Homeopatia para adelgazar 2 - A noção de globalidade

A noção de globalidade

A noção de globalidade, ou noção de doença alargada ao homem, é um conceito médico homeopático que alarga a noção de doença ao homem que sofre, e integra-a no seu procedimento terapêutico, tal como o veremos no capítulo sobre o terreno

Esta noção deriva logicamente da relação de similitude que tenta fazer coincidir os sinais que apresenta o doente com os sinais do ou dos medicamentos. 0 Estudo dos sintomas da doença e das reacções patológicas individuais é indispensável para encontrar o medicamento homeopático.

Esta investigação global tem por objectivo a receita porque a homeopatia é mais um tratamento do homem doente, do que da doença É por isso que a noção de globalidade está directamente ligada à noção do terreno e, portanto, intervém tanto nas doenças agudas como crónicas, embora, para as primeiras, a sua pesquisa seja menos desenvolvida.

A noção de globalidade junta-se paradoxalmente â noção de individualidade e de carácter único do ser humano, sujeito que faz a unanimidade dos especialistas em genética.

A homeopatia permite tomar em consideração e concretizar, pelo seu lado terapêutico, esta aproximação teórica.

A globalidade, portanto o estudo para cada doente do conjunto dos sintomas, permite, a partir de uma síntese destes últimos, determinar a escolha do medicamento.
Engloba:

  • os sinais actuais da doença e as reacções próprias da pessoa a esta última;
  • os sinais anteriores, a evolução, o ritmo, as circunstâncias de melhoras ou de agravação da doença;
  • O terreno, ou seja, o modo de reacção geral do individuo face à doença;
  • A constituição do sujeito do qual veremos o valor relativo que é necessário conceder-lhe

Tudo isto pode parecer-lhe pelo momento um pouco abstracto, mas vamos ver, nos capítulos seguintes, as consequências práticas desta noção de globalidade.

A globalidade toma em consideração a pessoa inteira. O que tem três consequências:

  • A noção de doença è diferente em homeopatia, visto que presume que qualquer doença local impeça reacções gerais do organismo. Esta terapêutica opõe-se á separação entre os sinais clássicos da doença e os sinais gerais da reacção individual. O quadro nosológico – ou seja –  o conjunto das doenças ou de formas da uma única doença, provocadas pelo mesmo agente patogénico (vírus, bactéria ou outra) – da doença é assim ultrapassado; a globalidade permite abordar globalmente “a função humana perturbada”. Portanto, o medicamento homeopático não pode ser integrado no medicamento clássico.

 

  • Daquilo que acabámos de dizer, concebemos que a globalização da doença seja um
    escolho à realização de testes clínicos clássicos, porque os protocolos utilizados, adaptados ao método alopático, não Integram o conjunto dos sintomas da doença. Mas veremos que, apesar deste desfavor, a realização de testes terapêuticos, num enquadramento que resta a definir, é indispensável ao desenvolvimento da terapêutica homeopática.
    • Finalmente, a globalidade necessita, nos casos difíceis e nos tratamentos de terreno, de uma capacidade de síntese que só um médico que pratica quotidianamente a homeopatia pode adquirir. Assim, para encontrarmos o medicamento homeopático, Hahnemann recomendava que “se desse importância aos sintomas objectivos e subjectivos característicos, aos mais espantosos, aos mais originais, aos mais desusados e aos mais pessoais”.

Originally posted 2014-03-20 13:17:55.

acupuntura - Quais sao os principios da acupunctura?

Quais sao os principios da acupunctura?

A lógica do raciocínio — filosófica ao princípio — é-nos familiar, visto que nos apercebemos de que se baseava num sistema binário (o zero e o um), a antepassado dos nossos computadores, o yin e o yang que estão na origem da reflexão. São complementares e opostos: o yin representa o princípio feminino, a lua, a noite, a noção de vacuidade, a matéria: o yang, o princípio masculino, o sol, a noção de plenitude, a energia.

Sobre estes dois conceitos está também baseada a doença: falamos de excesso ou de insuficiência de yin ou de yang, de matéria ou de energia, de um órgão ou de uma função.

Corrigimos estas perturbações utilizando a lei dos cinco elementos: o Fogo gera a Terra e domina o Metal, a Terra gera o Metal e domina a Água, o Metal gera a Agua e domina a Madeira, a Agua gera a Madeira e domina o Fogo, a Madeira gera o Fogo e domina a Terra.
A cada elemento estão ligados meridianos que percorrem a pele e que podemos imaginar como uma rede elétrica que atravessa o corpo. O acupuntor seria o eletricista que repararia os curto-circuitos.

As suas ferramentas, as agulhas e as moxas, serviriam para corrigir o excesso ou insuficiência de energia verificados, “tonificando” ou “dispersando” os meridianos. Estes últimos estão ligados a uma função ou a um órgão. Os pontos de acupunctura são zonas de entrada favoráveis no circuito dos meridianos.

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De facto, verificámos, ao nível da pele, que apenas estes sítios apresentavam uma diferença de potencial (uma pequena corrente elétrica). O meridiano que conhece provavelmente é o do coração, redescoberto pelos cardiologistas. Deste modo, durante um enfarte ou uma angina de peito, a dor cardíaca propaga-se até à face interna do braço e continua no dedo mindinho, seguindo assim o trajeto exato descrito pelos chineses nas doenças do meridiano do coração há mais de trás mil anos.

Não iremos mas longe nas nossas explicações, porque já compreendeu que esta mediana é bem diferente da homeopatia.

No entanto, alguns tentaram estabelecer relações entre pontos de acupuntura e medicamentos homeopáticos: chamamos-lhes os “pontos de Weihe”. Por exemplo, à Arnica Montana corresponderia o 14° ponto do estômago, situado grosseiramente sob o maio da clavícula direita; os dois são utilizados a seguir a traumatismos; golpes, quedas.

 

“Por que razão alguns médicos associam nos seus tratamentos a homeopatia e a acupuntura?”

A acupuntura também desenvolveu uma noção de terreno – diferente da noção de terreno da homeopatia e da oligoterapia – que alguns tentaram aproximar da homeopatia. Isto compreende- se, porque à priori estas duas terapêuticas são energéticas, e portanto respondem provavelmente — por mais surpreendente que possa parecer! — a mecanismos físicos principalmente. É uma das razões pela qual muitos médicos homeopatas associam a acupuntura à sua atividade terapêutica. Para além disso, estas duas terapêuticas completam-se bem e criam, na prática medica, uma sinergia.

 

 

 

 

 

 

Originally posted 2014-03-21 14:55:13.

homeopathbottles - Primeira Impressão Parte I

Primeira Impressão Parte I

A “imagem” que o paciente lhe envia constitui a primeira aproximação global do medico. Esta ultima, essencialmente visual, fornece elementos de orientação baseados na sua observação.
Assim, algumas obras concedem muita importância ao aspeto físico e descrevem muitas vezes, nesta etapa, caricaturas que, na nossa opinião, desvalorizam a pratica da homeopatia e transformam-na em terapêutica de salão.

“A aparência física de um Individuo terá um sentido?”

Algumas obras só consideram o aspeto físico e atribuem a todas as mulheres louras com
olhos azuis as características de Pulsatilla, e as de Sepia ou lodum a todas as morenas com olhos negros e com a pele mate.

Do mesmo modo, o trajo é valorizado: todas as mulheres Sepia vestem-se de preto ou de castanho, e as mulheres Platina só vestem roupa extravagante, multicolor, e joias que brilham por todo o lado.
Estas descrições feitas ao principio do século ainda persistem.

A propósito disso, haverá mais línguas que poderiam facilmente afirmar que Sepia conviria maioritariamente às mulheres de África do Norte, e Pulsatilla às mulheres de origem germânica ou escandinava. E o que dizer dos africanos e dos asiáticos! A derivação racial pode facilmente aparecer.

Estas descrições que agradam ao publico fazem em parte o êxito da homeopatia. No entanto estes retratos realmente encontrados na pratica devem ser postos no seu lugar, no ultimo, porque
a prescrição do medicamento homeopático só depende dos sinais homeopáticos.

Basear-se nestes quadros para a prescrição só conduz ao fracasso, faz pensar que a homeopatia e uma terapêutica fácil, e contribuiu para dar uma ideia errada. Estas descrições caricaturais fazem parte do folclore, do carnaval homeopático.

“A morfologia a o temperamento de um individuo terão um interesse para o médico homeopata?”

Embora não autorizem a prescrição homeopática, mais interessantes são aquelas a que verdadeiramente da observação do homem doente, e não da sua fachada.

Hahnemann nunca as descreveu; datam do final do século XIX, época reinante da fisiognomonia (ou estudo do carácter e do temperamento de um individuo segundo os traços e a conformação geral do seu rosto), da classificação, da quantificação e da medida.

As constituições foram desertas primeiro por Grauvogl, depois retomadas por Antoine Nebel, Lèon Vannier e Henri Bernard (escola de Bordéus), que descreveram constituições especiais, as quais corresponderiam portanto a morfologias e a temperamentos característicos, predisporiam para patologias, e orientaram para certos medicamentos.

Assim, foram representados carbónicos, fosfóricos, sulfúricos (por Henri Bernard), fluóricos:

  • os carbónicos seriam de temperamento linfático, brevilíneos, ou seja, pequenos e atarracados, e com predisposição para as doenças da nutrição, para a artrose e para arteriosclerose;
  • os fosfóricos seriam nervosos a fatigáveis, longilíneos, portanto altos mas curvados, e com tendência para o emagrecimento e para as doenças anergizantes;
  • entre os dois, os sulfúricos ou normolíneos seriam “normais” física e psiquicamente; e no extremo da “normalidade” estariam os fluóricos que apresentariam perturbações nervosas o físicas nos arretes do patológico.

Estas constituições são modelos de teorização de doentes e de doenças, que dependem simultaneamente da cultura de uma sociedade e do dogmatismo médico de uma época. Portanto, não podem ser universais, visto que a pretensa normalidade do homem dependeria destes dois fatores.

Para alem disso, a constituiçao do adulto é quase invariavel no tempo. O tamanho, o temperamento, as predisposições mórbidas de um sujeito não podem – felizmente- ser modificadas, nem mesmo moduladas por um tratamento qualquer e, para alem disso, preexistiam às patogenesias, ou seja, ou seja, às experimentações medicamentosas homeopáticas. Mesmo as prováveis manipulações genéticas futuras – esperamo-lo – terão pouco impacto sobre uma situação realizada.

Por outro lado, estas constituições descrevem sujeitos de boa saúde – não doentes – apresentando predisposições mórbidas que conselhos de higiene de vida podem prevenir ou retardar. A utilização de uma terapêutica, neste caso. é de um interesse limitado em relação às regras de higiene.

Para além disso. estes retratos, ausentes da medicina moderna, também deveriam desaparecer da homeopatia.
Apenas o modo reacional do individuo tem um carácter universal: é a razão pela qual apenas os sinais homeopáticos são sinais de prescrição, e é também por isso que as classificações emergiram a fim de tentar facilitá-la.

Originally posted 2014-03-26 09:22:13.

url - Os Unicistas

Os Unicistas

Os unicistas recomendam a utilização de um só medicamento que cobre o conjunto dos sinto- mas da doença, quer seja aguda ou crónica.

Hahnemann utilizou este método, entre outros, não só porque tinha a possibilidade de rever com frequência os doentes e portanto mudar muitas vezes os tratamentos em função da evolução do seu estado (o que já não é possível hoje), mas também porque as numerosas experimentações que efetuou necessitavam deste modo de prescrição.

Este procedimento, ideal no absoluto, supõe que o médico tem a certeza de que prescreveu o
verdadeiro medicamento do doente, que segue com regularidade as variações da doença a fim de mudar o medicamento logo que os sintomas se modificam (o que supõe conhecer a duração de ação dos medicamentos utilizados).

Existe um unicismo a que chamaremos “pragmático”, largamente difundido nos países anglosaxôes, porque os médicos têm a possibilidade de seguirem de perto os seus doentes e modificarem os seus tratamentos em consequência. O unicismo pragmático é utilizado pelos pluralistas quando um único medicamento sobressai verdadeiramente, por vezes nas doenças agudas, mais raramente nas doenças crónicas.

Opõe-se ao unicismo ideológico que consiste em dar um medicamento de três ou de seis em seis meses, e esperar os efeitos do tratamento; e. no extremo, tratar todas as doenças, mesmo as mais graves, unicamente através da homeopatia.

Este unicismo mostrou os seus limites nos Estados Unidos, porque, no inicio do século XX, sob a influência de um homeopata de renome, James Tyler Kent, esta técnica, largamente utilizada, quase provocou o desaparecimento da homeopatia neste país.

Este sistema elitista, que se considera o sistema da “verdadeira homeopatia”, está destinado ao fracasso mais ou menos a longo prazo, porque não responde às realidades da medicina moderna.

Originally posted 2014-03-26 10:34:42.

Conheca a terapia floral2 - O que são as diateses?

O que são as diateses?

Traduzem um modo de defesa do organismo.

Exprimem-se através de um modo reacional geral que corresponde a reações específicas do organismo a agressões diversas.
Estas agressões diversas, chamadas “fatores etiológicos” ou “circunstanciais” são as causas que desencadeiam este modo reacional geral.

Estes modos reacionais gerais “colam”, na maioria das vezes, com os relatos dos doentes. As descrições dos seus sintomas entram muito bem nestes moldes

As diáteses ou os modos reacionais gerais são “quadros de espera”, para os quais é ilusório querer procurar, no estado atual dos nossos conhecimentos, uma origem qualquer ou causa comum.

Originally posted 2014-03-25 11:39:40.