homeopatia1 - O Progresso da Homeopatia Parte II

O Progresso da Homeopatia Parte II

Em França – no século XIX

Em França, Sébastien Des Guidi – professor de matemáticas, doutor em ciências, doutor em medicina – introduziu a homeopatia em 1830. Formou-se em Nápoles, depois conheceu Hahnemann antes do seu regresso em França. Em 1836, publicou a sua “Carta aos médicos franceses sobre a homeopatia” que explicava e informava os seus colegas sobre a razão de ser da homeopatia. Curou Pierre Dufresne, que levou a homeopatia para a Suíça, e é o fundador em 1832 da primeira publicação periódica homeopática: a Biblioteca homeopática, editada em Londres e em Paris.

No mesmo ano, Pierre Dufresne reuniu a primeira sociedade homeopática, a Sociedade homeopática galicana. Sébastien Des Guidi curou a seguir Benoit Mure, o qual, por sua vez, deu a conhecer a homeopatia na Sicília, no Brasil e em outros Estados da América do Sul, em Portugal, na India, no Egipto, etc.
Em 1832. O professor Mabit, depois dos sucessos da homeopatia sobre a cólera no Hotel-Dieu, tornou-se um dos seus partidários. O desenvolvimento da homeopatia também se fez graças à abertura de consultas nos dispensários, e através da mudança de orientação de alguns médicos dos hospitais que passaram da alopatia para a homeopatia.

Em 1835, Hahnemann participou em Paris na reunião da Sociedade homeopática galicana favorecendo ainda mais o desenvolvimento da homeopatia em França Veio acompanhado por Jahr, foi rapidamente cercado por Petroz e por Léon Simon cuja energia também permitiu a difusão da homeopatia no nosso território.

As edições Baillière em França, apesar da oposição dos seus autores, contribuíram bastante para a difusão da homeopatia. Jahr publicou o seu Manual, colaborou com o farmacêutico Catellan na Nova farmacopeia e posologia homeopática que constituiu durante muitos anos, juntamente com o Códex dos medicamentos homeopáticos, a única obra de trabalho dos farmacêuticos.

Numerosos guias terapêuticos e publicações periódicas saíram nos anos 1850-1860 e, segundo Jourdan, Léon Simon traduziu para francês a quinta edição alemã do Organon, o livro principal de Hanhemann.

Léon Simon filho abriu a 9 de Abril de 1870 o hospital Hahnemann. Menos de um mês mais
tarde foi criada, no número 282 da rua Saint-Jacques, a “Casa Saint-Jacques”, que só foi verdadeiramente operacional depois do cerco de Paris. Em contrapartida, o hospital Hahnemann conheceu uma grande atividade durante a guerra com a Prússia Em 1875, o hospital Saint-Luc em Lião abriu as suas portas.

O primeiro curso estruturado da homeopatia começou, sob a direção de Pierre Jousset em Janeiro de 1887. Grandes nomes cobrem este final de século XIX e estão verdadeiramente na origem do estabelecimento sólido da homeopatia no nosso país: trata-se de Chargé e da sua obra sobre o Tratamento homeopático das doenças dos órgãos da respiração, do professor Imbert-Goubeyre, deão da faculdade de medicina de Clermont-Ferrand, do professor Mabit de Bordéus, do professor Andrieu e do professor Risueno-d’Amador que ensinavam a homeopatia na faculdade de Montpellier.

Tessier, e depois Jousset, dois médicos homeopatas com grande personalidade, prepararam a entrada da homeopatia no nosso século.

Originally posted 2014-03-21 11:15:42.

alimentar 2008 - Sinais Gerais e Evoluçao

Sinais Gerais e Evoluçao

No modo reacional terminal predominam essencialmente:

  • perturbações cardiovasculares: hipertensão arterial, aortite, coronarite, arterite;
  • ataques reumatológicos tais como artrose patologia discal e radicular;
  •  tendências para as úlceras de pele, para más cicatrizações, para fístulas.
  • manifestações glandulares da parótida, tiroide. próstata;
  • perturbações da senescência tipo psicoses, nevroses, demências.

Os principais medicamentos de terreno desta fase são: Luesinum, Mercurius solubilis, Argentum nitricum, Aurum metallicum, Platina, Plumbum metallicum, Calcarea fluorica, Fluoncum acidum e Staphysagria

A descoberta de uma diátese num sujeito – assimilada por extensão ao modo reacional geral – será afirmada pela presença de pelo menos três sinais: um sinal etiológico e dois sinais gerais.

O luetismo

É antes de mais:

  •  um sujeito psiquicamente instável que dorme muito mal e que tem dificuldades para se adaptar à vida em sociedade:
  •  perturbações físicas sentidas principalmente nos ligamentos e nos ossos;
  • um estado geral que se agrava à noite

É por exemplo:

  • uma criança agitada, que torce facilmente os pés, com insónias e dificuldades escolares

O modo reacional luético pode ser desencadeado por infecções que aparecem durante a gravidez.

Corresponde a três grandes medicamentos:
Luesinum, Mercurius solubilis, Aurum metallicum.

Originally posted 2014-03-25 13:18:27.

Homeopatia para adelgazar 2 - A noção de globalidade

A noção de globalidade

A noção de globalidade, ou noção de doença alargada ao homem, é um conceito médico homeopático que alarga a noção de doença ao homem que sofre, e integra-a no seu procedimento terapêutico, tal como o veremos no capítulo sobre o terreno

Esta noção deriva logicamente da relação de similitude que tenta fazer coincidir os sinais que apresenta o doente com os sinais do ou dos medicamentos. 0 Estudo dos sintomas da doença e das reacções patológicas individuais é indispensável para encontrar o medicamento homeopático.

Esta investigação global tem por objectivo a receita porque a homeopatia é mais um tratamento do homem doente, do que da doença É por isso que a noção de globalidade está directamente ligada à noção do terreno e, portanto, intervém tanto nas doenças agudas como crónicas, embora, para as primeiras, a sua pesquisa seja menos desenvolvida.

A noção de globalidade junta-se paradoxalmente â noção de individualidade e de carácter único do ser humano, sujeito que faz a unanimidade dos especialistas em genética.

A homeopatia permite tomar em consideração e concretizar, pelo seu lado terapêutico, esta aproximação teórica.

A globalidade, portanto o estudo para cada doente do conjunto dos sintomas, permite, a partir de uma síntese destes últimos, determinar a escolha do medicamento.
Engloba:

  • os sinais actuais da doença e as reacções próprias da pessoa a esta última;
  • os sinais anteriores, a evolução, o ritmo, as circunstâncias de melhoras ou de agravação da doença;
  • O terreno, ou seja, o modo de reacção geral do individuo face à doença;
  • A constituição do sujeito do qual veremos o valor relativo que é necessário conceder-lhe

Tudo isto pode parecer-lhe pelo momento um pouco abstracto, mas vamos ver, nos capítulos seguintes, as consequências práticas desta noção de globalidade.

A globalidade toma em consideração a pessoa inteira. O que tem três consequências:

  • A noção de doença è diferente em homeopatia, visto que presume que qualquer doença local impeça reacções gerais do organismo. Esta terapêutica opõe-se á separação entre os sinais clássicos da doença e os sinais gerais da reacção individual. O quadro nosológico – ou seja –  o conjunto das doenças ou de formas da uma única doença, provocadas pelo mesmo agente patogénico (vírus, bactéria ou outra) – da doença é assim ultrapassado; a globalidade permite abordar globalmente “a função humana perturbada”. Portanto, o medicamento homeopático não pode ser integrado no medicamento clássico.

 

  • Daquilo que acabámos de dizer, concebemos que a globalização da doença seja um
    escolho à realização de testes clínicos clássicos, porque os protocolos utilizados, adaptados ao método alopático, não Integram o conjunto dos sintomas da doença. Mas veremos que, apesar deste desfavor, a realização de testes terapêuticos, num enquadramento que resta a definir, é indispensável ao desenvolvimento da terapêutica homeopática.
    • Finalmente, a globalidade necessita, nos casos difíceis e nos tratamentos de terreno, de uma capacidade de síntese que só um médico que pratica quotidianamente a homeopatia pode adquirir. Assim, para encontrarmos o medicamento homeopático, Hahnemann recomendava que “se desse importância aos sintomas objectivos e subjectivos característicos, aos mais espantosos, aos mais originais, aos mais desusados e aos mais pessoais”.

Originally posted 2014-03-20 13:17:55.

acupuntura - Quais sao os principios da acupunctura?

Quais sao os principios da acupunctura?

A lógica do raciocínio — filosófica ao princípio — é-nos familiar, visto que nos apercebemos de que se baseava num sistema binário (o zero e o um), a antepassado dos nossos computadores, o yin e o yang que estão na origem da reflexão. São complementares e opostos: o yin representa o princípio feminino, a lua, a noite, a noção de vacuidade, a matéria: o yang, o princípio masculino, o sol, a noção de plenitude, a energia.

Sobre estes dois conceitos está também baseada a doença: falamos de excesso ou de insuficiência de yin ou de yang, de matéria ou de energia, de um órgão ou de uma função.

Corrigimos estas perturbações utilizando a lei dos cinco elementos: o Fogo gera a Terra e domina o Metal, a Terra gera o Metal e domina a Água, o Metal gera a Agua e domina a Madeira, a Agua gera a Madeira e domina o Fogo, a Madeira gera o Fogo e domina a Terra.
A cada elemento estão ligados meridianos que percorrem a pele e que podemos imaginar como uma rede elétrica que atravessa o corpo. O acupuntor seria o eletricista que repararia os curto-circuitos.

As suas ferramentas, as agulhas e as moxas, serviriam para corrigir o excesso ou insuficiência de energia verificados, “tonificando” ou “dispersando” os meridianos. Estes últimos estão ligados a uma função ou a um órgão. Os pontos de acupunctura são zonas de entrada favoráveis no circuito dos meridianos.

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De facto, verificámos, ao nível da pele, que apenas estes sítios apresentavam uma diferença de potencial (uma pequena corrente elétrica). O meridiano que conhece provavelmente é o do coração, redescoberto pelos cardiologistas. Deste modo, durante um enfarte ou uma angina de peito, a dor cardíaca propaga-se até à face interna do braço e continua no dedo mindinho, seguindo assim o trajeto exato descrito pelos chineses nas doenças do meridiano do coração há mais de trás mil anos.

Não iremos mas longe nas nossas explicações, porque já compreendeu que esta mediana é bem diferente da homeopatia.

No entanto, alguns tentaram estabelecer relações entre pontos de acupuntura e medicamentos homeopáticos: chamamos-lhes os “pontos de Weihe”. Por exemplo, à Arnica Montana corresponderia o 14° ponto do estômago, situado grosseiramente sob o maio da clavícula direita; os dois são utilizados a seguir a traumatismos; golpes, quedas.

 

“Por que razão alguns médicos associam nos seus tratamentos a homeopatia e a acupuntura?”

A acupuntura também desenvolveu uma noção de terreno – diferente da noção de terreno da homeopatia e da oligoterapia – que alguns tentaram aproximar da homeopatia. Isto compreende- se, porque à priori estas duas terapêuticas são energéticas, e portanto respondem provavelmente — por mais surpreendente que possa parecer! — a mecanismos físicos principalmente. É uma das razões pela qual muitos médicos homeopatas associam a acupuntura à sua atividade terapêutica. Para além disso, estas duas terapêuticas completam-se bem e criam, na prática medica, uma sinergia.

 

 

 

 

 

 

Originally posted 2014-03-21 14:55:13.

homeopathbottles - Primeira Impressão Parte I

Primeira Impressão Parte I

A “imagem” que o paciente lhe envia constitui a primeira aproximação global do medico. Esta ultima, essencialmente visual, fornece elementos de orientação baseados na sua observação.
Assim, algumas obras concedem muita importância ao aspeto físico e descrevem muitas vezes, nesta etapa, caricaturas que, na nossa opinião, desvalorizam a pratica da homeopatia e transformam-na em terapêutica de salão.

“A aparência física de um Individuo terá um sentido?”

Algumas obras só consideram o aspeto físico e atribuem a todas as mulheres louras com
olhos azuis as características de Pulsatilla, e as de Sepia ou lodum a todas as morenas com olhos negros e com a pele mate.

Do mesmo modo, o trajo é valorizado: todas as mulheres Sepia vestem-se de preto ou de castanho, e as mulheres Platina só vestem roupa extravagante, multicolor, e joias que brilham por todo o lado.
Estas descrições feitas ao principio do século ainda persistem.

A propósito disso, haverá mais línguas que poderiam facilmente afirmar que Sepia conviria maioritariamente às mulheres de África do Norte, e Pulsatilla às mulheres de origem germânica ou escandinava. E o que dizer dos africanos e dos asiáticos! A derivação racial pode facilmente aparecer.

Estas descrições que agradam ao publico fazem em parte o êxito da homeopatia. No entanto estes retratos realmente encontrados na pratica devem ser postos no seu lugar, no ultimo, porque
a prescrição do medicamento homeopático só depende dos sinais homeopáticos.

Basear-se nestes quadros para a prescrição só conduz ao fracasso, faz pensar que a homeopatia e uma terapêutica fácil, e contribuiu para dar uma ideia errada. Estas descrições caricaturais fazem parte do folclore, do carnaval homeopático.

“A morfologia a o temperamento de um individuo terão um interesse para o médico homeopata?”

Embora não autorizem a prescrição homeopática, mais interessantes são aquelas a que verdadeiramente da observação do homem doente, e não da sua fachada.

Hahnemann nunca as descreveu; datam do final do século XIX, época reinante da fisiognomonia (ou estudo do carácter e do temperamento de um individuo segundo os traços e a conformação geral do seu rosto), da classificação, da quantificação e da medida.

As constituições foram desertas primeiro por Grauvogl, depois retomadas por Antoine Nebel, Lèon Vannier e Henri Bernard (escola de Bordéus), que descreveram constituições especiais, as quais corresponderiam portanto a morfologias e a temperamentos característicos, predisporiam para patologias, e orientaram para certos medicamentos.

Assim, foram representados carbónicos, fosfóricos, sulfúricos (por Henri Bernard), fluóricos:

  • os carbónicos seriam de temperamento linfático, brevilíneos, ou seja, pequenos e atarracados, e com predisposição para as doenças da nutrição, para a artrose e para arteriosclerose;
  • os fosfóricos seriam nervosos a fatigáveis, longilíneos, portanto altos mas curvados, e com tendência para o emagrecimento e para as doenças anergizantes;
  • entre os dois, os sulfúricos ou normolíneos seriam “normais” física e psiquicamente; e no extremo da “normalidade” estariam os fluóricos que apresentariam perturbações nervosas o físicas nos arretes do patológico.

Estas constituições são modelos de teorização de doentes e de doenças, que dependem simultaneamente da cultura de uma sociedade e do dogmatismo médico de uma época. Portanto, não podem ser universais, visto que a pretensa normalidade do homem dependeria destes dois fatores.

Para alem disso, a constituiçao do adulto é quase invariavel no tempo. O tamanho, o temperamento, as predisposições mórbidas de um sujeito não podem – felizmente- ser modificadas, nem mesmo moduladas por um tratamento qualquer e, para alem disso, preexistiam às patogenesias, ou seja, ou seja, às experimentações medicamentosas homeopáticas. Mesmo as prováveis manipulações genéticas futuras – esperamo-lo – terão pouco impacto sobre uma situação realizada.

Por outro lado, estas constituições descrevem sujeitos de boa saúde – não doentes – apresentando predisposições mórbidas que conselhos de higiene de vida podem prevenir ou retardar. A utilização de uma terapêutica, neste caso. é de um interesse limitado em relação às regras de higiene.

Para além disso. estes retratos, ausentes da medicina moderna, também deveriam desaparecer da homeopatia.
Apenas o modo reacional do individuo tem um carácter universal: é a razão pela qual apenas os sinais homeopáticos são sinais de prescrição, e é também por isso que as classificações emergiram a fim de tentar facilitá-la.

Originally posted 2014-03-26 09:22:13.