A Homeopatia e o doente

Embora a homeopatia seja utilizada por 36 % dos franceses, existem muitas zonas escuras quanto à sua destinação e às suas indicações Vamos tentar esclarece-las.

“A quem se destina a homeopatia?”

A terapêutica homeopática convém a todas as idades e a todos os indivíduos – bebés, pessoas de idade, mulheres grávidas, diabéticas – ou em primeira intenção, ou em complemento de um tratamento.

  • Para os bebés, antes dos seis meses, é aconselhado derreter os grânulos num restode biberão a fim de termos a certeza de que o bebé engole o conteúdo todo. Depoisdesta idade, os grânulos podem ser postos, um ou dois, diretamente na boca; depoisde um tempo de surpresa exprimido através de um “beicinho” dubitativo, o bebé habituar-se-á muito facilmente.
  • Do mesmo modo. o tratamento homeopático não tem perigo para as mulheres grávidas, e constitui muitas vezes uma medicina de primeira intenção. As outras terapêuticas são sempre delicadas de utilizar durante este estado especial, porque podem ter uma repercussão significativa sobre a mãe e sobre o feto. Por conseguinte, os ginecologistas enviam-nos regularmente as suas parturientes. ou seja, as mulheres grávidas, que apresentem perturbações para as quais a terapêutica alopática poderia constituirum risco.
  • Para as pessoas de idade, devido ao abrandamento do seu metabolismo e dacronicidade das suas doenças, a homeopatia é um tratamento de opção. Utilizada sozinha ou em complemento, a homeopatia permite reduzir as terapêuticas alopáticas,lutar indiretamente contra os seus efeitos secundários, e proporciona bem-estar e conforto ao doente de idade.
  • Nos diabéticos, a composição em lactose e em sacarose dos grânulos homeopáticosnão constitui uma contra-indicação para a sua utilização. Pelo contrário, muitas vezes,a adjunção de um tratamento homeopático permite um equilíbrio melhor da doença, euma redução dos tratamentos com um objetivo antidiabético.

Originally posted 2014-03-24 11:42:14.

homeopatia e1395316408127 - As diferentes formas do medicamento homeopático

As diferentes formas do medicamento homeopático

O medicamento homeopático tem uma forma original, o granulo e o glóbulo, que não encontramos em nenhum outro medicamento alopático.

Os tubos-granulo e as doses-glóbulos

Tal como já foi mencionado, os grânulos são pequenas esferas de lactose e de sacarose de 50mg; os glóbulos, forma farmacêutica criada por Léon Vannier em 1934, pesam 5mg e são aproximadamente de vezes mais pequenos do que os grânulos.

Estas duas formas tem funções diferentes:

O tubo-granulo

A dose-glóbulos

Utilização

Quotidiana

Raramente quotidiana. Muitas vezes hebdomadária ou mensal

Quantidade

Dois, três ou cinco

O tubo inteiro de uma só vez

 

As outras formas medicamentosas

São vulgarmente utilizadas em homeopatia duas outras formas:

  • A forma gota, para a utilização direta das tinturas-mães
  • A trituração, que corresponde às formas pós.

Também existem diversos modelos mais raramente utilizados: as ampolas bebíveis, as ampolas injetáveis, os comprimidos, as pomadas, os supositórios.
O médico também pode compor uma preparação dita “magistral” a partir de vários medicamentos homeopáticos, e “criar” um medicamento melhor adaptado ao seu caso.

Originally posted 2014-03-25 11:10:32.

1dandelion3 - De que são feitos?

De que são feitos?

Os medicamentos homeopáticos soo provenientes principalmente, tal como acabamos de ver, de todos os reinos da natureza: animal, vegetal ou mineral

As substâncias vegetais

As substancias vegetais, as plantas, as mais numerosas, aproximadamente 1 500 estão na origem doe medicamentos homeopáticos.

A legislação impõe a apanha de plantas frescas {com as suas raízes), de manha cedo, no seu habitat natural. De preferência selvagens, estes vegetais devem ter crescido o máximo possível ao abrigo da poluição, ou seja, sem a utilização de adubos químicos, pesticidas, herbicidas, fungicidas, inseticidas. As plantas cujo habitat está afastado dos laboratórios homeopáticos são transporta- das secas.

Conforme os medicamentos, utilizamos tudo ou uma parte da planta, sendo a base uma tintura-mãe que provem da maceração desta última em álcool.

As substancias de origem animal

Tem por origem:

  • Um animal inteiro, tal como a abelha ou a formiga vermelha
  • Uma parte ou uma secreção intestinal de cachalote; ou Vípera, a víbora, cujo veneno é utilizado no medicamento homeopático.
  • Microrganismos derivados do bacilo tuberculoso Aviaire, Tuberculinum ou TK, Tuberculinum residuum ou TR; VAB o BCG, provenientes de bactéria patogênicas retiradas do homem ou do animal, Anthracinum, lisado de fígados de coelhos aos quais foi inoculado o carvão; Luesinum, serosidade do cancro primitivo sifilítico retirada antes de qualquer tratamento. Estes medicamentos provenientes desta área são chamados bioterápicos (antigamente nósodos). São fornecidos aos laboratórios homeopáticos pelo Instituto Pasteur ou Mérieux. Os mais conhecidos são Influenzinum, preparado a partir da vacina anti gripe e utilizado na prevenção da gripe, e colibacilinum, que é um lisado de várias bases de colibacilos, muito útil na prevenção das infecções urinárias a repetição.

Para os animais, também aqui a base é uma tintura-mãe, o veiculo é o álcool, ao passo que, no geral, os venenos ou os microrganismos são eles próprios a base e o veiculo da lactose.

As substancias de origem mineral

As bases de origem mineral provem:

  • De corpos naturais tal como o sal de mar, ou o calcário da concha de ostra, a sílica ou o petróleo.
  • De corpos compostos definidos pelo seu modo de preparação: é o caso de Causticum, mistura de cal e de bissulfato de potássio, ou de Hepar sulfur, mistura de calcário de ostra e de flor de enxofre purificado.

Classificamos nesta categoria substancias puramente químicas, tais com o enxofre, o Sulfur, o iodo, Iodum.

As substancias de outras origens

Colocamos neste grupo não só os bioterápicos que acabamos de descrever, como também uma classe especial destes últimos, os isoterápicos. São derivados de substancias:

  • que provem do próprio doente: o sangue, as fezes, as urinas, os escarros;
  • transportados pelo doente: por exemplo uma substancia alérgica, pólen ou pelos de gato, que desencadeia sistematicamente a doença neste doente.

Também aqui, são as substancias que constituem diretamente as bases dos medicamentos homeopáticos.

Originally posted 2014-03-25 10:57:28.

Hahnemann1 - As ideias medicas no século de Hahnemann

As ideias medicas no século de Hahnemann

Um século “charneira”

Até ao final do século XIX, a história da medicina, das ciências e da filosofia é comum. Hahnemann nasceu a meio do século das Luzes. É uma época “charneira” que marca a passagem da medicina de observação e do vitalismo – defendido por Stahl, Bordeu, Barthez, Dupuytren, Bichai – para o determinismo, fundamento da acção da medicina experimental, da qual Magendie foi o precursor, sendo depois o seu aluno Claude Bernard, o fundador.

 

No século XVIII, as ciências, cada vez mais baseadas na experimentação, escapam progressivamente à metafísica e fazem pouco a pouco com que a Igreja perca o seu poder. No entanto, o domínio desta última ainda está bastante presente, visto que as teorias mecanistas da época, que retiravam toda a natureza divina ao homem reduzindo-o a um objecto, são muito dificilmente admitidas.

 

No oposto, os animistas, dos quais Stahl era o chefe, pensavam que existia uma alma sensível que, sozinha, animava o corpo.

 

O vitalismo

Uma corrente, que constitui um meio-termo, é desenvolvida por Bordeu e Barthez da Escola de Montpellier: o vitalismo. Este último movimento sugeria que a vida não podia explicar-se nem através do animismo, que não tomava em consideração os fenómenos físicos e químicos, nem através do mecanismo puro, que fazia do homem uma máquina complexa. Bichat (1771-1802), porta-voz e apoio do vitalismo, pensava que a compreensão dos fenómenos vitais podia explorar-se, mas não podia explicar-se através da física e da química.

 

Do mesmo modo, os vitalistas não rejeitavam os conceitos médicos, mas acreditavam que os conhecimentos e as técnicas da sua época não lhes permitiam chegar lá.

As etapas marcantes da vida de Samuel Hahnemann

 

1750 – Casamento em segundas núpcias de Christian Gottfried Hahnemann, pintor de porcelana, e de Christiana Spiess.

1755 – Nascimento de Christian Friedrich Samuel Hahnemann a 10 de Abril em Meissen, na Saxónia, terceiro de uma fratria de quatro filhos.

1765 – Entrada para a escota principesca da Saint Afra, onde aprende numerosas línguas entre elas o inglês, o francês, o latim, o grego a o hebreu.

1775-1779 – Estudos da medicina em Leipzig. Tese de doutor em medicina Exame das
causas e do tratamento rui afecções espasmódicas. É iniciado em química por Leonhardi

1776 – Inicio da sua actividade de tradutor.

1777 – Estágio de seis meses na escola de medicina de Viena: ensino baseado na observação e o ensino clínico no leito do doente.

Tradução do Ensaio sobre hidrofobia da Nugent.
Entrou na franco-maçonaria.

1780 – Torna-se médico em Hettstedt onde exerce modestamente a medicina. Pratica a química em casa do seu futuro sogro, o farmacêutico Haeseler. Começa um trabalho importante de tradução e de numerosas publicações de química.

1782 – Casamento com a filha adoptiva de Haeseier, Henrtetie KueMet, com a qual terá onze filhos.

1784 – Publicação do Método para tratar cuidadosamente as feridas antigas e as úlceras
pútridas.

1786 – Publicação de Do envenenamento com arsénico, o seu tratamento e a sua demonstração em medicina legal.

1789 – Publicação da Instrução aos cirurgiões sobre as doenças venéreas, precedida por uma nova preparação de mercúrio.

1789 – Hahnemann renuncia a prática médica e vive das suas traduções e dos seus
trabalhos de química. Publica o Tratado das doenças venéreas.

1790 – Primeiro enunciado do princípio de similitude por ocasião da tradução da Mareia
medica de Cullen.

1791 – É distinguido pelos seus numerosos trabalhos de tradução e é eleito membro da
Academia das ciências do eleitorado de Mogúncia.

1792-1804 – Assaltado pelas preocupações muda-se quinze vezes em treze anos.

1796 – Nascimento oficial da homeopatia no Ensaio sobre um nove principio para descobrir as virtudes curativas das substâncias medicinais, seguido por algumas exposições sumárias sobre os princípios admitidos aia aos nossos dias.
A 14 de Maio: primeira vacinação antivariólica de Jenner.

1805 – Publicação de textos importantes da terapêutica homeopática.

  • Esculápio na balança;
  • Medicina da experiencia;
  • Fragmentos sobre os efeitos positivos dos medicamentos observados no homem são, que constitui a primeira matéria médica homeopática.

1810 – Publicação da primeira edição do Organon da medicina racional que instaura as bases da doutrina homeopática, que se intitulará a seguir o Organon da arte de curar, e passará por seis edições diferentes, entre as quais a última, póstuma, só seria editada em 1921.

1811-1821 – Instalação de Hahnemann em Leipzig, onde retomará com sucesso a sua prática médica.

Ensina a homeopática na faculdade de medicina de Leipzig e opõe-se à medicina da sua época.

Primeiva edição dos seis tomos da Matéria médica pura.

 

1814 – Adquire uma grande reputação graças aos seus sucessos obtidos na epidemia de tifo.

1821 – Deixa Leipzig a seguir a um processo com os farmacêuticos que o censuram por preparar sozinhos os seus medicamentos. Foi instalar-se em Kôthen.

1823-1827 – Segunda edição da Matéria médica pura reactualizada.

1828-1839 – Publicação das edições sobre As doenças crónicas, a sua natureza especial e o seu tratamento homeopático, nas quais Hahnemann explica as recidivas das doenças através dos miasmas.

1830 – Falecimento de sua mulher

1831 – Epidemia de cólera: resultados espectaculares da homeopatia, à qual os clássicos pedem ajuda.

1833 – Inauguração do primeiro hospital homeopático em Leipzig.
Difusão da homeopatia na Europa.

1835 – Novo casamento de Hahnemann aos setenta e nove anos com uma jovem francesa de trinta e quatro anos que tinha vindo consultá-lo, Mélanie d’Hervilly.
Viaja para Paris onde retoma a actividade médica.

1843 – A 2 de Julho, falecimento de Hahnemann aos oitenta e oito anos. Está sepultado
no cemitério do Père-Lachaise em Paris.

 

 

O vitalismo — do qual Hahnemann se reclamará — não põe em causa os fenómenos teológicos, mas recusa admitir que a vida só se reduza a esta única resposta. Concebe o ser vivo como sendo animado por uma consciência da vida. Esta percepção opõe-se à visão mecanista reducionista que sugere que a vida é o único resultado de uma soma de mecanismos.

 

O vitalismo coincide com a visão global do ser humano da Hahnemann. Corinne Coop-Phane, professor de epistemologia e de história da medicina, num artigo intitulado “Os médicos são vitalistas que se ignoram, conclui: “Os vitalistas mostraram como é que o Universo pouco a pouco foi conquistado e decifrado, com o devido respeito ao seu irredutível mistério.

 

Sem esta amplitude, este horizonte, não compreendemos a vida, mesmo se dedicarmos o nosso tempo a recortá-la. A escutá-la, a dividi-la em pedaços Nenhum científico do século XX ousa reclamar-se do vitalismo, visto que qualquer pensamento da matéria, principalmente do corpo humano, quando não cede ao reducionismo, está cheio de um vitalismo inconfessado.

 

”Mas: “Não poderíamos admitir nos seres vivos um principio vital livre, lutando contra a influência das condições físicas”, dizia Claude Bernard ao encontro das posições de Bichai. “Actualmente, não há muitos biologistas que recusem partilhar esta fé determinista, mesmo quando esta crença não é o suficiente para eles”. Vitalismo a determinismo ou mecanismo contribuíram sempre para aprofundar a questão da vida, mas esta ultima e muito diferente actualmente.

Originally posted 2014-03-20 16:30:56.

Vitaminas - A Vitominoterapia

A Vitominoterapia

As vitaminas não são medicamentos. São substâncias que o homem não pode fabricar em quantidade suficiente e que devem ser fornecidas pela alimentação.

O estudo das vitaminas esta em pleno desenvolvimento atualmente. Verificamos o interesse de algumas de entre elas em períodos especiais da vida, no recém-nascido. Na criança, na mulher gravida, nas pessoas de idade. Foram feitos estudos que observaram – mas ainda não está provado – a frequência de algumas doenças em sujeitos carenciados, tais como as doenças cardiovasculares as cataratas, as doenças reumatismais, as malformações congénitas, os cancros, as cataratas, as infeções,

“Quais são os Inconvenientes da vitaminoterapia?”

Infelizmente, as vitaminas tem tendência para serem banalizadas desde que a maioria deixou da ser reembolsada pela Segurança Social e são vendidas livremente sob a forma de complexos.

Os riscos de abuso, até mesmo de intoxicação em caso de ingestão exagerada são portanto reais, Assim, a vitamina A, ingerida excessivamente no trimestre de gravidez, corre o risco de provocar no feto malformações dos ouvidos, do rosto e do sistema nervoso. Estes acidentes acontecem com dosas que nem chegam a ser superiores a cinco vezes os fornecimentos quotidianos recomendados. A vitamina D, tomada de uma maneira prolongada em doses elevadas, provoca perturbações digestivas e sobretudo renais.

Se a intoxicação continuar corre o risco de provocar depósitos de sais de cálcio nos rins, nas artérias, no coração e nos pulmões. A vitamina B6, nas mesmas condições de administração e em doses muito elevadas, vulgarmente utilizadas nos Estados Unidos, provoca polinevrites (degenerescência dos nervos).

Originally posted 2014-03-21 13:05:24.