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O Placebo

Medicamento e placebo

O placebo é uma substancia neutra, muitas vezes açúcar, que não tem teoricamente qualquer atividade farmacológica e, portanto, não pode teoricamente curar um doente. Serve de referência, é o nível zero do mar, o meridiano de Greenwich, é em relação a ele que a eficácia de um medicamento é avaliada. Tem todas as características do medicamento ativo, o aspeto, a forma, a cor, o sabor.

Para que serve o placebo?

Em medicina, o placebo, é utilizado para demonstrar que um medicamento é ativo. Para isso, durante uma experimentação, repartimos, através de um sorteio, os doentes em dois grupos, ignorando todos se beneficiarão do medicamento ativo ou do placebo. A comparação dos seus efeitos respetivos permite avaliar a realidade da eficácia do medicamento.

Por isso, o placebo é “nada’, é o vazio, o zero, é quase ou até talvez completamente uma noção filosófica. Vamos dentar lalar Bernard Lachaux e Patrick Lemoine que escreveram um livro sobre este assunto

“Os medicamentos passam, o placebo fica. Será possível imaginar projeto mais vão do que escrever uma obra sobre nada”* Haverá um espirito civilizado, positivo, racional, moderno, numa palavra, cientifico para acreditar que nada é muito? Como entender que ninguém não trata nada sem nada?

A quem é que poderíamos fazer admitir que a mesma medicamentação, dada pelo
mesmo terapeuta, ao mesmo individuo, terá um efeito diferente conforme o momento, o
humor, os estados de alma, o cenário, a situação social, a política, a moda? e porque não
os astros?

Tudo isto não parece lá muito serio ou, então, é preciso pedir ajuda a todos os Paracelsos, Mestres Albertos e outros espagiristas. No entanto, nada existe, nós vimo-lo!

Vimos um homem de boa-fé entrar numa coma impressionante de vinte e quatro horas e ser admitido no serviço de reanimação, depois de ter absorvido duas caixas de placebo especialmente doseado… de sentido.

Lemos que médicos responsáveis e experientes curavam crises de asma receitando aos seus pacientes um placebo que lhes tinha sido apresentado como um novo medicamento milagroso.

Até ouvimos dizer, mas como acreditar, que o Simpósio continha 50% de placebos mais ou menos impuros. Então se o Placebo existe, lemos de falar dele. […]

Então tornou-se na moda, adquiriu notoriedade. Foram-lhe dedicadas centenas de milhares de estudos. Então, para que a sua glória nova não lhe subisse demasiado a cabeça, decidimos pôr-lhe limites, porque ao querer ser demasiado exaustivo pode tomar-se completamente importuno”

Originally posted 2014-03-21 16:40:13.

remedio - Qual é a utilidade do placebo na medicina clássica?

Qual é a utilidade do placebo na medicina clássica?

Felizmente que o medicamento tem uma atividade reconhecida e real; mas a importância da atividade do placebo é enorme. Em todas as áreas da medicina, o placebo tem uma eficácia nada insignificante. A propósito disso, os poucos dados que vêm a seguir são bastantes convincentes.
Sabia que, nas dores que aparecem depois de uma intervenção cirúrgica, o placebo alivia 40% dos pacientes e a morfina 72%?.

Que acalma 50% dos sujeitos que sofram de artrite reumatismal e faz baixar a sua velocidade de sedimentação, sinal biológico testemunha da inflamação? Também diminui de 30% as contrações intestinais de doenças graves tas como a recto-colite hemorrágica: melhora a 78% as asmas; alivia 60% das enxaquecas. Finalmente, uma ultima experiência merece ser citada embora tenha provocado vivas discussões.

Em 1961, durante nove meses, 68 doentes esquizofréncos que viviam num serviço psiquiátrico foram tratados em segredo – ou seja, sem que os doentes e os médicos que os tratavam soubessem – com um placebo em vez da chorpromazine (Largactil). Os resultados são eloquentes: houve 15 casos sem mudança, 2 casos que pioraram, 22 que melhoraram.

Originally posted 2014-03-24 10:33:14.

url - Sinais gerais e evoluçao

Sinais gerais e evoluçao

O modo tuberculínico evolui em duas fases:

A fase de defesa

É caracterizada pela variabilidade dos sintomas para uma só doença
Revela-se por:

  •  uma congestão venosa periférica (pernas pesadas, hémorroïdes) agravada ao calor;
  • ataques de febre sine matéria, crises de crescimento;
  • palpitações, mal-eslares;
  • menstruação demasiado dolorosa, ou irregular;perturbações da eliminação que se manifestam através de:
  1.  desregramentos digestivos crónicos tais como as intolerância alimentares, ou reincidentes como por exemplo as “crises de fígado” ou enxaquecas,
  2. inflamações repetidas rinofaríngeas, pulmonares ou genito-urinánas.

Estas eliminações, contrariamente ao modo reaccional psorico, não devem ser respeitadas, porque estão na origem da astenia e de alteraçao do estado geral.

Os medicamentos de terreno desta fase são: Calcarea phosphorica, Plsatilla, Ferrum metallicum, Sulfur iodatum, Tuberculinum, VAB.

O tuberculinismo

É antes de mais um sujeito:

  • hipemervoso, alto, magro, que se cansa muito depressa:
  •  que teve doenças infecciosas ou virais: que tem tendência para as infecções a repetição (sobretudo ORL ou genitais).

É por exemplo:

  • uma criança nervosa, agitada, friorenta, hipersensível, sujeita a rinofaringites a repetição:
  • uma criança que, depois de ter tido o sarampo, faz bronquites a repetição.

Os grandes medicamentos são: Natrum muriaticum, Silicea. Phosphorus, Tuberculinum.

A fase de descompensação


A seguir à fase de defesa pode aparecer rapidamente – até mesmo imbricar-se – uma fase de descompensação que se traduz clinicamente por um emagrecimento, uma sensibilidade ao frio, uma desidratação, uma prisão de ventre, uma fadiga anormal, e uma falta de resistência do organismo às agressões diversas, mas um apetite igual.
Os principais medicamentos de terreno são: Natrum muriaticum, Sepia, Phosphorus, Silicea, Tuberculinum.

Originally posted 2014-03-25 12:53:49.

medicamentos - Nas doenças Crónicas

Nas doenças Crónicas

A terapêutica homeopática apresenta o mesmo interesse, e pode ter uma atividade terapêutica complementar interessante.

Assim, por exemplo, na diabetes insulo-dependente, a fabricação de insulina é insuficiente ou inexistente. As injeções desta hormona mantém-se por isso indispensáveis.

No entanto, a adição homeopatia permite um equilibro maior e um controlo melhor da diabetes. Assim, a homeopatia participa na prevenção das tremendas complicações desta doença e permite uma redução das doses de insulina.

Do mesmo modo. na hipertensão arterial, nas depressões, a homeopatia autoriza muitas vezes uma diminuição dos tratamentos medicamentosos clássicos ou evita o sobrelanço terapêutico.

Indirectamente, permite uma melhor tolerância das suas substancias que são mais bem suportadas, porque os riscos de efeitos secundários (e indesejáveis destes medicamentos) e de interacções medicamentosas são naturalmente diminuídos.

Em outras doenças crónicas menos graves (principalmente doenças reumatismais) para as quais o prognostico vital não está em jogo – contrariamente aos cancros, sida ou hepatites -, o tratamento homeopático pode tomar-se principal e a terapêutica alopática acessória.

Também aqui se põe o problema de coordenação dos tratamentos. De facto, muitos doentes recusam ou não ousam informar o médico especialista que os trata que se fazem tratar paralelamente pela homeopatia.

O meu conselho

Se estiver a ser acompanhado por um especialista para o tratamento de uma doença cronica e se iniciar um tratamento homeopático em complemento, não deve recear informá-lo ou culpalizar por isso.

Originally posted 2014-03-24 14:34:26.

placebo - Como são determinadas as indicações dos medicamentos homeopaticos

Como são determinadas as indicações dos medicamentos homeopaticos

As indicações dos medicamentos homeopáticos estão reagrupadas num dicionário chamado “matéria médica”. Existem várias matérias médicas das quais algumas foram reatualizadas recentemente.

  •  da experimentação no homem são: são os dados patogenéticos;
  • da toxicologia: diz respeito às informações fornecidas pelas intoxicações voluntárias ou involuntárias, agudas ou crónicas, de substâncias tóxicas ou medicamentosas;
  • da experiência clínica: aplica-se a verificar a atividade do medicamento sobre os sintomas que emanam das duas primeiras fontes de informações (verificação do princípio de similitude) e a constatar a cura de sinais da doença que não provêm da experimentação nem da toxicologia

Todos estes dados não são distintos no seio das matérias médicas, mas a tendência atual é diferenciá-los.
A matéria médica de cada medicamento compreende

  • a sua origem;
  •  a composição química do medicamento;
  • as modalidades:
  • os sujeitos sensíveis ou que respondem bem;
  • as principais indicações;
  • as precauções de utilização e as contra-indicações

Nesta obra, para que seja mais didática, foram acrescentadas:

  •  a posologia mais adaptada em função das indicações médicas;
  •  as comparações com os outros medicamentos nas indicações respetivas.

Originally posted 2014-03-25 11:16:54.