National Doctors Day 2011 freecomputerdesktopwallpaper 1280 - Terreno ou "Resultado de Consulta"

Terreno ou “Resultado de Consulta”

A formação inicial é a mesma para todos os médicos: o estudo da ciências fundamentais, da semiologia, do diagnóstico e da terapêutica.

A investigação e a descoberta dos sinais clínicos são
um dos objetivos primeiros da consulta médica.
Estes últimos, para o médico generalista, servem para evocar a doença, para orientar o diagnostico, para prescrever eventuais exames complementares e receitar uma terapêutica; para o médico homeopata, estes sinais, bem estudados e completados, são também necessários para encontrar o medicamento.

O objetivo do generalista tal como do homeopata é portanto o mesmo, mais o interesse terapêutico.
Os exames complementares, embora muitas vezes evidenciados pelos doentes e por alguns clínicos, dependem do procedimento do medico, da conduta do exame clínico, ou seja, do interrogatório e do exame físico do doente.

Quanto mais rigoroso for este último, mais os exames complementares serão precisos e orientados e, expecto nos casos difíceis de medicina interna, o diagnóstico efetuar-se-á relativamente depressa.

O fosso que separa a medicina de cidade da mediana hospitalar é antes de mais caracterizado pelas poucas doenças que entram em quadros nosológicos precisos, ou seja, definidas pela presença de caracteres distintivos que permitem individualizá-las. É por isso que atualmente os médicos generalistas preferem falar de “resultado de consulta” em vez de diagnóstico.

Porque o generalista, homeopata ou não, raramente chega a uma doença que pode corresponder a um quadro nosológico preciso, a uma situação médica característica, a um “conjunto conhecido”. Na maioria das vezes, faz um diagnóstico sintomático, que traduz uma queixa funcional que não pode sobrepor-se num “conjunto conhecido”.

Salientamos já que não se trata de incompetência – pelo contrario, visto que o generalista é tomado numa ótica de medicina hospitalo-universitária, reputada pela precisão dos seus diagnósticos nosológicos -, mas da realidade do doente, porque os pacientes que vão à consulta na cidade têm patologias (doenças) imprecisas.

No hospital, “uma dor de barriga’ é muitas vezes reveladora de um conjunto conhecido, como um cancro ou uma apendicite, ao passo que o mesmo sintoma, na cidade, reflete na maioria das vezes uma indigestão ou um inchaço passageiro que será um “resultado de consulta”.

Isso é lógico porque o médico generalista só enviará o doente para o hospital se apresentar sintomas que possam entrar num “conjunto conhecido”. Para além disso, essa doença orgânica ou que entra num quadro nosológico preciso tem um trunfo formidável é cientifica, e a mediana, de arte toma-se ciência.

Nas anginas, a presença de um germe revelado pelo antibiograma permite receitar o antibiótico adaptado: é a ciência do médico; enquanto que a colite espasmódica pode ser tratada de diversas maneiras é a arte do médico. Mas arte e ciência são indissociáveis.

Este “resultado de consulta” – que não corresponde a nenhuma doença conhecida, mas que já
rio é um simples smtoma – é o exercício habitual do médico generalista que. ao criar esta noção sente intuitivamente a necessidade de alargar o sintoma ao homem.

Todavia, a raridade – na prática quotidiana – de doenças orgânicas ou que entram num quadro nosológico preciso também não deve lazer pretender que o generalista só trata doenças funcionais, e desconhece as outras.

Seria esquecer a sua formação e não se lembrar de que a história mostrou que as doenças funcionais atuais são as afeções orgânicas de amanhã.

Tal é, assim, o principal campo de ação do generalista, homeopata ou não. É uma situação de facto sem relação com os limites da homeopatia, mas ligada à ausência de médicos homeopatas nos hospitais – devido a uma resistência passiva dos nossos colegas alopatas e de um curso universitario que não o permite -, dai um conhecimento limitado da eficácia dos tratamentos homeopáticos nas patologias hospitalares uma avaliação clínica da homeopatia quase impossível.

Para os clássicos, “a queixa que não pode sobrepor-se num conjunto conhecido” é o primeiro passo na direção da noção de terreno homeopático. Porque, justamente, esta queixa decalca-s perfeitamente sobre os conhecimentos especiais dos terrenos, que os médicos homeopatas adquiriram graças à observação especial dos doentes e à experiência clínica.

Assim, a homeopatia dá, no tempo e no espaço, uma visão longitudinal do doente e da sua doença e não uma visão transversal, pontual, restritiva. A sua sorte é integrar este procedimento no seu concerto e na sua terapêutica.

Originally posted 2014-03-25 15:09:59.

placebo - O efeito placebo ou a relação médico-doente

O efeito placebo ou a relação médico-doente

Recentemente ainda, uma consulta mais longa no medico homeopata, um auscultação melhor deste ultimo, um seguimento global o individuo foram muitas vezes elemento invocados pelo detratores e pelos partidários da homeopatia para explicar a sua suposta ou real atividade.

Os primeiros atribuindo a sua real atividade ao próprio medicamento cuja receito receita toma também em consideração destes elementos.

De facto, o problema não esta ai, porque não pensamos que estes elementos seja específicos a um tipo especial de medicina ou de médico. Os efeitos placebo são globalmente idênticos em relação ao que existe entre um medico e o seu paciente, seja qual foi a terapêutica utilizada.

Se a eficácia da homeopatia só estivesse ligada a uma consulta mais longa, e a maneira de receitar do medico poderíamos objetar seguramente o argumento seguinte: então por que razão os médicos alopatas não otimizam, com tão poucos custos, o seu próprio efeito placebo?

Para além disso, os médicos que praticam a alopatia estão tão convencidos da eficácia de todos os seus tratamentos como os médicos homeopatas.

Um único estudo suficientemente falante prova-o. Por ocasião da chegada de um “medicamento milagroso” contra a asma. um medico alopata submeteu uma das suas pacientes a um teste rigoroso.

Sempre que tinha um crise de asma, dava à sua paciente, com conhecimento da causa, umas vezes o medicamento, outras vezes o placebo. Obteve êxitos sempre que administrava o medicamento, e fracassos quando dava o placebo.

Quando levou os seus resultados ao laboratório farmacêutico, disseram-lhe, com grande
surpresa sua, que lhe tinham sempre enviado o placebo.

A sugestão inconsciente do médico, a tua convicção na eficácia do tratamento tinham sido o suficiente para aliviar as crises de asma da sua paciente.

É inegável que o efeito placebo tem uma importância considerável na relação entre o médico e o doente. 0 medicamento representa a ligação entre o doente e o médico. Seja qual for a sua atividade, tem um efeito placebo ligado ao ato médico.

O doente vai ver um médico para se curar, o medicamento simboliza a senha que permite passar da doença para a cura.

O próprio ato médico representa a esperança de cura para o doente é por isso que medicamentar não é indispensável para curar ou para acalmar fortemente um doente.

Quando uma dor intensa perto do peito o perseguiu durante várias noites, obrigando-o a marcar uma consulta para finalmente, revelar-se como uma banal dor intercostal, o alívio que resulta daí é imediato e diminui pelo menos para metade a dor que sentia. E isto. quer vá consultar um médico generalista homeopata ou não, a sensação de bem-estar é a mesma.

Através destes poucos factos e reflexões, entendemos que o efeito placebo é inerente a qualquer ato médico, e que não e dissociável deste ultimo, seja qual for a terapêutica utilizada.

Não podemos atacar a homeopatia sobre o terreno para argumentar contra a sua ineficácia, porque o efeito placebo é o mesmo em alopatia. Se nos responderem o contrário, isso subentende que os homeopatas são melhores médicos do que os seus colegas alopatas, o que é lisonjeador mas sem fundamento.

Se neste capitulo falámos, várias vezes, da alopatia. foi antes de mais para provar que o efeito placebo é inerente a qualquer terapêutica, incluindo alopatia e homeopatia.

A propósito disso é característica a atitude da indústria farmacêutica alopática que dá cores aos comprimidos desde que verificou que as suas atividades terapêuticas eram bastante melhores com este artificio.

As cápsulas verdes seriam mais eficazes do que as vermelhas ou amarelas os ansiosos, por exemplo Mas devemos censura-los por isso? Seja como for, é uma critica que não pode ser feita aos medicamentos homeopáticos!

Originally posted 2014-03-24 11:23:22.

Hahnemann - Primeiro enunciado da similitude de Hahnemann

Primeiro enunciado da similitude de Hahnemann

Primeiro enunciado do princípio de similitude por Hahnemann

“Não é em virtude de uma opinião preconcebida nem por amor pela singularidade que me decidi em favor de doses tão fracas […]. Consegui-o depois de experiências e de observações Hahnemann.

 

“Através da combinação das substâncias mais amargas e mais adstringentes, podemos obter uma mistura que, em pequenas doses, possui qualidades muito maiores do que a casca, e no entanto nunca resultará de uma tal mistura um especifico da febre. [É uma questão á qual o autor deveria ter respondido.

Este principio faltando-nos ainda algo para explicar a acção da casca, não poderá ser encontrado muito facilmente], mas devemos reflectir no que se segue. As substâncias que provocam uma febre forte (o café muito forte, a pimenta, a arnica, a fava Santo Inácio, o arsénico) aniquilam os tipos de febres intermitentes.

Para experiência, tomei durante alguns dias, duas vezes por dia, de cada vez quatro dracmas de bom china; primeiro, os meus pés. a ponta dos meus dedos, etc. arrefeceram, sentia-me cansado e sonolento, depôs o meu coração começou a bater, o meu pulso tomou-se duro e rápido, uma ansiedade insuportável, tremores (mas não arrepios), um cansaço de lodos os membros: depois batidelas dentro da cabeça, uma vermelhidão na cara, sede, ou seja, todos os sintomas habituais que conheço da febre intermitente apareceram uns a seguir aos outros, sem, no entanto, sentir verdadeiros arrepios de febre.

Resumindo: os sintomas habituais principalmente característicos para mim por ocasião de febres intermitentes, o adormecimento dos sentidos, uma espécie de rijeza das articulações, mas também principalmente a sensação surda e desagradável que parece ter o seu centro no periósteo de todos os ossos do corpo – apareceram lodos.

Este paroxismo durava de duas a três horas de cada vez e recomeçava sempre que eu tomava a dose. senão não se passava nada Parei, e recuperei a saúde.

Originally posted 2014-03-21 09:42:35.

banner2 - A Origem da Homeopatia

A Origem da Homeopatia

A referência de Hahnemann o fundador da homeopatia foi o célebre médico grego Hipócrates. Hipócrates, filho de uma família aristocrática, contemporâneo de Sócrates e de Platão, era descendente de uma longa linhagem de médicos, detentora de um saber médico transmitido oralmente de pai para filho. Nascido em 460 a. C., Estabeleceu-se na ilha de Cos.

 

A sua originalidade e a sua notoriedade atravessaram os séculos porque foi o primeiro a abordar metodicamente a doença, recusando qualquer intervenção mágica, divina ou demoníaca. Numa época em que os médicos passavam pelas piores dificuldades para reconhecerem e para avaliarem a evolução das doenças, Hipócrates propôs-lhes abordar os problemas da doença com coerência e indicou-lhes um método rigoroso e racional de observação.

 

A sua reputação está principalmente ligada à sua prática médica e à sua pedagogia. A obra que iniciou, o Corpus hippocraticum, a Colecção hipocrática, influenciou o pensamento médico durante maia dos vinte séculos. Com umas sessenta obras, os autores, desembaraçando-se de qualquer pensamento religioso ou mágico, tentaram elaborar uma medicina racional que permitisse determinar a causa, a natureza e o prognóstico das doenças.

 

Para além disso, editaram as primeiras regras éticas da medicina, sob a forma do célebre juramento de Hipócrates, que todos os médicos ainda hoje fazem antes da obtenção do seu doutoramento. O pensamento de Hipócrates repousa sobre uma preocupação permanente de observação da doença, do doente a da tudo o que o rodeia, por tudo o que é possível experimentar através dos sentidos.

 

A sua obra aborda todas as áreas que dizem respeito a este sujeito. Assim, estuda o estado de saúdo, a doença, os estados intermédios, a fisiognomonia, o estado mental, e até mesmo a nosologia Toma em consideração os factores climáticos locais, a geografia do local, o modo alimentar, a dietética. Distingue especificamente as doenças das mulheres, reflecte sobre a prática médica da sua época e sobre a ética que daí resulta.

O pragmatismo de Hipócrates

  • O médico deve ter lido e aprendido, deve ter sido formado por mestres.
  • O médico deve conhecer o corpo humano, a sua anatomia, a sua fisiologia
  •  O interrogatório e o exame do doente são fundamentais.
  •  O tratamento deve ser adaptado a cada doente em função da sua doença, da sua
    idade, da sua constituição, do momento do ano e do clima.
  •  Conforme a natureza da doença, pode ser tratado pelos contrários {o quente pelo trio),
    ou por fenómenos similares (o quente pelo quente).
  • Condena os ignorantes que, ao pretenderem tratar, são mais perigosos do que eficazes; erige em princípio fundamental: “NÂO PREJUDICAR O DOENTE”.
  • O exame do doente, os conhecimentos e a experiência do médico são os únicos elementos que devem guiar a decisão deste último.

 

Ensina ao clínico a examinar o doente, a notar o que mudou em relação ao seu estado habitual,
a hierarquizar a sintomatologia, e prática, por preocupação de notoriedade, a arte divinatória, tentando predizer a evolução e o prognóstico da doença. Tudo isto é resumido de uma maneira muito clara no Livro I das Epidemias. “É necessário dizer os antecedentes da doença, conhecer o estado presente, predizer os acontecimentos futuros, exercer-se sobre estes objectos; ter, nos doentes, duas coisas em vista: ser útil ou pelo menos não prejudicar. A arte decompõe-se em três termos: a doença, o doente, o médico. 0 Médico é o cura (o servo) da arte; é necessário que o doente ajude o médico a combater a doença.

 

Esta notável capacidade de observação dos doentes e das doenças permitiu numa época em
que se ignorava quase tudo da anatomia, da fisiologia, a descoberta da epilepsia, da enxaqueca
oftálmica, da tuberculose vertebral, dos abcessos, do centro das perturbações paralíticas dos membros, etc., descobertas espantosas e excepcionais para a época Hipócrates ensina ao terapeuta que cada doente reage de uma maneira individual à doença.

 

É a razão pela qual a sua obra tem sido uma referência constante não só na Antiguidade, como também até ao final do século XVIII. Numerosos médicos célebres referiram-se a ela. Laennec, por exemplo, no momento da descoberta da auscultação, assinalava que, sob uma outra forma, esta última já era praticada pelos médicos hipocráticos.

Também foi a referência de Hahnemann o qual lhe rendeu muitas vezes homenagem nos seus escritos, para ele. “Nunca estivemos tão próximos de descobrir a arte de curar como na época de Hipócrates, […]” e “Nunca mais nenhum médico ultrapassou o seu talento para a observação pura”.

Originally posted 2014-03-20 15:22:07.

caderno especial homeo opt - Durante um tratamento, os sintomas podem agravar-se?

Durante um tratamento, os sintomas podem agravar-se?

No geral, não há agravamento no inicio de um tratamento homeopático. Passageiramente, em circunstancias especiais ou com certas pessoas, podem produzir-se manifestações sentidas pelo doente como agravamentos.

Na realidade, traduzem reações exacerbadas do organismo ao tratamento. Portanto, a prudência é obrigatória nas doenças com um grande poder reacional, tal como a asma, porque podem suscitar reações violentas se o tratamento for mal feito.

Do mesmo modo, a utilização imprecisa da alguns medicamentos pode provocar replicações nas infeções que aparecem nas cavidades fechadas, tal como a cavidade sinuosa.

Algumas vezes, se o doente for muito sensível ao medicamento homeopático, os sintomas são agravados temporariamente e, por vezes, outros sintomas dos quais o doente não tinha falado ao medico desaparecem.

Se for este o seu caso, é porque “responde bem” ou é um “tipo sensível”. Fale nisso ao seu médico que adaptará a posologia.

Algumas vezes, os doentes continuam irrefletidamente um tratamento homeopático porque lhe alivia as dores. É um erro que é preciso evitar, porque a continuação intempestiva de um tratamento pode provocar uma reativação dos sintomas e por vezes, nos sujeitos mais sensíveis, desenvolver uma patogenesia, ou seja, os mesmos sinais de doença que aqueles que o medicamento poderia curar.

Ora uma das grandes regras da homeopatia consiste em espaçar as doses dos medicamentos a tomar à medida que a doença regride. Não continue ou não renove o seu tratamento sem a opinião do seu médico.

Originally posted 2014-03-24 11:56:05.