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O Medicamento homeopático será um placebo?

Os detratores da homeopatia assimilam o medicamento homeopático ao placebo com o pretexto de que a partir de uma certa posologia este último já não contém – sempre teoricamente qualquer substância ativa.

Deste modo, assimilam o efeito do medicamento homeopático ao do placebo, efeito esse que não sabemos se devemos qualificá-lo terapêutico ou não mas que é em todo o caso, incontestável e incontestado. No entanto, não podemos eliminar o modo de preparação do medicamento homeopático e reduzi-lo a um medicamento neutro.

Para alem disso, numerosos estudos clínicos mostraram a eficácia do medicamento homeopático. Em 1991. um artigo publicado no British Medicai Journal analisou todos os testes terapêuticos realizados até a este período.

Para isso, os autores efetuaram uma meta-análise com o objetivo de determinar se aqueles testes forneciam a prova da eficácia da homeopatia. Os responsáveis por esta investigação analisaram, a partir de 107 testes, os resultados das experimentações mais bem feitas.

Nos 14 testes com uma excelente qualidade, 11 têm um resultado positivo e 3 um resultado negativo. Nos 23 estudos bons, 15 são considerados favoráveis, 7 desfavoráveis. No conjunto dos testes, os autores consideram que 81 são positivos e que 24 não dão qualquer resultado em relação ao placebo.

As reflexões e as discussões dos autores são, na nossa opinião, muito interessantes: eis alguns “pedaços” escolhidos:

“Para esta investigação, efetuámos uma busca exaustiva dos artigos publicados a fim de analisar os argumentos em favor da eficácia da homeopatia, apesar da improbabilidade (na nossa opinião) deste método terapêutico.”

Na prática, se um tratamento é ativo, o conhecimento dos seus mecanismos de ação não indispensável, e existem numerosos exemplos de terapêuticas alopáticas eficazes para as quais os mecanismos de ação são pouco ou mesmo nada conhecidos.”

Originally posted 2014-03-24 11:01:41.

herbs larger pic - Os doentes recorrem à Homeopatia

Os doentes recorrem à Homeopatia

A consulta

A remuneração dos médicos homeopatas é muito variável conforme o tipo da consulta (duração, dificuldade, investimento pessoal) as regiões e o sector de atividades destes últimos.

Os médicos do sector 1 (sector convencionado) são obrigados a aplicar o preço de uma consulta de médico generalista, ou seja, 110 francos; os seus honorários são reembolsados a 65%, sendo o restante pago pelos seguros complementares.

Os médicos do sector 2 (com honorários livres) praticam preços muito diferentes conforme as regras, as tarifas vão de 110 Bancos a 500 francos, ate mesmo mais nas grandes cidades.

O preço médio varia entra 150 a 300 francos; os seguros complementares compensam mais ou menos a diferença. O preço médio francês era de 156 francos mas voltamos a repeti-lo, as disparidades são fortes, principalmente na Ilhe-de-France (Paris:252 francos) e nos Alpes-Marítimos (Nice: 196 francos) ou Thionville (121 francos), Angouleme (128 francos).

Os medicamentos

O medicamento homeopático é efetivamente um medicamento, tanto do ponto de vista legislativo como do ponto de vista das normas rigorosas de fabricação e de controlo que o definem. Portanto, é reembolsado pela Segurança Social de França. Os medicamentos homeopáticos estão divididos em três grupos:

As especialidades com nome comum correspondem aos medicamentos mais utilizados. Englobam 1.163 medicamentos unitários selados e reembolsados a 70% pela Segurança Social.

As preparações magistrais dizem respeito a todos os outros medicamentos homeopáticos unitários ou não. Não são reembolsadas pela Segurança Social, expecto quando se trata da mistura de especialidades com nome comum. Quando um preparação apresenta um único componente que não figura na lista dos 1.163 medicamentos, esta ultima não é reembolsada.

As especialidades com nomes fantasia sob a forma de complexos (mitras de numerosos homeopáticos) ou de formulas unitárias exploradas sob um nome fantasista não são reembolsadas pela Segurança Social.

Originally posted 2014-03-24 15:42:55.

curare bambini omeopatia - O medico será um humanista e/ou um científico?

O medico será um humanista e/ou um científico?

O médico homeopata não possui as virtudes todas, e o seu humanismo não é superior ao do seu colega alopata! O conjunto destes clínicos, destes homens, possui a mesma sensibilidade; o seu objetivo consiste em ajudar e curar as pessoas que sofrem, o que não é, na nossa opinião, um apanágio unicamente do médico homeopata. Todos deveriam estar unidos face à doença.

Um bom médico não usa etiqueta; não é nem homeopata nem alopata. É antes de mais um humanista que possui sólidos conhecimentos médicos e científicos. Será talvez esta qualidade que muitos doentes pensam encontrar mais nos médicos homeopatas, porque a sua auscultação é reputada mais atenta e as suas consultas demoram mais tempo.

Quais são as informações de que dispõe?

Para além disso, devemos refletir sobre a natureza da Informação dada aos terapeutas pet«los peritos médicos. Um artigo recente”, publicado numa revista médica, observava que as publicações médicas eram tantas que os clínicos não tinham a possibilidade material de se informarem corretamente e não podiam “ir buscar a fonte o conjunto das informações úteis para uma prática médica optimal.”

Por isso, criou-se um jornal independente com o objetivo de sintetizar o conjunto dos artigos de uma área publicados em toda a imprensa médica internacional. Ora, apercebemo-nos, por um lado, de que os peritos avaliam e comentam diferentemente os resultados obtidos e, por outro, que estes estudos não permitam justificar ou propor uma prática médica clara numa doença.

Isto ilustra as dificuldades em codificar uma arte que queremos fazer passar por uma ciência, e esclarece sobre os erros dos poderes públicos que tentam obter um controlo médico dos tratamentos. Porque, embora se baseie sobre dados científicos, a maneira de receitar do médico ainda é dominada pelo empirismo e pela experiência clínica.

Isto é universalmente reconhecido. A terapêutica depende não só dos conhecimentos científicos comuns, mas também, por entre numerosos outros fatores, da cultura do doente e do médico. O médico pode justificar racionalmente – o que nem sempre quer dizer cientificamente – a sua prática quotidiana. Os discursos a propósito da sua experiência profissional, das suas verificações, das suas variações, dos progressos do seu exercício, dos seus conhecimentos, das suas competências não são mensuráveis e, se o médico apenas se baseasse unicamente em dados científicos validos, só muito raramente passaria receitas.

Assim, a ciência quantificável, mensurável, objetiva, exata está paradoxalmente na base dos progressos da mediana que, contudo, se mantém por essência uma arte inquantificável, incerta, subjetiva. É também o paradoxo de qualquer médico, principalmente do médico homeopata.

O doente, quanto a ele, não se considera o objeto do culto da ciência, prefere ser o homem que a arte médica cura.

Originally posted 2014-03-21 16:15:59.

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O que é a Psora

A psora é o modo reacional mais comum do organismo. Neste modo, as doenças aparecem periodicamente, recomeçam sob a mesma ou diferentes formas, e atacam a pele, as mucosas e as serosas. Portanto, as afeções podem coexistir ou alternar.

Os sujeitos predispostos

Este modo aparece nos sujeitos que têm:

  • antecedentes pessoais ou familiares de doenças cutâneas e/ou de alergia e/ou de doenças metabólicas tais como a gota, diabetes, hipercolesterolemia, hipertensão arterial. Estas últimas são na sua maioria postas em jogo pelo comportamento do doente e do ambiente onde vive;
  • perturbações da termorregulação que se manifestam através de uma tendência para termos muito calor ou ao contrário muito frio;
  • um cansaço global ou que aparece de repente (crise de cansaço);
  • desregramento do apetite no sentido do excesso; uma alergia às picadas de insetos, um mau cheiro das secreções e excreções devido ou a uma aversão pela lavagem de alguns sujeitos tendo este modo reacional, ou ao próprio cheiro destas eliminações, a transpiração por exemplo.

O estado geral destes sujeitos melhora através das eliminações e piora com a sua supressão.

Os fatores desencadeantes

Os principais fatores desencadeantes da psora estão ligados:
Ao modo de vida:

  •  a sedentariedade;
  •  uma alimentação traficada e/ou desequilibrada, demasiado ou pouco abundante. A obesidade entra neste quadro: assim, o aumento de peso resulta de uma predisposição genética e de um ambiente especial. A sedentariedade e a abundância de alimentação das nossas sociedades vão de par com o número dos nossos obesos; o álcool, o tabaco.

A um ambiente poluído:

  •  indústria química, atmosfera poluída, alimentação à base de inseticidas, de pesticidas, de hormonas, vinhos traficados;
  • radiações externas, mas também internas: tubos fluorescentes, ecrãs de televisão ou de computador; ambiente barulhento (viatura, comboio, avião, música de ambiente) na origem de nervosismo, irritabilidade, e de uma má qualidade de sono, músicas com ritmos nefastos para o individuo.

A fatores psíquicos pessoais:

  •  emoção, paixão;
  • sentimento de frustração, de dominação.

Os sinais gerais

Traduzem o modo de reação geral dos sujeitos face à doença: a pele está sempre implicada ou na doença, ou nos antecedentes do doente.

As perturbações traduzem-se no mínimo por uma pele doentia e com mau cheiro, quase sempre com acne, eczema, ou outras manifestações cutâneas pruriginosas. A pele é um modo de eliminação frequente dos detritos orgânicos; deve ser respeitado.

O tratamento intempestivo de algumas dermatoses (eczema) com meios locais (cremes com cortisona) corre o risco de provocar perturbações internas profundas (asma) na origem da psora retraída.
Estas manifestações cutâneas alternam ou coexistem com fenómenos:

  • alérgicos da esfera ORL e pulmonar, asma, rinite;
  • digestivos, tais como modificações do comportamento alimentar (mais apetite, desejos de comer repentinos), más digestões, diarreias e/ou prisão de ventre;
  • genito-urinários tais como corrimento, cistites.

Originally posted 2014-03-25 11:49:30.

medicomenu - Porque o terreno?

Porque o terreno?

Atualmente, a noção de terreno une o doente à sua doença, indica que a mesma doença pode exprimir-se de diferentes formas de um sujeito para o outro, e integra o individuo no seu ambiente.
Liga-se à noção de globalidade ou noção de doença alargada ao homem, à qual fizemos referência na definição da homeopatia.

A dimensão humana

No entanto, nos factos, a prática médica atual separa o doente da doença, e cria duas entidades distintas. A divisão exagerada da medicina é uma ilustração perfeita: o especialista trata a doença da sua competência, ignorando muitas vezes os outros problemas, que deixa para os colegas.

Fica satisfeito com o tratamento do órgão ou da função: o cardiologista trata o coração, o pneumologista os pulmões, etc. Assim, por exemplo, as consequências físicas ou psíquicas de uma intervenção só raramente interessam o cirurgião, que se acomoda apenas com o resultado do aspeto técnico da sua operação, entrincheirando-se por detrás do êxito desta última para não tomar em consideração as queixas do paciente.

É por isso que aquilo que sobressai atualmente é que “a doença é separada do homem concreto que sofre, e é estudada num corpo, ele próprio separado. Dupla abstração que faz da doença pessoalmente sofrida pelo homem concreto um facto secundário.

Tal é o calcanhar de Aquiles da medicina ocidental ao isolar o corpo e a doença, e fazer do homem que sofre o fantasma que vem perpetuamente assombrá-lo e lembrar-lhe as suas faltas”.

A homeopatia faz parte da medicina ocidental; a maioria dos médicos homeopatas são generalistas. Estes últimos ligam o corpo à doença e o homem que sofre aos dois e. assim, ocupam-se da dimensão humana da doença e dos seus diferentes aspetos.

Na época de Hahnemann, tomar em consideração os antecedentes do doente, do seu modo de vida. da sua alimentação, fazer um interrogatório aprofundado era verdadeiramente revolucionário.

Assim, podemos lembrar que, desde a origem, pareceu a Trousseau – no entanto mais hostil que a homeopatia dava “uma ideia nova do medicamento, um método novo de constituir a Matéria médica, uma Terapêutica geral de certas relações afirmadas entre a natureza do medicamento e a da natureza*: mais tarde, a abordagem inovadora do doente, a noção de terreno e de tipo sensível foram reconhecidas e retomadas pelos alopatas.

Nos nossos dias, o exame clínico habitual engloba estes elementos. A noção de terreno tomou-se vulgar: a aproximação atual do doente quer-se global, os antecedentes pessoais e familiares, a história da doença, a dieta alimentar, o modo de vida fazem parte disso. O terreno é descrito para encarar a singularidade desta ou daquela reação do indivíduo.

Falamos de um terreno atópico (para os sujeitos alérgicos), de um terreno atreito a enxaquecas; a abordagem clínica de um paciente que sofre de uma maneira crónica é simultaneamente somática e psicossocial.

Mas, nos factos, a medicina ocidental, pelas suas estruturas, o seu modo de funcionamento e
sobretudo a sua terapêutica inadaptada, não consegue fazer a ligação entre o homem que sofre e
a doença.

O procedimento atual dos médicos generalistas – que vamos detalhar no capitulo seguinte – é eloquente. Mostra o seu embaraço e a sua incapacidade para responder a esta imperiosa
necessidade que tanto eles como os seus pacientes sentem: tratar a doença assim como o homem que sofre. A terapêutica homeopática, por seu lado, responde a esta expectativa.

Originally posted 2014-03-25 14:41:04.