegetais, as plantas, as mais numerosas, aproximadamente 1 500 estão na origem doe medicamentos homeopáticos.

A legislação impõe a apanha de plantas frescas {com as suas raízes), de manha cedo, no seu habitat natural. De preferência selvagens, estes vegetais devem ter crescido o máximo possível ao abrigo da poluição, ou seja, sem a utilização de adubos químicos, pesticidas, herbicidas, fungicidas, inseticidas. As plantas cujo habitat está afastado dos laboratórios homeopáticos são transporta- das secas.

Conforme os medicamentos, utilizamos tudo ou uma parte da planta, sendo a base uma tintura-mãe que provem da maceração desta última em álcool.

As substancias de origem animal

Tem por origem:

  • Um animal inteiro, tal como a abelha ou a formiga vermelha
  • Uma parte ou uma secreção intestinal de cachalote; ou Vípera, a víbora, cujo veneno é utilizado no medicamento homeopático.
  • Microrganismos derivados do bacilo tuberculoso Aviaire, Tuberculinum ou TK, Tuberculinum residuum ou TR; VAB o BCG, provenientes de bactéria patogênicas retiradas do homem ou do animal, Anthracinum, lisado de fígados de coelhos aos quais foi inoculado o carvão; Luesinum, serosidade do cancro primitivo sifilítico retirada antes de qualquer tratamento. Estes medicamentos provenientes desta área são chamados bioterápicos (antigamente nósodos). São fornecidos aos laboratórios homeopáticos pelo Instituto Pasteur ou Mérieux. Os mais conhecidos são Influenzinum, preparado a partir da vacina anti gripe e utilizado na prevenção da gripe, e colibacilinum, que é um lisado de várias bases de colibacilos, muito útil na prevenção das infecções urinárias a repetição.

Para os animais, também aqui a base é uma tintura-mãe, o veiculo é o álcool, ao passo que, no geral, os venenos ou os microrganismos são eles próprios a base e o veiculo da lactose.

As substancias de origem mineral

As bases de origem mineral provem:

  • De corpos naturais tal como o sal de mar, ou o calcário da concha de ostra, a sílica ou o petróleo.
  • De corpos compostos definidos pelo seu modo de preparação: é o caso de Causticum, mistura de cal e de bissulfato de potássio, ou de Hepar sulfur, mistura de calcário de ostra e de flor de enxofre purificado.

Classificamos nesta categoria substancias puramente químicas, tais com o enxofre, o Sulfur, o iodo, Iodum.

As substancias de outras origens

Colocamos neste grupo não só os bioterápicos que acabamos de descrever, como também uma classe especial destes últimos, os isoterápicos. São derivados de substancias:

  • que provem do próprio doente: o sangue, as fezes, as urinas, os escarros;
  • transportados pelo doente: por exemplo uma substancia alérgica, pólen ou pelos de gato, que desencadeia sistematicamente a doença neste doente.

Também aqui, são as substancias que constituem diretamente as bases dos medicamentos homeopáticos.

Originally posted 2014-03-25 10:57:28.