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A consulta, resultado do encontro do medico com o seu doente, termina no diagnostico e na prescrição ou a abstenção terapêutica. O procedimento do medico é simples, lógico e rigoroso.

Os meios dos médicos homeopatas são os mesmo que os do seu colega generalista: o diagnostico – ou antes, o resultado de consulta – é encarado logo no interrogatório em metade dos casos, a seguir ao exame clínico num outro quarto, e depois dos exames normais de laboratório no ultimo quarto.

O médico homeopata utiliza preferencialmente a sua terapêutica mas recorre eventualmente a outras – entre as quais, claro, a alopatia – se o considerar útil, ou propõe uma intervenção cirúrgica
se necessário. Procura os elementos que permitem confrontar a queixa do doente com os modos
reacionais gerais a fim de facilitar a prescrição homeopática.

O conhecimento destes últimos, indispensável nas doenças crónicas, é muito relativo nas afeções agudas, expecto se estas últimas aparecerem num terreno especial. Assim, para além da aproximação terapêutica, o procedimento do médico homeopático é o procedimento de qualquer clínico.

Portanto, a consulta permite ao médico homeopata reconhecer os sinais homeopáticos e integrá-los nos modos reacionais com um objetivo terapêutico.

Vamos simplificar ao abordarmos apenas o diagnóstico das doenças que entram num quadro
nosológico preciso, ou seja, correspondem a uma afeção bem definida

Para isso. o médico procura aquilo a que chamamos na gíria médica “os sinais patognomónicos” da doença, ou seja, aqueles
que assinalam a doença e asseguram com firmeza o diagnóstico.
Assim, por exemplo, a presença de pontos brancos com uma aureola vermelha à volta na face interna das bochechas (sinal de Kopkk) numa criança constipada e com febre é patognomónico do sarampo e é o suficiente para declarar o diagnóstico até antes da erupção característica.

Do mesmo modo, a presença do sinal de Lasègue, ou seja, o desencadeamento, num sujeito deitado, de uma dor quando levanta a perna em extensão, basta para anunciar o diagnóstico de ciática, para além da presença de qualquer outro sinal.

Estes sinais bem codificados ajudam o médico a fazer o seu diagnóstico, mas, infelizmente, raramente estão presentes, porque, tal como já vimos, os doentes poucas vezes “entram” num quadro nosológico preciso.

Portanto, o médico prescreve em função da sua experiência, dos seus conhecimentos do doente e da doença, este ou aquele medicamento O médico que sabe combinar melhor esta realidade é considerado “um bom médico”.

A consulta desenvolve-se artificialmente em dois tempos: o primeiro permite a análise da queixa e um eventual diagnóstico, o segundo termina na decisão terapêutica. Apenas este último tempo difere quando o médico opta por utilizar a homeopatia. A escolha desta terapêutica necessita da descoberta de informações clínicas complementares significativas a fim de encontrar o ou os medicamentos.

Estas últimas são habitualmente postas de lado pelo médico não homeopata, porque não são úteis nem para o diagnostico nem para a escolha do medicamento.

A consulta é um diálogo permanente com o paciente, no meio do qual se intercala o exame físico do doente. Este diálogo – tempo fundamental que introduz e conclui a consulta – será rigoroso, preciso e efetuado com competência, a fim de permitir encontrar rapidamente o diagnóstico. Para isso, o médico deve saber criar um clima de confiança, estar atento, escutar o doente, mostrar-lhe o seu interesse, a fim de estabelecer uma relação privilegiada.

Originally posted 2014-03-25 16:39:48.

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