O Princípio de Similitude

O princípio de similitude

Hahnemann observou que as doenças ‘naturais’ apresentavam analogias com as
“doenças medicamentosas” provocadas por substâncias medicinais da sua época.

Adicionou-lhes a noção de similitude que consiste em dar ao doente como medicamento
uma substância susceptível de provocar num indivíduo são um: Semelhante(Homeo) = Sofrimento(Pathos).

Por isso, para que a Apis mellifica seja eficaz, é necessário que os sintomas sejam não só similares aos sintomas reproduzidos pela picada de abelha – é o princípio de similitude – mas também que a segunda parte da definição seja cumprida: é a noção de infinitesimalidade.

Originally posted 2014-03-20 12:19:49.

curare bambini omeopatia - Um tratamento homeopático será longo e complexo?

Um tratamento homeopático será longo e complexo?

No geral, não. De facto, tudo depende da doença para a qual o tratam. Se a doença for cronica, grave e difícil de tratar, o tratamento pode ser incómodo, tanto mais que se associa muitas vezes a um tratamento alopático.

  • Nas doenças crónicas, os medicamentos só devem ser tomados ao levantar e ao deitar é muito raro que haja indicações para que os medicamentos sejam tomados antes do almoço a do jantar Por vezes, o medico recomenda uma dose suplementar hebdomadária.

Normalmente, o tratamento explicado claramente é fácil de fazer.

  • Nas doenças agudas – anginas, gripe. dores de barriga, diarreia, etc. -. o tratamento é tão curto corno em alopatia. É necessário tomar os medicamentos mais vazes nos dois ou três primeiros dias de manhã, ao meio-dia, à noite, a meio da manhã e da tarde. A seguir passa a ser de três vezes por dia. As doenças benignas não necessitam de uma manutenção e domicilio, tais como as rinofaringites, a necessidade de tomar medicamentos com frequência pode constituir um incomodo para a observância do tratamento, principalmente com as crianças pequenas que já frequentam a escola, Noutros casos, as crianças doentes ficam em casa.

“A utilização regular de grânulos homeopáticos nas crianças não correra o risco de provocar cáries?”

Não, nas adoeças agudas normalmente menos de oito dias. Nas doenças cronicas para as quais os tratamentos são mais longos, tomar grânulos também não provoca cáries. No geral, aconselho a tomar os grânulos meia hora antes do deitar, ou antes do jantar se o doente não tomar outros medicamentos nesta altura.

Originally posted 2014-03-24 12:21:40.

National Doctors Day 2011 freecomputerdesktopwallpaper 1280 - Terreno ou "Resultado de Consulta"

Terreno ou “Resultado de Consulta”

A formação inicial é a mesma para todos os médicos: o estudo da ciências fundamentais, da semiologia, do diagnóstico e da terapêutica.

A investigação e a descoberta dos sinais clínicos são
um dos objetivos primeiros da consulta médica.
Estes últimos, para o médico generalista, servem para evocar a doença, para orientar o diagnostico, para prescrever eventuais exames complementares e receitar uma terapêutica; para o médico homeopata, estes sinais, bem estudados e completados, são também necessários para encontrar o medicamento.

O objetivo do generalista tal como do homeopata é portanto o mesmo, mais o interesse terapêutico.
Os exames complementares, embora muitas vezes evidenciados pelos doentes e por alguns clínicos, dependem do procedimento do medico, da conduta do exame clínico, ou seja, do interrogatório e do exame físico do doente.

Quanto mais rigoroso for este último, mais os exames complementares serão precisos e orientados e, expecto nos casos difíceis de medicina interna, o diagnóstico efetuar-se-á relativamente depressa.

O fosso que separa a medicina de cidade da mediana hospitalar é antes de mais caracterizado pelas poucas doenças que entram em quadros nosológicos precisos, ou seja, definidas pela presença de caracteres distintivos que permitem individualizá-las. É por isso que atualmente os médicos generalistas preferem falar de “resultado de consulta” em vez de diagnóstico.

Porque o generalista, homeopata ou não, raramente chega a uma doença que pode corresponder a um quadro nosológico preciso, a uma situação médica característica, a um “conjunto conhecido”. Na maioria das vezes, faz um diagnóstico sintomático, que traduz uma queixa funcional que não pode sobrepor-se num “conjunto conhecido”.

Salientamos já que não se trata de incompetência – pelo contrario, visto que o generalista é tomado numa ótica de medicina hospitalo-universitária, reputada pela precisão dos seus diagnósticos nosológicos -, mas da realidade do doente, porque os pacientes que vão à consulta na cidade têm patologias (doenças) imprecisas.

No hospital, “uma dor de barriga’ é muitas vezes reveladora de um conjunto conhecido, como um cancro ou uma apendicite, ao passo que o mesmo sintoma, na cidade, reflete na maioria das vezes uma indigestão ou um inchaço passageiro que será um “resultado de consulta”.

Isso é lógico porque o médico generalista só enviará o doente para o hospital se apresentar sintomas que possam entrar num “conjunto conhecido”. Para além disso, essa doença orgânica ou que entra num quadro nosológico preciso tem um trunfo formidável é cientifica, e a mediana, de arte toma-se ciência.

Nas anginas, a presença de um germe revelado pelo antibiograma permite receitar o antibiótico adaptado: é a ciência do médico; enquanto que a colite espasmódica pode ser tratada de diversas maneiras é a arte do médico. Mas arte e ciência são indissociáveis.

Este “resultado de consulta” – que não corresponde a nenhuma doença conhecida, mas que já
rio é um simples smtoma – é o exercício habitual do médico generalista que. ao criar esta noção sente intuitivamente a necessidade de alargar o sintoma ao homem.

Todavia, a raridade – na prática quotidiana – de doenças orgânicas ou que entram num quadro nosológico preciso também não deve lazer pretender que o generalista só trata doenças funcionais, e desconhece as outras.

Seria esquecer a sua formação e não se lembrar de que a história mostrou que as doenças funcionais atuais são as afeções orgânicas de amanhã.

Tal é, assim, o principal campo de ação do generalista, homeopata ou não. É uma situação de facto sem relação com os limites da homeopatia, mas ligada à ausência de médicos homeopatas nos hospitais – devido a uma resistência passiva dos nossos colegas alopatas e de um curso universitario que não o permite -, dai um conhecimento limitado da eficácia dos tratamentos homeopáticos nas patologias hospitalares uma avaliação clínica da homeopatia quase impossível.

Para os clássicos, “a queixa que não pode sobrepor-se num conjunto conhecido” é o primeiro passo na direção da noção de terreno homeopático. Porque, justamente, esta queixa decalca-s perfeitamente sobre os conhecimentos especiais dos terrenos, que os médicos homeopatas adquiriram graças à observação especial dos doentes e à experiência clínica.

Assim, a homeopatia dá, no tempo e no espaço, uma visão longitudinal do doente e da sua doença e não uma visão transversal, pontual, restritiva. A sua sorte é integrar este procedimento no seu concerto e na sua terapêutica.

Originally posted 2014-03-25 15:09:59.

placebo - O efeito placebo ou a relação médico-doente

O efeito placebo ou a relação médico-doente

Recentemente ainda, uma consulta mais longa no medico homeopata, um auscultação melhor deste ultimo, um seguimento global o individuo foram muitas vezes elemento invocados pelo detratores e pelos partidários da homeopatia para explicar a sua suposta ou real atividade.

Os primeiros atribuindo a sua real atividade ao próprio medicamento cuja receito receita toma também em consideração destes elementos.

De facto, o problema não esta ai, porque não pensamos que estes elementos seja específicos a um tipo especial de medicina ou de médico. Os efeitos placebo são globalmente idênticos em relação ao que existe entre um medico e o seu paciente, seja qual foi a terapêutica utilizada.

Se a eficácia da homeopatia só estivesse ligada a uma consulta mais longa, e a maneira de receitar do medico poderíamos objetar seguramente o argumento seguinte: então por que razão os médicos alopatas não otimizam, com tão poucos custos, o seu próprio efeito placebo?

Para além disso, os médicos que praticam a alopatia estão tão convencidos da eficácia de todos os seus tratamentos como os médicos homeopatas.

Um único estudo suficientemente falante prova-o. Por ocasião da chegada de um “medicamento milagroso” contra a asma. um medico alopata submeteu uma das suas pacientes a um teste rigoroso.

Sempre que tinha um crise de asma, dava à sua paciente, com conhecimento da causa, umas vezes o medicamento, outras vezes o placebo. Obteve êxitos sempre que administrava o medicamento, e fracassos quando dava o placebo.

Quando levou os seus resultados ao laboratório farmacêutico, disseram-lhe, com grande
surpresa sua, que lhe tinham sempre enviado o placebo.

A sugestão inconsciente do médico, a tua convicção na eficácia do tratamento tinham sido o suficiente para aliviar as crises de asma da sua paciente.

É inegável que o efeito placebo tem uma importância considerável na relação entre o médico e o doente. 0 medicamento representa a ligação entre o doente e o médico. Seja qual for a sua atividade, tem um efeito placebo ligado ao ato médico.

O doente vai ver um médico para se curar, o medicamento simboliza a senha que permite passar da doença para a cura.

O próprio ato médico representa a esperança de cura para o doente é por isso que medicamentar não é indispensável para curar ou para acalmar fortemente um doente.

Quando uma dor intensa perto do peito o perseguiu durante várias noites, obrigando-o a marcar uma consulta para finalmente, revelar-se como uma banal dor intercostal, o alívio que resulta daí é imediato e diminui pelo menos para metade a dor que sentia. E isto. quer vá consultar um médico generalista homeopata ou não, a sensação de bem-estar é a mesma.

Através destes poucos factos e reflexões, entendemos que o efeito placebo é inerente a qualquer ato médico, e que não e dissociável deste ultimo, seja qual for a terapêutica utilizada.

Não podemos atacar a homeopatia sobre o terreno para argumentar contra a sua ineficácia, porque o efeito placebo é o mesmo em alopatia. Se nos responderem o contrário, isso subentende que os homeopatas são melhores médicos do que os seus colegas alopatas, o que é lisonjeador mas sem fundamento.

Se neste capitulo falámos, várias vezes, da alopatia. foi antes de mais para provar que o efeito placebo é inerente a qualquer terapêutica, incluindo alopatia e homeopatia.

A propósito disso é característica a atitude da indústria farmacêutica alopática que dá cores aos comprimidos desde que verificou que as suas atividades terapêuticas eram bastante melhores com este artificio.

As cápsulas verdes seriam mais eficazes do que as vermelhas ou amarelas os ansiosos, por exemplo Mas devemos censura-los por isso? Seja como for, é uma critica que não pode ser feita aos medicamentos homeopáticos!

Originally posted 2014-03-24 11:23:22.

Hahnemann - Primeiro enunciado da similitude de Hahnemann

Primeiro enunciado da similitude de Hahnemann

Primeiro enunciado do princípio de similitude por Hahnemann

“Não é em virtude de uma opinião preconcebida nem por amor pela singularidade que me decidi em favor de doses tão fracas […]. Consegui-o depois de experiências e de observações Hahnemann.

 

“Através da combinação das substâncias mais amargas e mais adstringentes, podemos obter uma mistura que, em pequenas doses, possui qualidades muito maiores do que a casca, e no entanto nunca resultará de uma tal mistura um especifico da febre. [É uma questão á qual o autor deveria ter respondido.

Este principio faltando-nos ainda algo para explicar a acção da casca, não poderá ser encontrado muito facilmente], mas devemos reflectir no que se segue. As substâncias que provocam uma febre forte (o café muito forte, a pimenta, a arnica, a fava Santo Inácio, o arsénico) aniquilam os tipos de febres intermitentes.

Para experiência, tomei durante alguns dias, duas vezes por dia, de cada vez quatro dracmas de bom china; primeiro, os meus pés. a ponta dos meus dedos, etc. arrefeceram, sentia-me cansado e sonolento, depôs o meu coração começou a bater, o meu pulso tomou-se duro e rápido, uma ansiedade insuportável, tremores (mas não arrepios), um cansaço de lodos os membros: depois batidelas dentro da cabeça, uma vermelhidão na cara, sede, ou seja, todos os sintomas habituais que conheço da febre intermitente apareceram uns a seguir aos outros, sem, no entanto, sentir verdadeiros arrepios de febre.

Resumindo: os sintomas habituais principalmente característicos para mim por ocasião de febres intermitentes, o adormecimento dos sentidos, uma espécie de rijeza das articulações, mas também principalmente a sensação surda e desagradável que parece ter o seu centro no periósteo de todos os ossos do corpo – apareceram lodos.

Este paroxismo durava de duas a três horas de cada vez e recomeçava sempre que eu tomava a dose. senão não se passava nada Parei, e recuperei a saúde.

Originally posted 2014-03-21 09:42:35.