mesoterapia 1 -

A partir de 1993, o método de preparação em frasco único, criado pelo conde Korsakov em 1832, ficou novamente disponível em Franca. Este modo de fabricação – embora utilizado vulgarmente no estrangeiro – foi durante muito tempo proibido em França porque era considerado demasiado impreciso pelo legislador.

Esta técnica permite obter o conjunto das diluições a partir da utilização de um frasco único que despejamos depois de cada diluição e dinamização.

Explicação: deitamos 1 gota da tintura-mãe da substância em 99 gotas de álcool, abanamos (dinamização) e obtemos assim a primeira korsakoviana ou 1K. Despejamos o conteúdo do frasco: fica nas paredes uma dose avaliada em 1% da 1K. Acrescentamos 99% de álcool, dinamizamos, obtemos a segunda korsakoviana, que já contém a 1K. Repetimos as operações até à obtenção da diluição desejada.

0 interesse desta técnica reside na presença do conjunto de diluições precedentes em cada tubo o que assegura uma eficácia optimal do medicamento. Assim. Belladonna 30K, Belladonna à 30ª korsakoviana, contém o conjunto das diluições anteriores, ou seja, aquelas que vão da 1K à 29K, contrariamente à Belladonna 4CH que só contém a 4 H e não a 1, a 2, a 3CH.

Seja qual for o método escolhido, é obtida uma solução depois de cada diluição e dinamização. A solução, pulverizada, vai impregnar pequenas esferas feitas de uma substância inerte89 de lactose e sacarose: os grânulos de 50mg ou os glóbulos de 5mg. Assim nasce o medicamento homeopático.

Correspondência teórica entre estes dois métodos

Diluições hahnemanianas

Diluições korsakovianas

5CH

30K

7CH

200K

9CH

5.000K

10CH

10.000K

 

De uma maneira geral, a posologia é definida, para os medicamentos homeopáticos, pela altura de diluições. Chamamos:

  • Baixas diluições, 4CH, 5CH, 7CH;
  • Medias diluições, 9 a 12CH
  • Altas diluições, 15CH a 30CH.

Quando toma Belladonna 4CH, utiliza uma baixa diluição, o que é frequente nas anginas por exemplo.

Originally posted 2014-03-25 10:11:03.

wp12b6bea4 - Os falsos limites da homeopatia

Os falsos limites da homeopatia

Os opositores da homeopatia querem muitas vezes limitar esta última ao papel de terapêutica de complemento nas doenças ditas “funcionais” para as quais não descobrimos qualquer perturbação física.

Um doente é qualificado de “funcional” quando um sofrimento ou uma queixa desmentem os exames clínicos e complementares (radiografias, exames biológicos ou outros) normais quando o objectivo contradiz o subjectivo. Um doente cansado ou esgotado cerebralmente. Sofrendo das costas ou do estômago, uma mulher ansiosa ou deprimida, enquadrem-se neste caso.

Os médicos clássicos ficam desprevenidos face a este tipo de pacientes que, no entanto, representam uma grande parte dos doentes de cidade. Sobretudo não objecte que são “falsos” ou “pequenos” doentes: a definição do estado de saúde da Organização Mundial da Saúde é clara: a saúde é “um estado de completo bem-estar físico: mental e social e que não consiste apenas num ausência de doença ou de enfermidade”

Os médicos homeopatas, através da especificidade da sua terapêutica, têm uma resposta melhor adaptada do que a da medicina clássica. Para além disso, muitos doentes que entram nesse enquadramento “funcional” são tratados e curados por esta terapêutica.

Esta eficácia é ainda mais notável quando estas pessoas recorreram, sem êxito, à medicina clássica e a tratamentos arbitrários à base de magnésio ou de ansiolíticos. Mesmo que os êxitos da homeopatia se limitassem apenas a esta área, seria ainda muito útil e evitaria fenómenos secundários ou dependências ligadas a esta ultima classe de medicamentos.

Para além disso não nos devemos esquecer de que as doenças funcionais de hoje fazem o leito das doenças orgânicas de amanhã.

Originally posted 2014-03-24 15:07:28.

Aree d’intervento - Podemos ser vacinados por homeopatia ou emagrecer com ela?

Podemos ser vacinados por homeopatia ou emagrecer com ela?

“Podemos ser vacinados por homeopatia”

Não, não podemos ser vacinados por homeopatia. A vacinação, no sentido pasteurizado do termo, supõe a produção de anticorpos depois da injeção de antígeno. Em contrapartida, existem tratamentos homeopáticos preventivos que evitam certas doenças, tal como a gripe por exemplo.

“A Homeopatia poderá fazer emagrecer?”

Não. a homeopatia não faz emagrecer. Alguns médicos fazendo-se passar por homeopatas aproveitam-se da confiança natural dos pacientes para receitarem sob a forma de cápsulas, medicamentos – perigosos no individuo são,

Na maioria das vezes à base de hormonas tiroidanas de diuréticos e de anfetaminas, estas substâncias provocavam respetivamente uma perda da massa muscular, uma desidratação e uma carência mineral e, para os últimos, uma dependência psíquica com depressão física e mental e uma astenia muito importante.

Felizmente, uma legislação relativamente recente proibiu a utilização destas substâncias em preparação magistral (sob a forma de cápsulas receitadas pelo médico). Apenas uma dieta ou, mais exatamente, uma mudança de hábitos alimentares, e um acompanhamento médico seno permitem obter um resultado.

Um tratamento homeopático personalizado, tratando as perturbações coexistentes com a obesidade proporciona um melhor conforto ao paciente e tem um efeito benéfico sobre a redução ponderal.

Originally posted 2014-03-24 12:05:37.

homeopatia1 - Quais são os grandes princípios da homeopatia?

Quais são os grandes princípios da homeopatia?

A homeopatia repousa sobre três elementos fundamentais: o princípio da similitude, a infinitesimalidade e a noção de globalidade. Quer dizer que a homeopatia pode ser definida como a aplicação de uma relação de similitude: um medicamento provoca num sujeito são sintomas idênticos àqueles que curaria num sujeito doente.

Só é possível pôr em prática esta relação quando o medicamento é utilizado em doses infinitesimais, e quando tomamos em consideração a noção de globalidade, ou seja, quando consideramos o conjunto dos sintomas apresentados pelo doente para receitar o medicamento.

A homeopatia só actua quando estas três regras são respeitadas. Portanto, é necessário:

  • Encontrar o principio de similitude, ou seja, a relação que existe entre os sintomas do doente e os sintomas provocados pela substância
  •  Que a substância seja utilizada no doente sob a forma de medicamento homeopático,  ou seja, diluída e dinamizada;
  • Tomar em consideração a globalidade, ou seja, analisar a pessoa na sua integralidade, preocupando-se, por conseguinte, com a sua doença, as suas reacções individuais, e com tudo o que a rodeia.

A noção de globalidade, ou noção de doença alargada ao homem, permite encontrar o ou os medicamentos homeopáticos a partir dos sintomas da doença e da totalidade das reacções do indivíduo a esta última. Esta noção de globalidade está na base de um conceito original da doença porque a retira do seu enquadramento nosológico habitual, ou seja, do conjunto das doenças provocadas por um só agente, para fazer dela um fenómeno que afecta o homem doente, e não para separar homem e doença Portanto, a globalidade tem uma influência directa sobre a terapêutica homeopática.

Assim, o doente, na aproximação terapêutica homeopática, é indissociável da doença e do
medicamento.

O princípio de similitude responde a uma definição precisa: um medicamento provoca num sujeito são sintomas idênticos àqueles que é susceptível de curar num sujeito doente.

O exemplo mais clássico e mais ‘picante’ utilizado muitas vezes para explicar o principio de similitude é o exemplo da picada de abelha que provoca no ponto de impacto – todos aqueles que passaram por esta infeliz experiência sabem-no – um inchaço (edema), uma vermelhidão (a pele torna-se rosada) e uma dor viva, aguda, com uma sensação de queimadura.

Esta dor piora com a aplicação de uma compressa quente e melhora com o frio: muitas vezes, a utilização de um cubo de gelo alivia-a.

Em homeopatia, utilizamos portanto a abelha inteira e viva, Apis mellifíca, em todos os edemas rosados que aparecem de repente e que, localmente, pioram com o calor e melhoram com o frio.

Estes edemas tanto podem aparecer no caso de uma conjuntivite com inchaço e vermelhidão nas pálpebras como no caso de um derrame de uma articulação do joelho, por exemplo.

Este medicamento pode, claro, ser utilizado nas picadas de insectos, principalmente de abelha, a partir do momento em que estas últimas provocam um edema análogo.

É por isso que Hahnemann, o fundador da homeopatia, recomendava que houvesse a maior similitude de sintomas entre a doença natural e a doença artificial, ou seja, a doença provocada ficticiamente, em doses ponderais e/ou homeopáticas, pela substância.

 

Originally posted 2014-03-20 12:06:06.

caderno especial homeo opt - A consulta médica

A consulta médica

A consulta, resultado do encontro do medico com o seu doente, termina no diagnostico e na prescrição ou a abstenção terapêutica. O procedimento do medico é simples, lógico e rigoroso.

Os meios dos médicos homeopatas são os mesmo que os do seu colega generalista: o diagnostico – ou antes, o resultado de consulta – é encarado logo no interrogatório em metade dos casos, a seguir ao exame clínico num outro quarto, e depois dos exames normais de laboratório no ultimo quarto.

O médico homeopata utiliza preferencialmente a sua terapêutica mas recorre eventualmente a outras – entre as quais, claro, a alopatia – se o considerar útil, ou propõe uma intervenção cirúrgica
se necessário. Procura os elementos que permitem confrontar a queixa do doente com os modos
reacionais gerais a fim de facilitar a prescrição homeopática.

O conhecimento destes últimos, indispensável nas doenças crónicas, é muito relativo nas afeções agudas, expecto se estas últimas aparecerem num terreno especial. Assim, para além da aproximação terapêutica, o procedimento do médico homeopático é o procedimento de qualquer clínico.

Portanto, a consulta permite ao médico homeopata reconhecer os sinais homeopáticos e integrá-los nos modos reacionais com um objetivo terapêutico.

Vamos simplificar ao abordarmos apenas o diagnóstico das doenças que entram num quadro
nosológico preciso, ou seja, correspondem a uma afeção bem definida

Para isso. o médico procura aquilo a que chamamos na gíria médica “os sinais patognomónicos” da doença, ou seja, aqueles
que assinalam a doença e asseguram com firmeza o diagnóstico.
Assim, por exemplo, a presença de pontos brancos com uma aureola vermelha à volta na face interna das bochechas (sinal de Kopkk) numa criança constipada e com febre é patognomónico do sarampo e é o suficiente para declarar o diagnóstico até antes da erupção característica.

Do mesmo modo, a presença do sinal de Lasègue, ou seja, o desencadeamento, num sujeito deitado, de uma dor quando levanta a perna em extensão, basta para anunciar o diagnóstico de ciática, para além da presença de qualquer outro sinal.

Estes sinais bem codificados ajudam o médico a fazer o seu diagnóstico, mas, infelizmente, raramente estão presentes, porque, tal como já vimos, os doentes poucas vezes “entram” num quadro nosológico preciso.

Portanto, o médico prescreve em função da sua experiência, dos seus conhecimentos do doente e da doença, este ou aquele medicamento O médico que sabe combinar melhor esta realidade é considerado “um bom médico”.

A consulta desenvolve-se artificialmente em dois tempos: o primeiro permite a análise da queixa e um eventual diagnóstico, o segundo termina na decisão terapêutica. Apenas este último tempo difere quando o médico opta por utilizar a homeopatia. A escolha desta terapêutica necessita da descoberta de informações clínicas complementares significativas a fim de encontrar o ou os medicamentos.

Estas últimas são habitualmente postas de lado pelo médico não homeopata, porque não são úteis nem para o diagnostico nem para a escolha do medicamento.

A consulta é um diálogo permanente com o paciente, no meio do qual se intercala o exame físico do doente. Este diálogo – tempo fundamental que introduz e conclui a consulta – será rigoroso, preciso e efetuado com competência, a fim de permitir encontrar rapidamente o diagnóstico. Para isso, o médico deve saber criar um clima de confiança, estar atento, escutar o doente, mostrar-lhe o seu interesse, a fim de estabelecer uma relação privilegiada.

Originally posted 2014-03-25 16:39:48.