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O que é a Psora

A psora é o modo reacional mais comum do organismo. Neste modo, as doenças aparecem periodicamente, recomeçam sob a mesma ou diferentes formas, e atacam a pele, as mucosas e as serosas. Portanto, as afeções podem coexistir ou alternar.

Os sujeitos predispostos

Este modo aparece nos sujeitos que têm:

  • antecedentes pessoais ou familiares de doenças cutâneas e/ou de alergia e/ou de doenças metabólicas tais como a gota, diabetes, hipercolesterolemia, hipertensão arterial. Estas últimas são na sua maioria postas em jogo pelo comportamento do doente e do ambiente onde vive;
  • perturbações da termorregulação que se manifestam através de uma tendência para termos muito calor ou ao contrário muito frio;
  • um cansaço global ou que aparece de repente (crise de cansaço);
  • desregramento do apetite no sentido do excesso; uma alergia às picadas de insetos, um mau cheiro das secreções e excreções devido ou a uma aversão pela lavagem de alguns sujeitos tendo este modo reacional, ou ao próprio cheiro destas eliminações, a transpiração por exemplo.

O estado geral destes sujeitos melhora através das eliminações e piora com a sua supressão.

Os fatores desencadeantes

Os principais fatores desencadeantes da psora estão ligados:
Ao modo de vida:

  •  a sedentariedade;
  •  uma alimentação traficada e/ou desequilibrada, demasiado ou pouco abundante. A obesidade entra neste quadro: assim, o aumento de peso resulta de uma predisposição genética e de um ambiente especial. A sedentariedade e a abundância de alimentação das nossas sociedades vão de par com o número dos nossos obesos; o álcool, o tabaco.

A um ambiente poluído:

  •  indústria química, atmosfera poluída, alimentação à base de inseticidas, de pesticidas, de hormonas, vinhos traficados;
  • radiações externas, mas também internas: tubos fluorescentes, ecrãs de televisão ou de computador; ambiente barulhento (viatura, comboio, avião, música de ambiente) na origem de nervosismo, irritabilidade, e de uma má qualidade de sono, músicas com ritmos nefastos para o individuo.

A fatores psíquicos pessoais:

  •  emoção, paixão;
  • sentimento de frustração, de dominação.

Os sinais gerais

Traduzem o modo de reação geral dos sujeitos face à doença: a pele está sempre implicada ou na doença, ou nos antecedentes do doente.

As perturbações traduzem-se no mínimo por uma pele doentia e com mau cheiro, quase sempre com acne, eczema, ou outras manifestações cutâneas pruriginosas. A pele é um modo de eliminação frequente dos detritos orgânicos; deve ser respeitado.

O tratamento intempestivo de algumas dermatoses (eczema) com meios locais (cremes com cortisona) corre o risco de provocar perturbações internas profundas (asma) na origem da psora retraída.
Estas manifestações cutâneas alternam ou coexistem com fenómenos:

  • alérgicos da esfera ORL e pulmonar, asma, rinite;
  • digestivos, tais como modificações do comportamento alimentar (mais apetite, desejos de comer repentinos), más digestões, diarreias e/ou prisão de ventre;
  • genito-urinários tais como corrimento, cistites.

Originally posted 2014-03-25 11:49:30.

medicomenu - Porque o terreno?

Porque o terreno?

Atualmente, a noção de terreno une o doente à sua doença, indica que a mesma doença pode exprimir-se de diferentes formas de um sujeito para o outro, e integra o individuo no seu ambiente.
Liga-se à noção de globalidade ou noção de doença alargada ao homem, à qual fizemos referência na definição da homeopatia.

A dimensão humana

No entanto, nos factos, a prática médica atual separa o doente da doença, e cria duas entidades distintas. A divisão exagerada da medicina é uma ilustração perfeita: o especialista trata a doença da sua competência, ignorando muitas vezes os outros problemas, que deixa para os colegas.

Fica satisfeito com o tratamento do órgão ou da função: o cardiologista trata o coração, o pneumologista os pulmões, etc. Assim, por exemplo, as consequências físicas ou psíquicas de uma intervenção só raramente interessam o cirurgião, que se acomoda apenas com o resultado do aspeto técnico da sua operação, entrincheirando-se por detrás do êxito desta última para não tomar em consideração as queixas do paciente.

É por isso que aquilo que sobressai atualmente é que “a doença é separada do homem concreto que sofre, e é estudada num corpo, ele próprio separado. Dupla abstração que faz da doença pessoalmente sofrida pelo homem concreto um facto secundário.

Tal é o calcanhar de Aquiles da medicina ocidental ao isolar o corpo e a doença, e fazer do homem que sofre o fantasma que vem perpetuamente assombrá-lo e lembrar-lhe as suas faltas”.

A homeopatia faz parte da medicina ocidental; a maioria dos médicos homeopatas são generalistas. Estes últimos ligam o corpo à doença e o homem que sofre aos dois e. assim, ocupam-se da dimensão humana da doença e dos seus diferentes aspetos.

Na época de Hahnemann, tomar em consideração os antecedentes do doente, do seu modo de vida. da sua alimentação, fazer um interrogatório aprofundado era verdadeiramente revolucionário.

Assim, podemos lembrar que, desde a origem, pareceu a Trousseau – no entanto mais hostil que a homeopatia dava “uma ideia nova do medicamento, um método novo de constituir a Matéria médica, uma Terapêutica geral de certas relações afirmadas entre a natureza do medicamento e a da natureza*: mais tarde, a abordagem inovadora do doente, a noção de terreno e de tipo sensível foram reconhecidas e retomadas pelos alopatas.

Nos nossos dias, o exame clínico habitual engloba estes elementos. A noção de terreno tomou-se vulgar: a aproximação atual do doente quer-se global, os antecedentes pessoais e familiares, a história da doença, a dieta alimentar, o modo de vida fazem parte disso. O terreno é descrito para encarar a singularidade desta ou daquela reação do indivíduo.

Falamos de um terreno atópico (para os sujeitos alérgicos), de um terreno atreito a enxaquecas; a abordagem clínica de um paciente que sofre de uma maneira crónica é simultaneamente somática e psicossocial.

Mas, nos factos, a medicina ocidental, pelas suas estruturas, o seu modo de funcionamento e
sobretudo a sua terapêutica inadaptada, não consegue fazer a ligação entre o homem que sofre e
a doença.

O procedimento atual dos médicos generalistas – que vamos detalhar no capitulo seguinte – é eloquente. Mostra o seu embaraço e a sua incapacidade para responder a esta imperiosa
necessidade que tanto eles como os seus pacientes sentem: tratar a doença assim como o homem que sofre. A terapêutica homeopática, por seu lado, responde a esta expectativa.

Originally posted 2014-03-25 14:41:04.

Aree d’intervento - A Naturopatia

A Naturopatia

A naturopatia não é uma disciplina médica, nem paramédica. Alguns naturopatas prodigalizam conselhos alimentares inadaptados, por vezes na origem de carências vitamínicas ou outras.

Em França, não é necessário nenhum diploma nem estudos oficiais reconhecidos para praticar esta disciplina. Os naturopatas não têm nem a formação nem a competência para fazerem um diagnóstico médico. Portanto, aqueles que não têm consciência disso, são perigosos e podem retardar a utilização de um tratamento médico eficaz no caso de doenças graves ou de indicações cirúrgicas.

Alguns naturopatas mantém a confusão receitando misturas das diversas terapêuticas já citadas, principalmente tudo o que pode ser vendido sem receita médica ou encontrado como complemento alimentar na secção de dietética Estas “receitas” contêm no geral:

  • Tratamentos homeopáticos pouco coerentes e vão até ao ponto de proporem dezenas de medicamentos sob a forma de preparação;
  • Preparações fitoterapêuticas;
  • Oligoelementos e vitaminas assim como toda a espécie de micronutrimentos

 

O meu conselho:

Se procura conselhos alimentares precisos, dirija-se a um médico nutricionista ou a um especialista em dietética. Se sofre de uma doença grave, faça confiança ao seu médico e informe-o das iniciativas que deseja tomar.

Originally posted 2014-03-21 15:30:17.

caderno especial homeo opt - A Psora

A Psora

A Psora

É antes de mais:

  • A presença de doenças de pele, de alergias e de infecções respiratórios;
  • Manifestações cutâneas e/ou respiratórias quase constantes.

É por exemplo:

  • Um homem de negócios, sedentário, com stress, vivendo numa grande cidade, comendo pouco, fumando, e bebendo ocasionalmente.

Corresponde a dois grandes medicamentos:
Sulfur e Psorinum.

A evolução

Faz-se em varias fases:

Uma fase de reação normal do Individuo

Traduz-se por cises reincidentes e alternantes atacando diversos órgãos as crises de asma alternam com ataques de eczema ou sucedem-lhe.

Este modo de eliminação deve ser respeitado e canalizado, porque é um meio natural para o organismo de se desembaraçar dos seus detritos. Entravar estas funções pode levar a uma fase de descompensação.

Os medicamentos pnnopais desta fase são: Sulfur, Hepar sulfur, Calcarea carbonica, Nux vomica. A associação ao tratamento homeopático de uma melhor higiene da vida é indispensável, nessa período, se queremos evitar uma agravarão deste modo reacional.

Uma fase de bloqueio das eliminações

Aparece ou na evolução normal da psora não tratada, ou a seguir a tratamentos inadaptados que bloquearam as eliminações naturais do organismo. A asma toma-se crónica a é acompanhada por sinais de insuficiência respiratória, para retomar o exemplo precedente.

Os medicamentos desta fase são; Sulfur, Psorinum, Causticum, Silicea, Phosphorus, Opium,
Baryta carbónica.
Apesar do estado do doente, a higiene correta de vida mantém-se uma aliada importante

Uma fase Intermédia

Entre estas duas fases, existe um período transitório durante o qual as perturbações da primeira lixam-se a ganham um carácter rebelde e paroxístico. As crises de asma da primeira fase alternam menos com o eczema. Em contrapartida, tomam-se mais violentas e difíceis de controlar.
Durante esta fase, os medicamentos de terreno indicados são Calcarea carbónica, Graphites, Sepia, Lycopodium

A evolução da psora

  • uma fase de eliminação normal com alternâncias e reincidências da asma e do eczema por exemplo;
  • uma fase de fixação com um controlo mais difícil das crises de asma;
  • uma fase de bloqueio que pode manifestar-se num estádio último através de uma insuficiência respiratória crónica.

Originally posted 2014-03-25 12:05:14.

homeopathbottles - Médico Homeopata

Médico Homeopata

A noção de terreno é antiga, visto que Hipócrates já desconfiava de uma predisposição congénita para a tuberculose e descrevia uma constituição e tipos físicos especiais. A originalidade de Hahnemann é ter, para além disso, incluído este procedimento na sua terapêutica, a partir da observação dos doentes.

O que é o terreno?

O terreno define-se classicamente como o “estado de um organismo, quanto à sua resistência
aos agentes patogênicos ou à sua predisposição para diversas afeções”. Tal como a homeopatia, a mediana clássica aborda esta representação do indivíduo sobre o terreno genético e dos acontecimentos.

Já é reconhecido que numerosas situações patológicas resultam do encontro destes dois fatores. Sendo a parte de um e de outro variável, muitas vezes a agressão do agente ambiental é tal que a predisposição genética pouca importância tem. Por vezes, os elementos ambientais tornam-se verdadeiros agentes desencadeantes sobre um terreno predisposto, ou ao contrário, os fatores genéticos vão exprimir-se sejam quais forem as condições de vida.

Portanto, o individuo possui disposições gerais latentes, hereditárias ou adquiridas, que constituem a base de um potencial de defesa. Exprimem-se através de um modo reacional geral (MRG), ou seja, através de uma maneira especial de reagir do organismo que aparece espontaneamente ou a seguir a agressões diversas, chamadas “fatores etiológicos” ou “circunstanciais”. Estas disposições, antigamente chamadas “diáteses”. Compreendem:

  • uma parte inata, interna, imutável, ligada aos genes, e específica a cada indivíduo;
  • uma parte adquirida, externa, modificável, devida aos fatores ambientais, que o transforma mais ou menos forte e prolongadamente. A influência destes fatores sobre o organismo varia em função do terreno genético, tal como acabámos de o abordar sucintamente.

Apesar do formidável desenvolvimento da genética nestes últimos anos, a observação clínica e/ou biológica não permite distinguir estas duas partes.

Os terrenos, cuja expressão são os modos reacionais gerais, são também meios de classificai os medicamentos homeopáticos em grandes quadros, a fim de facilitar a prescrição.

Parece-nos, no estado atual dos nossos conhecimentos, ilusório, perigoso, até mesmo ridículo tentar procurar uma etiologia – ou seja, uma causa – comum a cada modo reacional. Estes conceitos do terreno mantêm-se “quadros de espera”, cuja origem, presumivelmente multifactorial, será talvez descoberta graças aos progressos da imunologia e da genética.

O modo reacional é provavelmente a resultante de fatores genéticos e ambientais, cujo impacto sobre o organismo continua desconhecido. Para esclarecer melhor a continuação desta exposição, vamos utilizar indiferentemente os termos de diátese e de modos reacionais gerais.

Progressivamente, os médicos homeopatas distinguiram quatro grandes grupos reacionais
gerais comuns. Traduzem as faculdades de defesa e de reação do organismo – adquiridas ou
inatas – em agressões variadas. Estes terrenos não são “doenças homeopáticas’, mas, sim, quadros patológicos nos quais o paciente tem mais “probabilidades” de evoluir.

Estes dados, que correspondem a uma visão sintética da vida do doente, são puramente empíricos, e baseiam-se unicamente na sua observação e na experiência clínica do médico. O conhecimento destes grupos permite seguir, até mesmo antecipar, o desenvolvimento das patologias (doenças), embora não tenham etiologias conhecidas ou comuns, porque são baseados antes de mais na observação dos doentes.

Podemos compará-los às vias de caminho-de-ferro cuja origem é desconhecida (a partida é o conceito), o destino semelhante, as estações são as doenças previsíveis, e as manobras das agulhas são possibilidades de evolução do doente para um outro terreno e/ou uma outra doença.

Estas similitudes de reações de defesa de uma categoria de sujeitos não excluem uma capa-
cidade de resposta individual, talvez ligada a uma predisposição genética ou a um ambiente especial, intuitivamente chamado “ponto fraco”. Na maioria das vezes, “colam” com os relatos dos doentes que encontramos em medicina geral, e correspondem à tendência geral de reação destes últimos face à doença ou a um acontecimento desencadeador.

Um doente entra raramente num só modo reacional geral, está muitas vezes encavalitado em vários destes modos. Da mesma forma, alguns medicamentos homeopáticos entram em diferentes diáteses.

As apelações originais destes terrenos são obsoletas, mas persistem devido ao facto a sua antiguidade; distinguimos a psora, a sicose, o tuberculismo, o luetismo.

Originally posted 2014-03-25 11:35:54.