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Nas outras doenças

Quando a actividade da homeopatia não é reconhecida cientificamente no tratamento de uma doença específica, pode colocar-se um problema ético. O médico é responsável, e compete-lhe a ele avaliar o interesse desta terapêutica. Bom senso e flexibilidade guiam a sua acção.

É característico o caso das anginas. Nesta afeção, na maioria das vezes viral, os médicos alopatas receitam regularmente antibióticos. Ora, estes últimos só atuam sobre as bactérias e não sobre o vírus e, por isso não têm, na maioria das vezes, qualquer eficácia contra esta doença.

No entanto, existe o risco que a angina seja provocada pela presença de uma bactéria na garganta, o estreptococo B hemolítico gerador de complicações cardíacas e reumatológicas. Se esta bactéria for localizada, a receita de antibióticos é imperativa. É por isso que uma análise da garganta – teoricamente sistemática e obrigatória – seria indispensável, a fim de determinar a utilidade. Na prática, isto faz-se pouco, e os antibióticos são, portanto, receitados sistematicamente, na maioria das vezes abusivamente.

Os médicos homeopatas fazem raramente eles próprios este exame, mas pedem no, ou imediatamente se o considerarem necessário, ou no caso de fracasso dos seus tratamentos. Reexaminam ou então modificam a sua receita em função dos resultados.

Por estas razões evidentes, os médicos homeopatas – na presença do estreptococo B hemolítico – receitarão antibióticos, pelo menos enquanto a homeopatia não tiver mostrado cientificamente a prova da sua eficácia nesta indicação.

Originally posted 2014-03-24 14:41:51.

1dandelion3 - Os excessos de alopatia não virão também dos proprios doentes?

Os excessos de alopatia não virão também dos proprios doentes?

A utilização excessiva da alopatia lambem é consecutiva, é verdade, ao pedido dos doentes. De facto, os pacientes, em nome do modernismo, querem ser tratados com uma rapidez fulgurante. Não aceitam ter o nariz a pingar mais de três horas, recusam o repouso na cama receitado pelo médico para um lumbago agudo, depois ficam admirados com a persistência dos problemas.

Compreendem dificilmente que a doença deve seguir uma evolução que é preciso dominar, controlar, travar progressivamente; que é necessário deixar ao corpo o tempo de se defender, de se adaptar.
Assim, uma investigação sobre as rinofaringites da criança revela que 33% dos médicos têm a impressão de receitarem antibióticos porque os pais o pediram urgentemente. A propósito disso, é típica a reação dos pais face à febre: a maioria de entre eles não suporta sue a temperatura dos filhos ultrapasse 38ºC.

Também aqui ignoram que a febre é uma reação de defesa do organismo, inevitável na evolução de algumas doenças.

Portanto, é necessário, na maioria dos casos, controlá-la, vigiá-la, deixá-la agir evitando que ultrapasse 38-39° C (exceto quando a criança já teve convulsões). Voltamos a repeti-lo, é uma informação que devemos explicar bem aos doentes.

Originally posted 2014-03-21 16:05:32.

homeopatia e1395316408127 - Mas de facto, o que é a homeopatia?

Mas de facto, o que é a homeopatia?

A homeopatia é uma palavra inventada por Hahnemann a partir do grego omoios semelhante e pathos sofrimento, doença.

Tal como já vimos, o Petit Robert define a homeopatia como um “método terapêutico que consiste em tratar os doentes através de remédios (em doses infinitesimais obtidas por diluição) capazes, em doses mais elevadas, de produzir no homem são sintomas semelhantes aos da doença a combater”.

Portanto, é uma terapêutica que consiste em tratar a doença através de substâncias medicinais que têm a propriedade de possuírem sintomas semelhantes a essa doença. Os medicamentos são administrados numa dose infinitamente pequena, tendo em conta o indivíduo e as suas reacções à doença.

Originally posted 2014-03-20 11:42:57.

homeopatia1 - Quais são os grandes princípios da homeopatia?

Quais são os grandes princípios da homeopatia?

A homeopatia repousa sobre três elementos fundamentais: o princípio da similitude, a infinitesimalidade e a noção de globalidade. Quer dizer que a homeopatia pode ser definida como a aplicação de uma relação de similitude: um medicamento provoca num sujeito são sintomas idênticos àqueles que curaria num sujeito doente.

Só é possível pôr em prática esta relação quando o medicamento é utilizado em doses infinitesimais, e quando tomamos em consideração a noção de globalidade, ou seja, quando consideramos o conjunto dos sintomas apresentados pelo doente para receitar o medicamento.

A homeopatia só actua quando estas três regras são respeitadas. Portanto, é necessário:

  • Encontrar o principio de similitude, ou seja, a relação que existe entre os sintomas do doente e os sintomas provocados pela substância
  •  Que a substância seja utilizada no doente sob a forma de medicamento homeopático,  ou seja, diluída e dinamizada;
  • Tomar em consideração a globalidade, ou seja, analisar a pessoa na sua integralidade, preocupando-se, por conseguinte, com a sua doença, as suas reacções individuais, e com tudo o que a rodeia.

A noção de globalidade, ou noção de doença alargada ao homem, permite encontrar o ou os medicamentos homeopáticos a partir dos sintomas da doença e da totalidade das reacções do indivíduo a esta última. Esta noção de globalidade está na base de um conceito original da doença porque a retira do seu enquadramento nosológico habitual, ou seja, do conjunto das doenças provocadas por um só agente, para fazer dela um fenómeno que afecta o homem doente, e não para separar homem e doença Portanto, a globalidade tem uma influência directa sobre a terapêutica homeopática.

Assim, o doente, na aproximação terapêutica homeopática, é indissociável da doença e do
medicamento.

O princípio de similitude responde a uma definição precisa: um medicamento provoca num sujeito são sintomas idênticos àqueles que é susceptível de curar num sujeito doente.

O exemplo mais clássico e mais ‘picante’ utilizado muitas vezes para explicar o principio de similitude é o exemplo da picada de abelha que provoca no ponto de impacto – todos aqueles que passaram por esta infeliz experiência sabem-no – um inchaço (edema), uma vermelhidão (a pele torna-se rosada) e uma dor viva, aguda, com uma sensação de queimadura.

Esta dor piora com a aplicação de uma compressa quente e melhora com o frio: muitas vezes, a utilização de um cubo de gelo alivia-a.

Em homeopatia, utilizamos portanto a abelha inteira e viva, Apis mellifíca, em todos os edemas rosados que aparecem de repente e que, localmente, pioram com o calor e melhoram com o frio.

Estes edemas tanto podem aparecer no caso de uma conjuntivite com inchaço e vermelhidão nas pálpebras como no caso de um derrame de uma articulação do joelho, por exemplo.

Este medicamento pode, claro, ser utilizado nas picadas de insectos, principalmente de abelha, a partir do momento em que estas últimas provocam um edema análogo.

É por isso que Hahnemann, o fundador da homeopatia, recomendava que houvesse a maior similitude de sintomas entre a doença natural e a doença artificial, ou seja, a doença provocada ficticiamente, em doses ponderais e/ou homeopáticas, pela substância.

 

Originally posted 2014-03-20 12:06:06.

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Os Exames Complementares

Por experiência, os médicos homeopatas constataram que alguns resultados de exames complementares eram úteis para a escolha do medicamento. Vamos dar alguns exemplos:

  • os pacientes que necessitam da prescrição de Lycopodium clavatum têm predisposição para a hiperuricemia, para a hipercolesterolemia e para a acetonuria, aqueles que têm necessidade de Sulfur. para a diabetes;
  • os sujeitos com tendência para a anemia ou para as perturbações da coagulação beneficiarão de China rubra, Ferrum metallicum ou Lachesis mutus;
  • a presença de uma inversão da fórmula sanguínea (percentagem de linfócitos superior à dos polinucleares neutrófilos) é frequente nos sujeitos que têm necessidade de Hepar sulfur.

Durante a consulta, o médico acumulou uma massa de informações que tem de ordenar a fim de separar os sinais homeopáticos mais significativos para a prescrição do ou dos medicamentos mais apropriados. Esta hierarquização toma em consideração, tal como já vimos:

  •  os sinais da doença;
  • os sinais etiológicos, o modo de início e/ou de aparecimento;
  • os sinais gerais, e/ou locais, os sinais psíquicos, as modalidades;
  • o tipo sensível e a constituição

Munido com estas informações, o médico poderá assim decidir a orientação terapêutica que vá tomar.

Originally posted 2014-03-26 10:20:58.