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Quais os medicamentos a escolher?

Em primeiro lugar, nem sempre é fácil encontrar o ou os medicamentos para tratar uma gripe ou as anginas. Um certo hábito e uma iniciação feita pelo seu médico homeopata são muitas vezes necessários.

Mas, não se preocupe, a aprendizagem faz-se rapidamente, e depressa começará a reconhecer os sinais importantes à medida que vai praticando. Por falar nisso, as mães de família treinadas espantam-nos sempre pela qualidade das suas observações e das suas constatações.

Alguns conselhos para aprender a tratar-se com a homeopatia

  • Um comprimido de aspirina fará sempre baixar a febre do seu filho. Em contrapartida, para obter o mesmo resultado com a homeopatia, tem de tomar simultaneamente em consideração o sintoma e a maneira de reagir do organismo. Isto, a fim de determinar o medicamento homeopático específico que convém. É mais difícil, é por isso que o aconselhamos a fazer as suas primeiras armas a partir de problemas mais anódinos que não dão azo a consequências, tais como uma rinofaringite.
  • Os riscos de erro são bastante prováveis visto que não está habituado a utilizar esta medicação. O fracasso será então sinónimo ou de desconhecimento do medicamento apropriado, ou de um erro na interpretação do sintoma ou da doença. Nesta hipótese, não persista e peça conselho ao seu medico homeopata.

Vemos no capítulo que se refere à consulta médica, a precisão das perguntas feitas pelo médico, tanto nas doenças agudas como nas crónicas.

Para começar a tratar-se sozinho com a homeopatia, aconselhamo-lo a ser o mais simples possível na sua reflexão e na observação dos sintomas que constatar. Procure e encontre os sinais evidentes.

Originally posted 2014-03-26 10:50:09.

curare bambini omeopatia - O Progresso da Homeopatia Parte III

O Progresso da Homeopatia Parte III

No século XX

Netoel, Gallavardin, Duprat, Leon Vannier. Rouy, chefiam a homeopatia francesa no princípio deste século. Os primeiros anos são marcados por um recuo do número de médicos homeopatas e sobretudo pela guerra de 1914-1918. O Dr. Leon Vannier, uma grande personalidade, anima com autoridade o desenvolvimento da homeopatia tanto no plano médico como farmacêutico. Cria a Revista da homeopatia francesa em 1912 e dirige um curso destinado aos médicos e aos farmacêuticos.

Em 1911, estuda com um farmacêutico, René Baudry, os métodos de fabricação dos medicamentos homeopáticos e constitui em 1926 a Sociedade dos laboratórios homeopáticos de França. Em 1931, cria um local de ensino, o Centro homeopático de França. Em 1936, em Paris, o hospital Léopold-Bellan utiliza a terapêutica homeopática nos seus serviços.

São numerosos os médicos-chefes e adjuntos da época que são homeopatas. Lathoud, no intervalo de tempo entre as duas guerras, escreve uma matéria médica ainda editada hoje. Charette, Leon Vannier, Fortier- Bemoville, Lamasson, dominam a homeopatia dos anos cinquenta, apesar das lutas de influência importantes.

No princípio dos anos trinta, apenas temos em Paris vinte cinco a trinta oficinas, ditas “farmácias homeopáticas especiais”, que vendem medicamentos homeopáticos. Esses anos marcam o princípio da indústria do medicamento e, nos anos seguintes, a criação de laboratórios especializados: os Laboratórios homeopáticos de França criados por Leon Vannier em 1926, o Laboratório homeopático moderno em 1933 dirigido por René Baudry e Henri Boiron, a Farmacologia homeopática, os Laboratórios Dolisos criados em 1936 por Jean Tétau.

Em 1927, Maurice Delpech cria o Sindicato das farmácias e laboratórios homeopáticos especiais que se tomará o Sindicato da farmácia homeopática. De 1953 a 1981. Henri Boiron assumirá a presidência deste sindicato. Em 1965, sob o seu impulso – graças aos trabalhos de investigação sobre as técnicas de fabricação e de controlo dos medicamentos homeopáticos dos professores Netein, Cier e Aubry -, a França oficializa a homeopatia introduzindo-a na sua oitava edição da Farmacopeia francesa.

Paralelamente, o desenvolvimento importante da indústria farmacêutica favorece, graças a uma investigação de qualidade rapidamente iniciada, o reconhecimento oficial do medicamento homeopático Jean e Henri Boiron, Lise Wurmser para os farmacêuticos, Denis Demarque, Michel Aubin para os médicos, são os pioneiros desta investigação que dá lugar todos os anos a congressos científicos organizados pela Associação francesa para a investigação em homeopatia.

No que se refere ao ensino, a modernização dos conceitos médicos homeopáticos foi obra de médicos tais como os doutores Michel Conan Mériadec, Denis Demarque, Michel Guermonprez, Jacques Jouanny. Esta ultima favorece uma aproximação metódica, lógica e racional da terapêutica homeopática.

Hoje e amanhã

Atualmente, a evolução da homeopatia está estreitamente ligada aos progressos da investigação. Os esforços produzidos pela comunidade homeopática já não têm como único objetivo demonstrarem a atividade das altas diluições, tentam também descobrir os mecanismos de ação dos medicamentos homeopáticos; abrem, igualmente, o campo a uma farmacologia das altas diluições, área que nos reservará, podemos supô-lo, surpresas que ultrapassarão o enquadramento da homeopatia.

O outro polo de interesse dos médicos homeopatas é enriquecer e tomar fiável a matéria médica graças a uma verificação sistemática dos novos dados (clínicos, mas também biológicos) e uma correção dos elementos menos fiáveis. As matérias médicas mais recentes vão nesse sentido. A investigação clínica, auxiliada pela recolha de observações clinicas dos médicos homeopatas, contribui para isso.

Originally posted 2014-03-21 11:29:53.

1307414621lito B2 - A litoterapia

A litoterapia

A litoterapia é o tratamento de doenças com pedras. Utiliza minerais de origem natural. Estes produtos são receitados sob a forma de ampolas para beber em doses ponderáveis. Que se saiba, há poucos estudos sobre este assunto. É uma terapêutica muito pouco utilizada pelos médicos, e não é reembolsada pela Segurança Social.

Originally posted 2014-03-21 15:21:46.

remedio - Os limites naturais da homeopatia

Os limites naturais da homeopatia

A homeopatia só tem indicações médicas. Quando uma intervenção cirúrgica é necessária, esta terapêutica só pode proporcionar um benefício no período pré e pós operatório Apenas a cirurgia curará uma apendicite ou uma peritonite.

No caso em que o órgão e/ou a função estão definitivamente lesionados, por exemplo no caso de cegueira ou de surdez, a homeopatia não terá, evidentemente, qualquer efeito curativo.

Quanto aos verdadeiros limites, estes são desconhecidos e manter-se-ão assim enquanto uma avaliação correta desta terapia não for feita. Esta avaliação só poderá ser feita lealmente se for desenvolvida uma investigação clínica, adaptada às especificidades da homeopatia.

Os limites, tal como em alopatia, dependem também da competência do médico e do seu mais ou menos sólido conhecimento da homeopatia. Assim, alguns médicos homeopatas experientes obtêm resultados muito interessantes nas doenças difíceis de tratar, ao passo que os seus colegas principiantes terão mais dificuldades para obterem os mesmos resultados.

Originally posted 2014-03-24 13:01:02.

herbs larger pic - Porque o Placebo?

Porque o Placebo?

Isabelle Stengers responde:

A prática médica científica […] procura inventar como é que o corpo doente poderia, apesar de tudo, fazer a diferença entre “verdadeiro remédio” e “remédio fictício”. Portanto, tem por efeito parasita, incomodo, […] a singularidade de “tomar verdadeira”, ou seja, “eficaz”, uma ficção […].

Quando a medicina científica pede ao público para partilhar os seus valores, pede-lhe, portanto, para resistir à tentação de se curar “por más razões”, e principalmente para saber fazer a diferença entre cura não reproduzível, dependendo de pessoas e de circunstâncias, e curas produzidas através de meios que fizeram as suas provas que, estatisticamente em todo o caso, são ativos e eficazes para qualquer um.

Mas por que razão um doente, que apenas está interessado na sua própria cura, aceitaria esta distinção? Não é “qualquer um”, membro anónimo de uma amostra estatística. Que lhe importa se a cura ou as melhoras das quais beneficiará eventualmente não constituem nem uma prova nem uma ilustração do tratamento que fez? […].

O funcionamento efetivo da medicina, definido por uma rede de obrigações administrativas, de gestão, industriais, profissionais, privilegia sistematicamente o investimento pesado, técnico e farmacêutico, vetor pretenso do futuro onde o obstáculo (curar-se por más razões”) será submisso.

O médico, que não quer as semelhar-se a um charlatão, vive no mal-estar a dimensão taumatúrgica da sua atividade. O paciente acusado de irracionalidade, intimidado a curar-se por “boas razões” hesita. Onde, nesta confusão de problemas, de interesses, de obrigações, de temores, de imagens, está a “objetividade”? O argumento “em nome da ciência” encontra-se em todo o lado, mas não para de mudar de sentido.”

Originally posted 2014-03-21 16:46:17.