caderno especial homeo opt - A Psora

A Psora

A Psora

É antes de mais:

  • A presença de doenças de pele, de alergias e de infecções respiratórios;
  • Manifestações cutâneas e/ou respiratórias quase constantes.

É por exemplo:

  • Um homem de negócios, sedentário, com stress, vivendo numa grande cidade, comendo pouco, fumando, e bebendo ocasionalmente.

Corresponde a dois grandes medicamentos:
Sulfur e Psorinum.

A evolução

Faz-se em varias fases:

Uma fase de reação normal do Individuo

Traduz-se por cises reincidentes e alternantes atacando diversos órgãos as crises de asma alternam com ataques de eczema ou sucedem-lhe.

Este modo de eliminação deve ser respeitado e canalizado, porque é um meio natural para o organismo de se desembaraçar dos seus detritos. Entravar estas funções pode levar a uma fase de descompensação.

Os medicamentos pnnopais desta fase são: Sulfur, Hepar sulfur, Calcarea carbonica, Nux vomica. A associação ao tratamento homeopático de uma melhor higiene da vida é indispensável, nessa período, se queremos evitar uma agravarão deste modo reacional.

Uma fase de bloqueio das eliminações

Aparece ou na evolução normal da psora não tratada, ou a seguir a tratamentos inadaptados que bloquearam as eliminações naturais do organismo. A asma toma-se crónica a é acompanhada por sinais de insuficiência respiratória, para retomar o exemplo precedente.

Os medicamentos desta fase são; Sulfur, Psorinum, Causticum, Silicea, Phosphorus, Opium,
Baryta carbónica.
Apesar do estado do doente, a higiene correta de vida mantém-se uma aliada importante

Uma fase Intermédia

Entre estas duas fases, existe um período transitório durante o qual as perturbações da primeira lixam-se a ganham um carácter rebelde e paroxístico. As crises de asma da primeira fase alternam menos com o eczema. Em contrapartida, tomam-se mais violentas e difíceis de controlar.
Durante esta fase, os medicamentos de terreno indicados são Calcarea carbónica, Graphites, Sepia, Lycopodium

A evolução da psora

  • uma fase de eliminação normal com alternâncias e reincidências da asma e do eczema por exemplo;
  • uma fase de fixação com um controlo mais difícil das crises de asma;
  • uma fase de bloqueio que pode manifestar-se num estádio último através de uma insuficiência respiratória crónica.

Originally posted 2014-03-25 12:05:14.

homeopathbottles - Médico Homeopata

Médico Homeopata

A noção de terreno é antiga, visto que Hipócrates já desconfiava de uma predisposição congénita para a tuberculose e descrevia uma constituição e tipos físicos especiais. A originalidade de Hahnemann é ter, para além disso, incluído este procedimento na sua terapêutica, a partir da observação dos doentes.

O que é o terreno?

O terreno define-se classicamente como o “estado de um organismo, quanto à sua resistência
aos agentes patogênicos ou à sua predisposição para diversas afeções”. Tal como a homeopatia, a mediana clássica aborda esta representação do indivíduo sobre o terreno genético e dos acontecimentos.

Já é reconhecido que numerosas situações patológicas resultam do encontro destes dois fatores. Sendo a parte de um e de outro variável, muitas vezes a agressão do agente ambiental é tal que a predisposição genética pouca importância tem. Por vezes, os elementos ambientais tornam-se verdadeiros agentes desencadeantes sobre um terreno predisposto, ou ao contrário, os fatores genéticos vão exprimir-se sejam quais forem as condições de vida.

Portanto, o individuo possui disposições gerais latentes, hereditárias ou adquiridas, que constituem a base de um potencial de defesa. Exprimem-se através de um modo reacional geral (MRG), ou seja, através de uma maneira especial de reagir do organismo que aparece espontaneamente ou a seguir a agressões diversas, chamadas “fatores etiológicos” ou “circunstanciais”. Estas disposições, antigamente chamadas “diáteses”. Compreendem:

  • uma parte inata, interna, imutável, ligada aos genes, e específica a cada indivíduo;
  • uma parte adquirida, externa, modificável, devida aos fatores ambientais, que o transforma mais ou menos forte e prolongadamente. A influência destes fatores sobre o organismo varia em função do terreno genético, tal como acabámos de o abordar sucintamente.

Apesar do formidável desenvolvimento da genética nestes últimos anos, a observação clínica e/ou biológica não permite distinguir estas duas partes.

Os terrenos, cuja expressão são os modos reacionais gerais, são também meios de classificai os medicamentos homeopáticos em grandes quadros, a fim de facilitar a prescrição.

Parece-nos, no estado atual dos nossos conhecimentos, ilusório, perigoso, até mesmo ridículo tentar procurar uma etiologia – ou seja, uma causa – comum a cada modo reacional. Estes conceitos do terreno mantêm-se “quadros de espera”, cuja origem, presumivelmente multifactorial, será talvez descoberta graças aos progressos da imunologia e da genética.

O modo reacional é provavelmente a resultante de fatores genéticos e ambientais, cujo impacto sobre o organismo continua desconhecido. Para esclarecer melhor a continuação desta exposição, vamos utilizar indiferentemente os termos de diátese e de modos reacionais gerais.

Progressivamente, os médicos homeopatas distinguiram quatro grandes grupos reacionais
gerais comuns. Traduzem as faculdades de defesa e de reação do organismo – adquiridas ou
inatas – em agressões variadas. Estes terrenos não são “doenças homeopáticas’, mas, sim, quadros patológicos nos quais o paciente tem mais “probabilidades” de evoluir.

Estes dados, que correspondem a uma visão sintética da vida do doente, são puramente empíricos, e baseiam-se unicamente na sua observação e na experiência clínica do médico. O conhecimento destes grupos permite seguir, até mesmo antecipar, o desenvolvimento das patologias (doenças), embora não tenham etiologias conhecidas ou comuns, porque são baseados antes de mais na observação dos doentes.

Podemos compará-los às vias de caminho-de-ferro cuja origem é desconhecida (a partida é o conceito), o destino semelhante, as estações são as doenças previsíveis, e as manobras das agulhas são possibilidades de evolução do doente para um outro terreno e/ou uma outra doença.

Estas similitudes de reações de defesa de uma categoria de sujeitos não excluem uma capa-
cidade de resposta individual, talvez ligada a uma predisposição genética ou a um ambiente especial, intuitivamente chamado “ponto fraco”. Na maioria das vezes, “colam” com os relatos dos doentes que encontramos em medicina geral, e correspondem à tendência geral de reação destes últimos face à doença ou a um acontecimento desencadeador.

Um doente entra raramente num só modo reacional geral, está muitas vezes encavalitado em vários destes modos. Da mesma forma, alguns medicamentos homeopáticos entram em diferentes diáteses.

As apelações originais destes terrenos são obsoletas, mas persistem devido ao facto a sua antiguidade; distinguimos a psora, a sicose, o tuberculismo, o luetismo.

Originally posted 2014-03-25 11:35:54.

lirio3 - Quais são os sinais homeopáticos mais importantes?

Quais são os sinais homeopáticos mais importantes?

Os sinais homeopáticos são classificados em função da importância que têm para a descoberta e para a prescrição do medicamento.

A classificação habitualmente reconhecida pelos médicos homeopatas, para além dos sinais da doença em curso, por ordem decrescente, é a seguinte:

  •  os sinais etiológicos, ou seja, o ou os fatores na origem do desencadeamento da doença e da reação pessoal do doente.
  • os sinais psíquicos, ou seja, a modificação do psiquismo que apareceu durante a doença. Estes sinais tem um interesse nas doenças somáticas, mas não nas doenças psíquicas, porque podem ser contundidos com os sintomas banais da doença mental;
  • os sinais gerais traduzem o modo de reação geral do organismo à doença. Classifica- mos ai: as modalidades gerais, a transpiração, os sabores alimentares, o sono e os sonhos, a sexualidade, a menstruação, a lateralidade, ou seja. a predominância dos sintomas num dos lados do corpo humano;
  • os sinais locais são muito numerosos e só intervêm na escolha do medicamento quando são bem marcados e característicos. Os sinais cutâneos não são sinais locais, são sinais gerais que traduzem na maioria das vezes um modo de eliminação preferencial do organismo.

Esta classificação sofre algumas variações em função do carácter agudo ou crónico da doença, e da sua natureza somática ou psíquica.

A importância dos sinais homeopáticos

Nas doenças agudas (por ordem decrescente)

  •  as circunstancias desencadeantes;
  • o modo do inicio:
  • os sinais psíquicos que apareceram durante a doença;
  •  os sinais gerais;
  • os sinais locais e as suas modalidades.

Nas doenças cronicas (por ordem decrescente);

  •  os sinais etiológicos:
  • os sinais psíquicos que apareceram durante a doença;
  • os sinais gerais;
  •  as modalidades;
  • os sinais locais.

Em conclusão, podemos dizer que a semiologia homeopática, para alem da linguagem comum que fornece, permite estudar de uma maneira coerente os modos reacionais gerais e chegar logicamente à prescrição do medicamento.

Vamos agora dar em detalhe o procedimento médico numa consulta, mostrando em cada etapa especificidade da homeopata. Votamos a repetir que a consulta do médico homeopata não difere da consulta do seu colega alopata, apenas o seu olhar é diferente.

O seu objectivo, para alem de diagnosticar a doença, consiste em encontrar os sinais homeopáticos da reacção individual do doente a fim de permitir a prescrição do ou dos medicamentos homeopáticos apropriados.

Originally posted 2014-03-25 16:28:04.

Conheca a terapia floral2 - Detractores e Partidários Homeopatia

Detractores e Partidários Homeopatia

Os detractores

Apesar da lógica do seu procedimento, Hahnemann foi logo criticado. Assim, Trousseau, um dos seus contemporâneos, à priori “não acreditava naquilo” e afirmava que “a homeopatia tinha de ser julgada, nem que fosse só para nunca mais falar nela”.

Punha o êxito da homeopatia por conta da cura espontânea das doenças, e associava esta última, por um lado, à nova aproximação dos doentes pelos médicos homeopatas – observação, paciência, tempo – e, por outro, ao impacto desta última sobre a imaginação dos doentes. Já afirmava a ausência de reprodutibilidade dos efeitos e evidenciava o efeito placebo.

No entanto, reconhecia – o que lhe valeu ser criticado – que a homeopatia dava “uma ideia nova do medicamento, um método novo de constituir a Matéria médica, uma Terapêutica geral de certas relações afirmadas entre a natureza do medicamento e a da natureza”.

Auguste Bonnet, então presidente da Sociedade real de medicina de Bordéus, rejeitava os efeitos de doses tão pequenas, improbabilidade da doutrina, e pedia que fossem retomadas as experimentações sobre os sujeitos sãos. Para além disso, a Academia de medicina argumentava os riscos mortais daquela medicina nova e da sua vaidade científica.

Os mais objectivos, ao mesmo tempo que a rejeitavam, reconheciam que modificações químicas mínimas podiam gerar propriedades fundamentalmente diferentes, mas também se interessavam pela contribuição que a homeopatia podia trazer à medicina clássica através do seu procedimento racional.

Observavam o rigor do raciocínio diagnóstico e terapêutico, a tendência analítica que daí resultava, o cuidado concedido à preparação do medicamento e às circunstâncias que podiam modificá-lo.

O professor Mabit, uma sumidade da Escola de medicina de Bordéus, reconhece os êxitos da homeopatia na epidemia de cólera em 1832; o professor Jousset, medalha de ouro dos hospitais de paris, verifica a sua eficácia nas pneumonias.

Veio finalmente a pior das acusações – retomada ainda nos nossos dias para assimilar a homeopatia a uma seita – que consistia em assimilar a germanofobia da época à homeopatia: “A homeopatia não passa de uma pretensa reforma que, nascida como tantas outras no solo doentio da Alemanha, limita ao misticismo mais nebuloso e ao panteísmo mais material e apenas encobre uma dessas teses alemãs que só se baseiam na confusão.”

Para Olivier Faure – professor auxiliar de historia, responsável de investigação no Centro Nacional de Investigação Cientifica – se a homeopatia foi criticada desde a sua origem, foi mais por razões ideológicas do que cientificas. De facto, pensa que, “a homeopatia sofre principalmente por aparecer num momento em que a profissão médica se estrutura em corpo unificado capaz de falar com uma só voz e de impor o seu poder apesar das lacunas do seu saber.

É sobretudo porque ameaça este processo que a nova doutrina é combatida pela maior parte da corporação médica, mais preocupada com o seu prestígio social do que com a saúde dos seus doentes”.

 

Os partidários

Os partidários da homeopatia respondiam a estes argumentos que a sua terapêutica derivava da experimentação no homem são e das observações no homem doente, que a utilização de doses fracas resultava da experiência, que Hahnemann, o seu fundador, tinha-as utilizado para diminuir aquilo a que chamava e a que chamamos ainda “os efeitos secundários dos medicamentos”.

Na sua resposta escrita à Academia de medicina, os médicos homeopatas lembravam que antes do aparecimento desta terapêutica eram todos alopatas e que conheciam os seus perigos, que as — pretensas – experimentações efectuadas pelos seus colegas sobre a homeopatia eram feitas sem prática e na ignorância desta última.

Perguntavam qual era a parte da imaginação dos tratamentos homeopáticos nas crianças ou nos animais e reclamavam a abertura de um dispensário para poderem experimentar os medicamentos.

O próprio Hahnemann desejava vivamente que a homeopatia fosse experimentada e não rejeitada à priori. Clamava: “A homeopatia baseia-se unicamente nas experiências. Imitem-me, diz ela em voz alta, mas imitem bem, e verão a cada passo a confirmação daquilo que digo. […] A homeopatia pede-o com grandes gritos, quer ser julgada segundo os resultados.

Originally posted 2014-03-21 10:09:16.

fundo02 - Os Medicamentos

Os Medicamentos

Como são feitos?

No estado atual dos nossos conhecimentos, o principio de similitude não seria aplicável ao modo de fabricação do medicamento enaltecido por Hahnemann.

O medicamento homeopático e preparado a partir de uma solução liquida chamada tintura-mãe. Esta última é obtida através da maceração da substancia (uma planta por exemplo) em álcool (de 45º a 90º) durante três semanas.

A tintura-mãe é progressivamente desconcentrada até à obtenção das diluição desejadas. Entre cada diluição tem lugar a dinamização, ou seja, a agitação e a fricção das substâncias nas paredes do recipiente. O processo de fabricação termina-se pela impregnação de grânulos de lactose ou de sacarose.

As matérias-primas utilizadas em homeopatia são provenientes dos reinos animal, vegetal e químico. São, na maioria das vezes, recolhidas no estado bruto e não podem ser utilizadas tal e qual nos processos de diluição e de dinamização.

Por isso. são transformadas em princípios homeopáticos, ou seja, em substâncias de base que permitem a fabricação do medicamento homeopático. Por conseguinte, a primeira etapa é a modificação da matéria-prima em principio homeopático.

No geral, a base é uma tintura-mãe proveniente da maceração em álcool ou em água destilada de matérias-primas inicialmente solúveis. Para as matérias insolúveis, a base é um produto obtido através de trituração, ou seja, através do esmagamento da substância.

Originally posted 2014-03-24 16:41:13.