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Quais são os sinais homeopáticos mais importantes?

Os sinais homeopáticos são classificados em função da importância que têm para a descoberta e para a prescrição do medicamento.

A classificação habitualmente reconhecida pelos médicos homeopatas, para além dos sinais da doença em curso, por ordem decrescente, é a seguinte:

  •  os sinais etiológicos, ou seja, o ou os fatores na origem do desencadeamento da doença e da reação pessoal do doente.
  • os sinais psíquicos, ou seja, a modificação do psiquismo que apareceu durante a doença. Estes sinais tem um interesse nas doenças somáticas, mas não nas doenças psíquicas, porque podem ser contundidos com os sintomas banais da doença mental;
  • os sinais gerais traduzem o modo de reação geral do organismo à doença. Classifica- mos ai: as modalidades gerais, a transpiração, os sabores alimentares, o sono e os sonhos, a sexualidade, a menstruação, a lateralidade, ou seja. a predominância dos sintomas num dos lados do corpo humano;
  • os sinais locais são muito numerosos e só intervêm na escolha do medicamento quando são bem marcados e característicos. Os sinais cutâneos não são sinais locais, são sinais gerais que traduzem na maioria das vezes um modo de eliminação preferencial do organismo.

Esta classificação sofre algumas variações em função do carácter agudo ou crónico da doença, e da sua natureza somática ou psíquica.

A importância dos sinais homeopáticos

Nas doenças agudas (por ordem decrescente)

  •  as circunstancias desencadeantes;
  • o modo do inicio:
  • os sinais psíquicos que apareceram durante a doença;
  •  os sinais gerais;
  • os sinais locais e as suas modalidades.

Nas doenças cronicas (por ordem decrescente);

  •  os sinais etiológicos:
  • os sinais psíquicos que apareceram durante a doença;
  • os sinais gerais;
  •  as modalidades;
  • os sinais locais.

Em conclusão, podemos dizer que a semiologia homeopática, para alem da linguagem comum que fornece, permite estudar de uma maneira coerente os modos reacionais gerais e chegar logicamente à prescrição do medicamento.

Vamos agora dar em detalhe o procedimento médico numa consulta, mostrando em cada etapa especificidade da homeopata. Votamos a repetir que a consulta do médico homeopata não difere da consulta do seu colega alopata, apenas o seu olhar é diferente.

O seu objectivo, para alem de diagnosticar a doença, consiste em encontrar os sinais homeopáticos da reacção individual do doente a fim de permitir a prescrição do ou dos medicamentos homeopáticos apropriados.

Originally posted 2014-03-25 16:28:04.

herbs larger pic - Os Pluralistas

Os Pluralistas

Os médicos homeopatas opõem-se principalmente sobre dois conceitos que correspondem a praticas de prescrição diferentes. Os “pluralistas”, largamente maioritários em França, prescrevem alguns medicamentos homeopatias para cobrirem o mais completamente possível o modo reacional do paciente os “unicistas” utilizam um só medicamento com o mesmo objetivo; um pouco à parte, os “complexistas” utilizam misturas de numerosos medicamentos homeopáticos ou fisioterapêuticos em fracas diluições.

Os pluralistas

O pluralismo é a técnica de prescrição melhor adaptada à prática quotidiana, porque os doentes apresentam patologias múltiplas sobre um terreno reacional complexo. O seu procedimento, lógico e racional, permite a prescrição de um ou de deus medicamentos de terreno, e de um número similar de medicamentos de sintomas, é um método de estratégia terapêutica flexível e evolutiva que permite adaptar o medicamento em função das variações do estado clínico do doente.

O médico que utiliza esta técnica pode sempre justificar a sua prescrição e explicar ao paciente a que corresponde cada medicamento. A sua receita é clara, precisa, simples de aplicar para o paciente (melhor observância).

Compõe-se de. nos casos crônicos, cinco ou seis medicamentos, à razão de dois de manhã e a note aos quais se acrescenta uma dose hebdomadária; nas doenças agudas para as quais os sintomas são raramente individualizados mas nítidos, permite mudar rapidamente os medicamentos em função da evolução da doença.

Originally posted 2014-03-26 10:29:21.

fundo02 - Os limite de compromisso da homeopatia

Os limite de compromisso da homeopatia

Nos doentes que sofrem de doenças graves

De uma maneira geral, nestas doenças, os pacientes têm um tratamento pesado, ou seja, relativamente tóxico e portanto dotado com efeitos secundários. Estes últimos levam muitos doentes a consultar o médico, a fim de, no melhor dos casos, limitarem os efeitos secundários, no pior, para pararem o tratamento.

A posição mais sensata consisto em convence-los a consolidarem este ultimo associando-lhe a homeopatia, mesmo quando esta atitude do “meio termo” é combatida por vezes por pacientes que estão convencidos de que a homeopatia pode fazer tudo sozinha, e querem abandonar definitivamente o seu tratamento clássico.

Nas pessoas sãs que sofrem de futuras doenças graves

A mediana atual permite, graças aos exames biológicos, descobrir doenças antes de o paciente sentir o mais pequeno sintoma. Esta benéfica medicina de prevenção deteta as doenças precocemente. Tem, no entanto, o “inconveniente” de “tomar” doentes pessoas que no entanto se sentiam bem de saúde, viste que não apresentavam qualquer sinal de sofrimento.

Este fenómeno toma-se ainda mais verdadeiro devido às terapêuticas utilizadas atualmente para tratar essas pessoas porque têm numerosos efeitos secundários que acentuam esta impressão fazendo-as entrar na doença.

Por vezes, em alguns desses futuros doentes, há um outro motivo de reticência que emana da sua incerteza quanto à eficácia do tratamento que lhe propõem, da sua convicção de nocividade, mas sobretudo da dificuldade para apreenderem os prazos longínquos das complicações da sua doença.

Por isso, naturalmente, têm tendência para pararem essas terapêuticas das quais não obtêm a eficácia imediata. É por isso que muitas vezes é necessária uma verdadeira negociação para os tomar lúcidos, responsáveis, e incitá-los a continuar o seu tratamento.

Originally posted 2014-03-24 13:11:20.

Conheca a terapia floral2 - Detractores e Partidários Homeopatia

Detractores e Partidários Homeopatia

Os detractores

Apesar da lógica do seu procedimento, Hahnemann foi logo criticado. Assim, Trousseau, um dos seus contemporâneos, à priori “não acreditava naquilo” e afirmava que “a homeopatia tinha de ser julgada, nem que fosse só para nunca mais falar nela”.

Punha o êxito da homeopatia por conta da cura espontânea das doenças, e associava esta última, por um lado, à nova aproximação dos doentes pelos médicos homeopatas – observação, paciência, tempo – e, por outro, ao impacto desta última sobre a imaginação dos doentes. Já afirmava a ausência de reprodutibilidade dos efeitos e evidenciava o efeito placebo.

No entanto, reconhecia – o que lhe valeu ser criticado – que a homeopatia dava “uma ideia nova do medicamento, um método novo de constituir a Matéria médica, uma Terapêutica geral de certas relações afirmadas entre a natureza do medicamento e a da natureza”.

Auguste Bonnet, então presidente da Sociedade real de medicina de Bordéus, rejeitava os efeitos de doses tão pequenas, improbabilidade da doutrina, e pedia que fossem retomadas as experimentações sobre os sujeitos sãos. Para além disso, a Academia de medicina argumentava os riscos mortais daquela medicina nova e da sua vaidade científica.

Os mais objectivos, ao mesmo tempo que a rejeitavam, reconheciam que modificações químicas mínimas podiam gerar propriedades fundamentalmente diferentes, mas também se interessavam pela contribuição que a homeopatia podia trazer à medicina clássica através do seu procedimento racional.

Observavam o rigor do raciocínio diagnóstico e terapêutico, a tendência analítica que daí resultava, o cuidado concedido à preparação do medicamento e às circunstâncias que podiam modificá-lo.

O professor Mabit, uma sumidade da Escola de medicina de Bordéus, reconhece os êxitos da homeopatia na epidemia de cólera em 1832; o professor Jousset, medalha de ouro dos hospitais de paris, verifica a sua eficácia nas pneumonias.

Veio finalmente a pior das acusações – retomada ainda nos nossos dias para assimilar a homeopatia a uma seita – que consistia em assimilar a germanofobia da época à homeopatia: “A homeopatia não passa de uma pretensa reforma que, nascida como tantas outras no solo doentio da Alemanha, limita ao misticismo mais nebuloso e ao panteísmo mais material e apenas encobre uma dessas teses alemãs que só se baseiam na confusão.”

Para Olivier Faure – professor auxiliar de historia, responsável de investigação no Centro Nacional de Investigação Cientifica – se a homeopatia foi criticada desde a sua origem, foi mais por razões ideológicas do que cientificas. De facto, pensa que, “a homeopatia sofre principalmente por aparecer num momento em que a profissão médica se estrutura em corpo unificado capaz de falar com uma só voz e de impor o seu poder apesar das lacunas do seu saber.

É sobretudo porque ameaça este processo que a nova doutrina é combatida pela maior parte da corporação médica, mais preocupada com o seu prestígio social do que com a saúde dos seus doentes”.

 

Os partidários

Os partidários da homeopatia respondiam a estes argumentos que a sua terapêutica derivava da experimentação no homem são e das observações no homem doente, que a utilização de doses fracas resultava da experiência, que Hahnemann, o seu fundador, tinha-as utilizado para diminuir aquilo a que chamava e a que chamamos ainda “os efeitos secundários dos medicamentos”.

Na sua resposta escrita à Academia de medicina, os médicos homeopatas lembravam que antes do aparecimento desta terapêutica eram todos alopatas e que conheciam os seus perigos, que as — pretensas – experimentações efectuadas pelos seus colegas sobre a homeopatia eram feitas sem prática e na ignorância desta última.

Perguntavam qual era a parte da imaginação dos tratamentos homeopáticos nas crianças ou nos animais e reclamavam a abertura de um dispensário para poderem experimentar os medicamentos.

O próprio Hahnemann desejava vivamente que a homeopatia fosse experimentada e não rejeitada à priori. Clamava: “A homeopatia baseia-se unicamente nas experiências. Imitem-me, diz ela em voz alta, mas imitem bem, e verão a cada passo a confirmação daquilo que digo. […] A homeopatia pede-o com grandes gritos, quer ser julgada segundo os resultados.

Originally posted 2014-03-21 10:09:16.

fundo02 - Os Medicamentos

Os Medicamentos

Como são feitos?

No estado atual dos nossos conhecimentos, o principio de similitude não seria aplicável ao modo de fabricação do medicamento enaltecido por Hahnemann.

O medicamento homeopático e preparado a partir de uma solução liquida chamada tintura-mãe. Esta última é obtida através da maceração da substancia (uma planta por exemplo) em álcool (de 45º a 90º) durante três semanas.

A tintura-mãe é progressivamente desconcentrada até à obtenção das diluição desejadas. Entre cada diluição tem lugar a dinamização, ou seja, a agitação e a fricção das substâncias nas paredes do recipiente. O processo de fabricação termina-se pela impregnação de grânulos de lactose ou de sacarose.

As matérias-primas utilizadas em homeopatia são provenientes dos reinos animal, vegetal e químico. São, na maioria das vezes, recolhidas no estado bruto e não podem ser utilizadas tal e qual nos processos de diluição e de dinamização.

Por isso. são transformadas em princípios homeopáticos, ou seja, em substâncias de base que permitem a fabricação do medicamento homeopático. Por conseguinte, a primeira etapa é a modificação da matéria-prima em principio homeopático.

No geral, a base é uma tintura-mãe proveniente da maceração em álcool ou em água destilada de matérias-primas inicialmente solúveis. Para as matérias insolúveis, a base é um produto obtido através de trituração, ou seja, através do esmagamento da substância.

Originally posted 2014-03-24 16:41:13.